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	<title>Arquivo de Inauditus - BSB REVISTA</title>
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	<title>Arquivo de Inauditus - BSB REVISTA</title>
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		<title>Operação mira magistrados por venda de sentenças e bloqueia R$ 50 milhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 12:56:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Pacheco Guerreira Júnior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 1º de abril de 2026, a Operação Inauditus, com o objetivo de desarticular um esquema de venda de decisões [...]</p>
<p>O post <a href="https://bsbrevista.com.br/2026/04/01/operacao-mira-magistrados-por-venda-de-sentencas-e-bloqueia-r-50-milhoes/">Operação mira magistrados por venda de sentenças e bloqueia R$ 50 milhões</a> apareceu primeiro em <a href="https://bsbrevista.com.br">BSB REVISTA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 1º de abril de 2026, a Operação <strong>Inauditus</strong>, com o objetivo de desarticular um esquema de <strong>venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA)</strong>. A investigação, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), apura a atuação de um grupo formado por <strong>desembargadores, assessores, servidores, advogados e intermediários</strong>, suspeito de negociar sentenças e votos em processos de alto valor econômico mediante pagamento de propina, além de lavar dinheiro e ocultar patrimônio obtido de forma ilícita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ofensiva cumpriu <strong>25 mandados de busca e apreensão</strong> em endereços ligados aos investigados e determinou medidas cautelares consideradas duras: além da coleta de documentos, computadores e celulares, houve <strong>apreensão de dinheiro vivo</strong> e <strong>bloqueio judicial de bens</strong> que pode alcançar cifras milionárias. A PF aponta que a organização teria operado de maneira estruturada e contínua, com divisão de tarefas e uso de mecanismos para disfarçar a origem do dinheiro, como contratos fictícios, emissão de notas e pagamentos travestidos de honorários advocatícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais alvos identificados na operação estão os desembargadores <strong>Antônio Pacheco Guerreira Júnior</strong> e <strong>Luiz de França Belchior Silva</strong>, ambos do Tribunal de Justiça do Maranhão. Os dois foram afastados cautelarmente de suas funções, medida aplicada para evitar interferência na apuração e impedir a continuidade de decisões suspeitas. Segundo as suspeitas levantadas pela Polícia Federal, os magistrados estariam no núcleo central do esquema, sendo apontados como beneficiários diretos de pagamentos destinados à manipulação de julgamentos e recursos dentro do tribunal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos desembargadores, a Operação Inauditus também alcançou <strong>assessores e ex-assessores ligados aos gabinetes</strong> dos magistrados, investigados por supostamente atuar como ponte entre advogados e integrantes do tribunal. De acordo com a apuração, esses auxiliares teriam papel estratégico na articulação dos acertos ilícitos, repassando recados, valores combinados e informações sobre bastidores de julgamentos. A investigação também inclui <strong>servidores do TJMA</strong>, suspeitos de acessar informações privilegiadas e auxiliar no direcionamento de processos e decisões em benefício de interesses particulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal ainda apura a participação de <strong>advogados</strong> apontados como responsáveis por negociar diretamente as decisões e estruturar os pagamentos, além de um <strong>empresário</strong> identificado como possível financiador ou operador financeiro do esquema. Parte dos nomes ligados a esses núcleos ainda não foi oficialmente divulgada devido ao sigilo judicial imposto ao inquérito, mas os investigadores indicam que há outros envolvidos além dos magistrados já afastados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo financeiro, os números apresentados pela operação chamaram atenção. Durante as diligências, a PF apreendeu <strong>R$ 284,7 mil em espécie</strong>, encontrados em endereços ligados aos investigados. Além disso, o STJ autorizou o <strong>sequestro e bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 50 milhões</strong>, incluindo imóveis, veículos, contas bancárias e participações societárias. O objetivo é impedir a dissipação de patrimônio e garantir eventual ressarcimento ao erário e pagamento de multas em caso de condenação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação também aponta que o esquema poderia movimentar valores elevados por decisão judicial. De acordo com informações reunidas pelos investigadores, alguns julgamentos teriam sido negociados por cifras que poderiam chegar a <strong>R$ 250 mil por decisão</strong>, especialmente em processos considerados estratégicos e de alto impacto patrimonial, envolvendo liberações financeiras, disputas empresariais e recursos com potencial de alterar resultados econômicos relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PF investiga crimes como <strong>corrupção ativa e passiva</strong>, <strong>lavagem de dinheiro</strong>, <strong>organização criminosa</strong> e possível <strong>obstrução de Justiça</strong>. Os investigadores também apuram o uso de mecanismos para “esquentar” o dinheiro obtido com propina, incluindo triangulações financeiras e movimentações atípicas por meio de contratos e repasses registrados como honorários advocatícios. O material recolhido na operação inclui celulares, computadores e documentos que devem ser periciados para mapear conversas, planilhas, registros bancários e a possível existência de uma contabilidade paralela do esquema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, as punições já aplicadas são principalmente de natureza cautelar e administrativa. O afastamento dos desembargadores <strong>Antônio Pacheco Guerreira Júnior</strong> e <strong>Luiz de França Belchior Silva</strong> é a medida mais significativa, somada ao bloqueio de bens e valores. No campo disciplinar, o caso pode resultar em processos administrativos no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do próprio tribunal, com possibilidade de sanções que vão desde advertência até <strong>aposentadoria compulsória</strong>, que na prática equivale à retirada do magistrado da função.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na esfera criminal, caso as provas sejam consolidadas e o Ministério Público ofereça denúncia, os investigados poderão enfrentar processos com penas elevadas. A depender do enquadramento final, as condenações podem incluir <strong>prisão</strong>, perda de bens, pagamento de multas e, no caso de servidores públicos e magistrados, medidas que resultem em afastamento definitivo das funções e responsabilização patrimonial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação Inauditus ocorre em meio a um ambiente de forte desgaste institucional no Judiciário maranhense, em um contexto de investigações recentes que já haviam colocado o Tribunal de Justiça sob suspeita. Para investigadores, o caso pode revelar um sistema de negociação interna capaz de comprometer a credibilidade de decisões e gerar insegurança jurídica em larga escala, atingindo não apenas processos milionários, mas a confiança pública no funcionamento do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal segue analisando o material apreendido e aprofundando a apuração para identificar todos os beneficiários e operadores do suposto esquema, incluindo quem teria pago as vantagens indevidas. A expectativa é que, com as perícias e quebras de sigilo bancário e telemático, novas fases sejam deflagradas e outros nomes venham a público, ampliando o alcance de uma operação que já é tratada como uma das mais graves ofensivas recentes contra suspeitas de corrupção dentro do Judiciário estadual.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os <strong>alvos da operação são:</strong></li>



<li>• Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado)</li>



<li>• Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado)</li>



<li>• Douglas Lima da Guia – juiz de direito</li>



<li>• Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de direito</li>



<li>• Lúcio Fernando Penha Ferreira – ex-assessor</li>



<li>• Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora</li>



<li>• Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora</li>



<li>• Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor </li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor do TJMA</li>



<li>• Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora</li>



<li>• Ulisses César Martins de Sousa – advogado</li>



<li>• Eduardo Aires Castro – advogado</li>



<li>• Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário</li>



<li>• Lucena Infraestrutura Ltda – empresa investigada</li>



<li>• Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado</li>



<li>• Aline Feitosa Teixeira – investigada</li>



<li>• Jorge Ivan Falcão Costa – investigado</li>
</ul>
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