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	<title>Arquivo de Incestigada - BSB REVISTA</title>
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	<title>Arquivo de Incestigada - BSB REVISTA</title>
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		<title>Senadores e deputados do DF enviam R$ 26 milhões para ONG de Alagoas, suspeita de desvio de dinheiro público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Calango]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 11:54:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigado pela Polícia Federal é dono de ONG em Alagoas que receberá Com informações do site Metrópoles Apenas quatro meses após ser alvo da Polícia [...]</p>
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<h6 class="wp-block-heading">Investigado pela Polícia Federal é dono de ONG em Alagoas que receberá </h6>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com informações do site Metrópoles</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas quatro meses após ser alvo da Polícia Federal no Tocantins, Ramalho Souza Alves, dono da ONG Econacional, sediada em Maceió (AL) receberá R$ 26 milhões dos senadores e deputados do Distrito Federal, </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ramalho está na mira da Polícia Federal. Em agosto do ano passado, o empresário de 59 anos foi um dos alvos da Operação Fames 19, que investiga o desvio de recursos públicos na compra de 1,6 milhão de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ramalho conseguiu, em dezembro, ganhar um contrato de R$ 26 milhões via bancada de deputados e senadores do Distrito Federal.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380633283868993747632956144570-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-26295" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380633283868993747632956144570-1024x683.jpg 1024w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380633283868993747632956144570-600x400.jpg 600w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380633283868993747632956144570-768x512.jpg 768w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380633283868993747632956144570.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ramalho Souza Alves, dono da ONG Econacional, sediada em Maceió (AL)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ser investigado, Ramalho vai receber o dinheiro para os projetos “Emprega mulher” e “Empreendedora digital”, que prometem inserir mulheres no mercado de trabalho e estimular o empreendedorismo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A ONG sediada em Alagoas não tem funcionários ou estrutura no Distrito Federal.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="585" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380645619665605877901400658236.jpg" alt="" class="wp-image-26298" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380645619665605877901400658236.jpg 800w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380645619665605877901400658236-600x439.jpg 600w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380645619665605877901400658236-768x562.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Bia Kicis, Alberto Fraga, Fred Linhares, Júlio César, Gilvan Máximo, Rafael Prudente, Reginaldo Veras e Érika Kokay são os deputados federais do DF</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="675" height="450" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380650287803240019735903334598.jpg" alt="" class="wp-image-26299" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380650287803240019735903334598.jpg 675w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380650287803240019735903334598-600x400.jpg 600w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" /><figcaption class="wp-element-caption">Izalci Lucas, Leila Barros e Damares Alves são os senadores do DF</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desvio de verbas públicas</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">A PF aponta que R$ 5 milhões foram pagos pelo Governo do Tocantins a empresários, mas que boa parte das cestas básicas não foi entregue à população entre 2020 e 2021, quando a fome aumentou. No período, a administração estadual decretou emergência e, por isso, pôde escolher as empresas fornecedoras sem licitação.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380634585195981254603866037362-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-26296" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380634585195981254603866037362-1024x683.jpg 1024w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380634585195981254603866037362-600x400.jpg 600w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380634585195981254603866037362-768x512.jpg 768w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380634585195981254603866037362.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Operação Fames-19 investiga irregularidades na distribuição de cestas básicas.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380635036408537654880441998416-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-26297" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380635036408537654880441998416-1024x768.jpg 1024w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380635036408537654880441998416-600x450.jpg 600w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380635036408537654880441998416-768x576.jpg 768w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/01/17380635036408537654880441998416.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">ONG funciona em prédio de dois andares alugado no Centro de Maceió</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O nome da operação, Fames, vem do latim: fome. A Polícia Federal cumpriu o total de 42 mandados de busca e apreensão, com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ramalho Souza Alves, que se define como administrador de empresas, é um dos investigados pela PF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dinheiro destinado à ONG Econacional, presidida por Ramalho, é oriundo da emenda de bancada do DF. Esse tipo de repasse, decidido em conjunto por deputados e senadores de um mesmo estado, busca financiar projetos para a região. Nos últimos anos, porém, o valor passou a ser dividido informalmente por cada parlamentar e ganhou o apelido de “novo orçamento secreto”, uma vez que, dado o caráter coletivo, dificulta a identificação individual do responsável pela emenda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o site Metrópoles, que fez a denúncia, o repasse para a ONG tem a digital do deputado federal Alberto Fraga (PL-DF). Procurado pelo site, ele afirmou por mensagem que desconhecia o histórico do presidente da Econacional e disse que, “se as irregularidades forem comprovadas”, vai cancelar o repasse. “Se a ONG não for idônea, retiro a emenda.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CGU e TCE apontam irregularidades</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal não é a única instituição do poder público a cobrar explicações de Ramalho Souza Alves. As atividades do empresário também são citadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas do Tocantins (TCE-TO) por causa da sua gestão à frente da Cooperativa de Trabalho em Serviços Gerais e Administrativo (Contrate), na qual exerce o cargo de diretor. Há indícios de irregularidades num contrato de R$ 4,6 milhões firmado em 2021 entre a Prefeitura de Aliança do Tocantins e a cooperativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a CGU, a Contrate se passava por cooperativa, mas se comportava de fato como uma empresa. O TCE, por sua vez, apontou “ausência de justificativa” referente ao gasto de R$ 4,6 milhões relativo à contratação, e de R$ 867.893,04 concernente à taxa administrativa de 23%, constantes da Ata da Seção de Julgamento”. O TCE-TO citou Ramalho nominalmente para prestar esclarecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse contrato visava à prestação de serviços com contratação de 156 pessoas por 12 meses, para postos de trabalho que iam de enfermeiras e nutricionistas a garis e motoristas. Segundo a CGU, porém, houve subordinação dos trabalhadores à prefeitura. A Controladoria destacou que, numa “legítima terceirização de serviços, a empresa contratada se responsabiliza em entregar serviços determinados e específicos, e não apenas o fornecimento de mão de obra”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relatório, outro aspecto que configura a intermediação de mão de obra na contratação é a “ausência de especialização da contratada”. Como destacou o órgão, numa terceirização a empresa precisa ser especializada na entrega do serviço, devendo logicamente ser melhor na sua execução que a própria contratante. A intermediação de mão de obra subordinada à contratante é vedada pela Lei das Cooperativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Porém, observa-se que a cooperativa foi contratada para fornecer os mais variados tipos de profissionais: enfermeiro, coveiro, motorista, auxiliar de serviços gerais, psicólogo, assistente social, vigia, recepcionista, odontólogo, mecânico, veterinário, nutricionista, entre outros, demonstrando não ser especializada em nenhuma área específica. Constatou-se também a existência de indícios de que a Cooperativa Contrate atua como empresa e não como uma autêntica cooperativa de trabalho”, destacou o parecer da CGU.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cooperativismo, os cooperados agem como sócios e participam da administração da entidade. Os associados decidem os rumos da organização em assembleias. A CGU chegou a se reunir com representantes da Contrate e cobrou as atas das reuniões, sem a devida resposta. Na semana em que os fiscais estiveram em Aliança do Tocantins, a cooperativa chegou a convocar um encontro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A assembleia supramencionada aconteceria na sede da Contrate, localizada no município de Ubaíra-BA, a uma distância de 1.362 km de Aliança do Tocantins. Dessa forma, seria inviável a participação dos cooperados desse município nas decisões da cooperativa”, escreveram os técnicos da Controladoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ubaíra é o município onde Ramalho cresceu e construiu relações políticas. Ele consta como autor das seguintes doações eleitorais:</p>



<p class="wp-block-paragraph">2020: R$ 300 para o candidato a vereador em Ubaíra Adailton Oliveira, o “Pedra Beba”; R$ 200 para o candidato a vereador por Salvador Alexandre Almeida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>2012: R$ 3 mil (R$ 7.2 mil em valores atuais) para o comitê de campanha a prefeito de Ubaíra.<br>2008: R$ 500 (R$ 1,5 mil em valores atuais) para a campanha a vereador de Manoel Ferreira, também em Ubaíra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Novo orçamento secreto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As <a href="https://bsbrevista.com.br/2025/02/10/pf-liga-vice-presidente-do-senado-a-desvios-em-emendas-e-pede-investigacao/">emendas de bancada</a> (RP-7) fazem parte do “novo orçamento secreto”. Esse tipo de repasse, decidido em conjunto pelos deputados e senadores de um mesmo estado, tem como objetivo promover o financiamento de projetos estruturantes para sua unidade federativa. Nos últimos anos, porém, o valor passou a ser dividido informalmente para cada parlamentar, resultando na pulverização de investimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, toda a bancada responde pelas emendas, sem informação pública sobre qual deputado ou qual senador é, de fato, o padrinho de cada projeto. A lógica segue a máxima de que “se todos são responsáveis, ninguém é responsável”. O mesmo ocorre com as emendas de comissões temáticas do Congresso, onde a Comissão de Saúde, por exemplo, faz vários repasses para essa área, sem indicativo de qual congressista pediu cada pagamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As emendas de comissão e de bancada substituíram as emendas de relator, o “orçamento secreto original”, tornado inconstitucional por decisão do Supremo Tribunal Federal. O “novo orçamento secreto” passou a ser alvo do ministro Flávio Dino, que chegou a interromper esse tipo de repasse até que o Congresso e o governo federal adotassem as regras de transparêncpia estabelecidas. Em janeiro, o magistrado interrompeu os repasses para ONGs que não são transparentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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