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	<title>Arquivo de Indicações - BSB REVISTA</title>
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	<title>Arquivo de Indicações - BSB REVISTA</title>
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		<title>Câmara indicou R$ 1,3 bilhão sem identificar autor de emenda, diz Transparência Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Calango]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:45:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara]]></category>
		<category><![CDATA[Emendas]]></category>
		<category><![CDATA[Indicações]]></category>
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		<category><![CDATA[Orçamento secreto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Indicações foram registradas em nome de líderes partidários, sem identificar verdadeiros deputados que escolheram os beneficiários A Ong Transparência Brasil afirma que, em 2025, a [...]</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Indicações foram registradas em nome de líderes partidários, sem identificar verdadeiros deputados que escolheram os beneficiários</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Ong Transparência Brasil afirma que, em 2025, a Câmara dos Deputados <strong>registrou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão</strong> em nome de líderes partidários em 2025, sem identificar os parlamentares que efetivamente indicaram os beneficiários dos recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a organização, que fez um levantamento próprio, o montante representa 16% das indicações feitas pelas comissões da Casa no ano e reproduz exatamente a lógica do extinto &#8220;orçamento secreto&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indicação de emendas de comissão por parte dos líderes partidários está prevista na lei complementar 210, aprovada no Parlamento em 2025 em acordo entre os Três Poderes após o Supremo Tribunal Federal suspender o pagamento de emendas, justamente por falta de transparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do total de 12.231 apontamentos, o levantamento identificou 1.341 indicações associadas apenas <strong>às lideranças de sete partidos</strong> — PP, União Brasil, PL, Republicanos, Avante, Podemos e Solidariedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Transparência Brasil, os documentos públicos da Câmara registram apenas a liderança partidária como autora dessas indicações,&nbsp;<strong>sem informar quais deputados definiram o destino final das verbas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Partidos que enviaram emendas</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Partido</td><td>Valor associado à liderança</td></tr><tr><td>PP</td><td>R$ 427,7 milhões</td></tr><tr><td>União Brasil</td><td>R$ 288,7 milhões</td></tr><tr><td>PL</td><td>R$ 254,3 milhões</td></tr><tr><td>Republicanos</td><td>R$ 218,5 milhões</td></tr><tr><td>Avante</td><td>R$ 30 milhões</td></tr><tr><td>Solidariedade</td><td>R$ 22 milhões</td></tr><tr><td>Podemos</td><td>R$ 19 milhões</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Transparência Brasil</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, o montante indicado sob a assinatura dos líderes partidários corresponde a<strong>&nbsp;16% dos R$ 7,9 bilhões destinados pela Câmara dos Deputados em 2026.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Partidos que mais direcionaram emendas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A federação formada por&nbsp;<strong>Progressistas e União Brasil&nbsp;</strong>foi a que mais utilizou o mecanismo, chamado pela ONG&nbsp;de “emenda de liderança”, com R$ 716,7 milhões, sendo R$ 427,7 milhões do PP e R$ 288,7 milhões do União Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As siglas são seguidas do<strong> PL</strong>, com R$ 254,3 milhões, e pelo <strong>Republicanos, </strong>que indicou R$ 218,5 milhões através da liderança do partido. Juntos, os quatro partidos respondem por quase 95% do total identificado pelo estudo da Transparência Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também procura demonstrar que os líderes partidários registrados como autores das indicações não seriam, necessariamente, os responsáveis por definir o destino dos recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o estudo, seis dos sete líderes dos partidos que utilizaram esse mecanismo tinham emendas registradas em seus nomes, somando R$ 143,2 milhões. Em todos esses casos, as indicações individuais foram destinadas exclusivamente a beneficiários dos estados pelos quais esses parlamentares foram eleitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já as emendas registradas em nome das lideranças apresentam um padrão diferente segundo o estudo. Os recursos foram distribuídos entre diversos estados e, na maioria dos casos, apenas uma parcela ficou concentrada no estado de origem do líder partidário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos moldes do orçamento secreto, essa pulverização indica que diferentes deputados da mesma bancada podem ter escolhido os beneficiários, embora seus nomes não apareçam nos documentos públicos, ficando a autoria formal atribuída apenas à liderança do partido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destinação de emendas</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Líder</td><td>Estado</td><td>Percentual das &#8220;emendas de liderança&#8221; destinado ao estado do líder</td></tr><tr><td>Pedro Lucas Fernandes (União Brasil)</td><td>MA</td><td>47%</td></tr><tr><td>Sóstenes Cavalcante (PL)</td><td>RJ</td><td>8%</td></tr><tr><td>Dr. Luizinho (PP)</td><td>RJ</td><td>24%</td></tr><tr><td>Aureo Ribeiro (Solidariedade)</td><td>RJ</td><td>100%</td></tr><tr><td>Gilberto Abramo (Republicanos)</td><td>MG</td><td>17%</td></tr><tr><td>Neto Carletto (Avante)</td><td>BA</td><td>67%</td></tr><tr><td>Rodrigo Gambale (Podemos)</td><td>SP</td><td>21%</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Transparência Brasil</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo cita o PP como o principal exemplo desse padrão. Mais da metade dos R$ 427,7 milhões indicados pelo líder da bancada, Dr. Luizinho (PP-RJ),<strong>&nbsp;foi destinada ao Piauí, enquanto cerca de 24% tiveram como destino o Rio de Janeiro</strong>, estado pelo qual o deputado foi eleito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento faz observação semelhante sobre o União Brasil. Segundo o relatório, 47% das emendas atribuídas à liderança da bancada foram destinadas ao Maranhão, estado do então líder Pedro Lucas (União-MA), enquanto o restante foi distribuído por outros 14 estados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse quadro reforça o entendimento de que as &#8216;emendas de liderança&#8217; não correspondem à cota individual dos líderes, tampouco representam uma decisão exclusiva deste parlamentar, pois a fragmentação em beneficiários de diversos entes sugere múltiplos autores ocultos”, diz o relatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da ocultação dos autores, o estudo aponta falhas na rastreabilidade das emendas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Transparência Brasil afirma que R<strong>$ 821 milhões em emendas de comissão empenhadas em 2025 não puderam ter seus beneficiários finais identificados</strong> por meio do cruzamento das bases públicas do Congresso e do governo federal, em razão da ausência de um identificador único para acompanhar cada indicação até sua execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As emendas de comissão (RP8) surgiram após o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar as emendas de relator — primeiro modelo do orçamento secreto — inconstitucionais. Esses recursos não são impositivos, ou seja, o governo não é obrigado a pagar e sua liberação depende de negociação política.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Em 2026, o PT adotou o modelo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o levantamento, o modelo seguiu em 2026 e, até 29 de maio, a Transparência Brasil identificou R$ 373,8 milhões em indicações de emendas de comissão registradas apenas em nome de líderes partidários, sem identificação dos parlamentares que escolheram os beneficiários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com exceção do Solidariedade, todos os partidos identificados em 2025 mantiveram o mecanismo neste ano. A novidade foi a entrada do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou R$ 107,5 milhões em nome da liderança da bancada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dados parciais de 2026, o Republicanos aparece com o maior volume de recursos vinculados às chamadas emendas de liderança, somando R$ 126,5 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entidade destaca que não encontrou registros de indicações atribuídas apenas às lideranças nas emendas de comissão do Senado, tanto em 2025 quanto nos dados parciais divulgados para 2026.</p>
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