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	<title>Arquivo de Limitr - BSB REVISTA</title>
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	<title>Arquivo de Limitr - BSB REVISTA</title>
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		<title>Câmara aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Calango]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 08:12:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Ampliação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (14), por 461 votos a 4, um projeto de lei complementar que promove a maior ampliação recente das [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (14), por 461 votos a 4, um projeto de lei complementar que promove a maior ampliação recente das regras do Microempreendedor Individual (MEI). O texto eleva o teto anual de faturamento da categoria de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil a partir de 2028, permite a contratação de até dois funcionários e cria o perdão integral de dívidas de milhões de microempreendedores com a União.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação ocorreu em regime de urgência e com placar quase unânime. O projeto, de autoria do governo e relatado pelo deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), segue agora para análise do Senado Federal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Novo limite de faturamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, para continuar enquadrado como MEI, o empreendedor precisa manter receita bruta anual de até R$ 81 mil. Esse valor está congelado desde 2016. O projeto aprovado prevê um reajuste em duas etapas: primeiro para R$ 110 mil em 2027 e depois para R$ 140 mil em 2028.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o novo teto representa um aumento de 35,8% em relação ao limite atual já na primeira etapa e de 72,8% quando alcançar R$ 140 mil. Isso significa que um microempreendedor poderá faturar, em média, cerca de R$ 9,17 mil por mês em 2027 e R$ 11,67 mil por mês a partir de 2028, contra os R$ 6,75 mil mensais permitidos hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ampliação atende a uma antiga reivindicação de categorias como entregadores, motoristas de aplicativo, cabeleireiros, costureiras, vendedores, artesãos e prestadores de serviços, que frequentemente ultrapassavam o teto e eram obrigados a migrar para regimes tributários mais onerosos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Contratação de dois funcionários</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outra mudança relevante é a ampliação do número de empregados que o MEI pode contratar. Atualmente, a categoria pode manter apenas um trabalhador. Com o projeto, esse limite passa a ser de até dois empregados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contratação, porém, terá restrição salarial: cada funcionário deverá receber exclusivamente um salário mínimo ou o piso salarial da respectiva categoria profissional. A regra busca permitir maior capacidade operacional a pequenos negócios sem que a ampliação se transforme em contratação de mão de obra com remuneração superior à prevista para o regime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o governo, a medida deve dar mais fôlego a atividades que dependem de equipe, como serviços de manutenção, beleza, alimentação, transporte e comércio. Para os críticos, o desafio será acompanhar se a flexibilização não gerará distorções ou uso indevido do regime simplificado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perdão de dívidas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O texto também incorpora a anistia integral de dívidas de microempreendedores individuais com a União. O perdão alcança débitos existentes até 13 de outubro de 2026, incluindo contribuições devidas, juros, multas e encargos legais. A proposta contempla dívidas inscritas ou não na Dívida Ativa da União, inclusive aquelas em cobrança administrativa, judicial ou incluídas em parcelamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo estima que cerca de 3,6 milhões de MEIs poderão ser beneficiados pela remissão. O montante total de dívidas alcançadas pela medida é estimado em R$ 12,6 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do valor bruto dos débitos, a equipe econômica calcula que o impacto fiscal líquido da anistia será de R$ 3 bilhões em três anos, sob a forma de renúncia de receita. A diferença ocorre porque parte dos créditos é considerada de baixa recuperabilidade e já estava contabilizada como perda potencial pela União.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Condições para receber o perdão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O benefício não será automático para todos os inadimplentes. Para manter a remissão, o microempreendedor deverá cumprir duas contrapartidas principais: manter os recolhimentos em dia durante os seis meses seguintes à entrada em vigor da lei e desistir de ações judiciais relacionadas às dívidas perdoadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada em vigor está prevista para 1º de janeiro de 2027. Se o MEI voltar a ficar inadimplente nesse período de seis meses, o perdão poderá ser cancelado. A regra busca associar o alívio financeiro à retomada da regularidade fiscal e previdenciária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem já quitou as dívidas não terá direito à devolução dos valores pagos. O texto prevê o perdão dos débitos remanescentes, e não reembolso a quem cumpriu as obrigações dentro do prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Números do projeto</h2>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th>Item</th><th>Regra atual</th><th>Nova regra aprovada pela Câmara</th></tr></thead><tbody><tr><td>Limite anual de faturamento</td><td>R$ 81 mil</td><td>R$ 110 mil em 2027</td></tr><tr><td>Limite anual de faturamento em 2028</td><td>R$ 81 mil</td><td>R$ 140 mil</td></tr><tr><td>Número de empregados permitidos</td><td>1</td><td>Até 2</td></tr><tr><td>Remuneração dos empregados</td><td>Salário mínimo ou piso da categoria</td><td>Salário mínimo ou piso da categoria</td></tr><tr><td>Dívidas alcançadas pelo perdão</td><td>—</td><td>Até 13 de outubro de 2026</td></tr><tr><td>MEIs potencialmente beneficiados</td><td>—</td><td>Cerca de 3,6 milhões</td></tr><tr><td>Dívidas estimadas</td><td>—</td><td>R$ 12,6 bilhões</td></tr><tr><td>Impacto fiscal estimado</td><td>—</td><td>R$ 3 bilhões em três anos</td></tr><tr><td>Votação na Câmara</td><td>—</td><td>461 votos a favor e 4 contra</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Próximos passos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como se trata de projeto de lei complementar, a proposta precisa ser aprovada também pelo Senado Federal antes de seguir à sanção presidencial. A expectativa no Congresso era de que a matéria fosse analisada pela Casa alta já na quinta-feira (15).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto não houver aprovação definitiva e publicação da lei, permanecem válidas as regras atuais: limite de faturamento de R$ 81 mil por ano e contratação de apenas um empregado. O perdão de dívidas também só poderá ser implementado depois da vigência da nova legislação.</p>
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