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	<title>Arquivo de Forum - BSB REVISTA</title>
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	<title>Arquivo de Forum - BSB REVISTA</title>
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		<title>PCC e CV expandem lucros com garimpos e outros crimes ambientais no Amazonas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Calango]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 15:44:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Comando Vermelho e o PCC avançam sobre lucros do garimpo, extração ilegal de madeira, grilagem e até tráfico de animais O crime organizado que surgiu [...]</p>
<p>O post <a href="https://bsbrevista.com.br/2026/04/12/pcc-e-cv-expandem-lucros-com-garimpos-e-outros-crimes-ambientais-no-amazonas/">PCC e CV expandem lucros com garimpos e outros crimes ambientais no Amazonas</a> apareceu primeiro em <a href="https://bsbrevista.com.br">BSB REVISTA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h6 class="wp-block-heading">Comando Vermelho e o <a href="https://bsbrevista.com.br/2026/03/18/fundo-da-reag-recebeu-r-1-bilhao-de-lavanderias-do-pcc/">PCC</a> avançam sobre lucros do garimpo, extração ilegal de madeira, grilagem e até tráfico de animais</h6>



<p>O crime organizado que surgiu no Sudeste do Brasil passou a atuar em outras regiões e agora mantém poder diante de crimes ambientais lucrativos na Amazônia, no Norte e Nordeste do país. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="714" height="429" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/17760070602018690425700253331918.jpg" alt="" class="wp-image-37100" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/17760070602018690425700253331918.jpg 714w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/17760070602018690425700253331918-600x361.jpg 600w" sizes="(max-width: 714px) 100vw, 714px" /><figcaption class="wp-element-caption">Extração  ilegal de Madeira &#8211; Foto -IBAMA </figcaption></figure>



<p>O ouro ilegal que sai do sul do Amazonas passou a enriquecer os criminosos que impõe regras para os garimpeiros ilegais. Esse e outros crimes ambientais, como extração ilegal de madeira, grilagem e tráfico de animais silvestres, agora financiam armas, pagam por droga importada do Peru e Colômbia e fortalecem facções criminosas que avançam seus domínios por meio do controle da floresta.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="445" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/17760084803937321738059905595331-1024x445.jpg" alt="" class="wp-image-37101" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/17760084803937321738059905595331-1024x445.jpg 1024w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/17760084803937321738059905595331-600x261.jpg 600w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/17760084803937321738059905595331-768x334.jpg 768w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/17760084803937321738059905595331-1536x668.jpg 1536w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/17760084803937321738059905595331.jpg 1587w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Balsas incendiadas pela PF no Rio Madeira &#8211; Foto PF</figcaption></figure>



<p>Dados reunidos no estudo <strong>Cartografias da Violência na Amazônia 2025</strong> , do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, indicam que facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) passaram a tratar crimes ambientais como fonte estratégica de financiamento, lavagem de dinheiro, domínio regional e parte da engrenagem de poder.</p>



<p>Os pesquisadores observaram uma mudança no <a href="https://bsbrevista.com.br/2025/11/05/operacao-fecha-quase-50-postos-no-pi-ma-e-to-por-suspeita-de-lavar-dinheiro-para-o-pcc/">perfil do crime</a> na região &#8211; antes concentrado na disputa pelas rotas do tráfico e, agora, focado na extração clandestina de recursos naturais da Amazônia.</p>



<p>Pelo menos três municípios já têm atuação de facções com foco em crimes ambientais, segundo o estudo:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Humaitá</li>



<li>Lábrea</li>



<li>Manicoré</li>
</ol>



<p>O documento mostrou ainda que presença dessas organizações intensifica os conflitos socioambientais e coloca comunidades tradicionais e povos indígenas em situação de mais vulnerabilidade.</p>



<p>“Essas organizações chegam à Amazônia com interesse estratégico em controlar a cadeia do tráfico de drogas direto da produção. A partir do momento em que se inserem na economia ilegal local, passam a explorar outras possibilidades, como o garimpo, que permite reinvestir e lavar o dinheiro obtido com o tráfico.” disse Ariadne Natal, pesquisadora sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.</p>



<p>Para a pesquisadora, o enfraquecimento das instituições de fiscalização ambiental e de proteção indígena, sobretudo a partir de 2018, abriu espaço para que facções expandissem suas operações para os crimes ambientais. Além da participação direta na mineração e extração de madeira, também cobram &#8220;taxas&#8221; sobre atividades ilegais exercidas em seus territórios de domínio.</p>



<p>Ariadne também explicou que o tamanho territorial do Amazonas, combinado a rotas fluviais e pistas aéreas clandestinas na mata torna a combinação entre tráfico e crimes ambientais facilitada para esses grupos.</p>



<p>De acordo com o Coronel e membro do Instituto Brasileiro de Segurança Pública, Francisco Xavier, a expansão do CV e do PCC no estado busca fortalecer três pontos das organizações.</p>



<p>Necessidade de se expandir as atividades criminosas para além do narcotráfico;<br>Uso do garimpo como esconderijo de criminosos foragidos da Justiça;<br>Compartilhamento do sistema logístico do garimpo ilegal pelo narcotráfico. No &#8216;sistema híbrido&#8217;, drogas, ouro, madeira e armas circulam pelas mesmas rotas, utilizando a mesma infraestrutura.</p>



<p>A presença do crime organizado na Amazônia não é novidade. Há anos institutos ambientais delatam. As mortes violentas intencionais (MVI) na Amazônia se conectam às redes de narcotráfico e desmatamento, segundo análise do projeto “Cartografias da Violência na Amazônia”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com a Universidade do Estado do Pará e o Instituto Clima e Sociedade ( ICS). O estudo mostra como os diferentes modais de transporte da região são utilizados no crime organizado e como há uma sobreposição territorial de diferentes ilegalidades e violências.</p>



<p>A primeira identificação da presença do PCC e do CV no garimpo e desmatamento da Amazônia remonta a meados da década de 2010, com evidências concretas para o PCC na Terra Indígena Yanomami. Estudos como &#8220;Cartografias da Violência na Amazônia&#8221;, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam que o PCC atuava em garimpo ilegal nessa região, baseado em relatos de narcogarimpeiros que entraram no território aos 13 anos e viram a facção se estabelecer.</p>



<p><br>Para o CV, a expansão para garimpo e madeira ilegal consolida-se em 2016, com a migração para rotas amazônicas após disputas com o PCC. A facção carioca assumiu controle da Rota do Solimões nesse ano, aliando-se a grupos locais para explorar ouro e madeira, financiando narcotráfico.<br>A presença de ambas as facções foi registrada em Roraima a partir de 2013, intensificando-se em 2015 com entrada no garimpo Yanomami. Relatórios destacam o PCC no rio Uraricoera e o CV no Mucajaí, com disputas armadas e cooptação de garimpeiros, contribuindo para desmatamento via narcogarimpo.</p>



<p>A presença insuficiente do Estado em áreas remotas da Amazônia, segundo o estudo, expõe comunidades inteiras às pressões ambientais. Agentes em operações de fiscalização, na linha de frente, vivem sob tensão.</p>



<p>“Em muitos lugares nós somos a única força do Estado que eles [os moradores] conhecem. Somente na repressão, e não deve ser assim, disse uma agente do ICMBio que atua em operações e não quis se identificar.</p>



<p>Ela observa, no trabalho de campo, a influência das facções no dia a dia das comunidades. &#8220;Tem-se observado o aumento do consumo de drogas, não somente ele, mas também a venda [tráfico]. E isso quase sempre associados ao alto consumo de álcool&#8221;, completou.</p>



<p>O ouro ilegal extraído dos garimpos, se tornou a principal <strong>moeda utilizada por facções criminosas</strong> para financiar a compra de pasta-base de cocaína no Peru e na Colômbia.</p>



<p>Investigações mostram que o narcotráfico está diretamente ligado a um portfólio de crimes ambientais&nbsp;que servem tanto para gerar recursos quanto para lavar o dinheiro.</p>



<p>Para o delegado da PF, Rafael Grummt, o enfrentamento ao crime organizado na Amazônia precisa ir além das prisões.</p>



<p>“Não basta prender indivíduos. É fundamental descapitalizar as facções, rastreando a origem do dinheiro e responsabilizando os destinatários”, afirma.</p>



<p>Grummt explicou que, por isso, a ação da PF contra as facções não se limita a prender indivíduos envolvidos em crimes ambientais. Ele destacou o trabalho recente para atingir também a estrutura econômica das quadrilhas.</p>



<p>Operações de garimpo na região amazônica são controladas ou taxadas por facções, que acessam ainda estruturas legais do poder, <strong>por meio de agentes corruptos</strong>, para expandir seus negócios ilegais.</p>



<p>A Polícia Civil também tem trabalhado para frear a expansão das facções. Em março, uma <strong>operação com 23 mandados de prisão</strong> mirou um esquema ligado ao &#8220;núcleo político&#8221; do CV no Amazonas. A investigação descobriu que a facção mantinha &#8220;braços&#8221; nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado em prol tráfico de drogas.</p>
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