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	<title>Arquivo de Marcas famosas - BSB REVISTA</title>
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	<title>Arquivo de Marcas famosas - BSB REVISTA</title>
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		<title>Marcas famosas lucram com trabalho escravo e foram autuadas durante resgate de vítimas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 18:45:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas famosas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imigrantes são resgatados em oficinas que produziam para marcas de roupas em MG Duas operações realizadas por auditores fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho [...]</p>
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<h1 class="wp-block-heading">Imigrantes são resgatados em oficinas que produziam para marcas de roupas em MG</h1>



<p>Duas operações realizadas por auditores fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) resgataram&nbsp;<strong>29 imigrantes bolivianos submetidos a condições análogas à escravidão</strong>&nbsp;em oficinas de costura que produziam peças para as marcas Anne Fernandes e Lore.</p>



<p>Os trabalhadores foram encontrados nos municípios de Betim e Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). As ações ocorreram em 2025 e&nbsp;<strong>tiveram início a partir de denúncias anônimas</strong>, além de uma investigação que rastreou a cadeia produtiva das empresas.</p>



<p>Segundo os relatórios, uma das operações começou após o Conselho Tutelar <strong>receber denúncias por meio do Disque 100</strong>. Os relatos indicavam que um cidadão boliviano aliciava conterrâneos e os submetia a jornadas que iam das 6h da manhã até a madrugada, inclusive com a participação de crianças nas atividades.</p>



<p>Em um dos casos, envolvendo a Lore Confecções,&nbsp;<strong>16 trabalhadores foram resgatados – 12 homens e 4 mulheres, incluindo um adolescente</strong>. Já na fiscalização relacionada à Lagoa Mundau Indústria e Comércio Atacadista de Roupas, dona da marca Anne Fernandes, outras&nbsp;<strong>13 pessoas foram encontradas nas mesmas condições</strong>.</p>



<p>Em nota, a Lagoa Mundau disse que repudia violações trabalhistas, afirmou que a oficina era um fornecedor autônomo e que não tinha controle sobre a mão de obra. A companhia declarou ainda que desconhecia as irregularidades, contestou a autuação e rescindiu o contrato após a operação.</p>



<p>As inspeções identificaram uma série de irregularidades graves.&nbsp;Os trabalhadores atuavam sem registro em carteira e sem acesso a direitos básicos, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e cobertura do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de&nbsp;<strong>receberem remuneração inferior ao salário mínimo em parte dos casos</strong>.</p>



<p>A remuneração era feita por produção, com descontos relacionados a despesas como passagem internacional, alimentação e medicamentos, o que, segundo a fiscalização,&nbsp;<strong>configurava um sistema de servidão por dívida.</strong></p>



<p>Os trabalhadores enfrentavam jornadas exaustivas, que chegavam a cerca de 68 horas semanais.&nbsp;De segunda a sexta-feira, o expediente médio era de 12 horas e 45 minutos por dia, com relatos de trabalho das 7h às 21h e, em casos mais graves, até a madrugada. Aos sábados, a jornada seguia das 7h ao meio-dia.</p>



<p>Apesar de haver pausas para refeições,&nbsp;<strong>a carga horária ultrapassava o limite legal de 8 horas diárias e 44 semanais</strong>. A pressão era intensificada pelo pagamento por produção e pelo endividamento dos imigrantes, que precisavam quitar despesas e garantir a subsistência das famílias.</p>



<p>As&nbsp;<strong>condições de trabalho e moradia também foram consideradas degradantes</strong>. Em muitos casos, os trabalhadores viviam nos próprios locais de produção ou em imóveis superlotados. As oficinas apresentavam instalações elétricas improvisadas, ausência de equipamentos de segurança, risco de incêndio e acúmulo de materiais inflamáveis.</p>



<p>O ambiente era quente e sem ventilação adequada, devido ao uso de telhas de fibrocimento, e não havia qualquer controle térmico ou acústico. O mobiliário era precário, com uso de cadeiras improvisadas, caixas de papelão ou assentos sem encosto.</p>



<p>Também foram constatadas falhas graves em higiene e infraestrutura: banheiros insuficientes e compartilhados entre homens, mulheres e crianças, ausência de refeitórios adequados e preparo de alimentos em condições inadequadas.</p>



<p>Em um dos locais, o bebedouro estava apoiado sobre um vaso sanitário.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1000" height="610" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775241641812530424305070972815.jpg" alt="" class="wp-image-36906" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775241641812530424305070972815.jpg 1000w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775241641812530424305070972815-600x366.jpg 600w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1775241641812530424305070972815-768x468.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Bebedouro apoiado sobre vaso sanitário em operações realizadas por auditores fiscais do trabalho. — Foto: Auditoria-fiscal do Trabalho/Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)</figcaption></figure>



<p>Os&nbsp;<strong>relatórios ainda apontam indícios de tráfico de pessoas</strong>, com recrutamento de trabalhadores bolivianos em situação de vulnerabilidade, trazidos ao Brasil sob falsas promessas de emprego. Em um dos casos, uma adolescente atuava como cozinheira para o grupo.</p>



<p>Os valores pagos pelas marcas às oficinas variavam conforme a peça, indo de cerca de R$ 10 a R$ 80 — com casos pontuais mais altos. No entanto,&nbsp;<strong>os trabalhadores recebiam apenas uma fração desses valores.</strong></p>



<p>Anotações de produção mostram pagamentos de R$ 3 por saia, entre R$ 4 e R$ 10 por blusa, de R$ 10 a R$ 16 por calça e de R$ 13,50 a R$ 27 por vestido. Em muitos casos, o valor ainda era dividido entre vários trabalhadores envolvidos na confecção.</p>



<p>Além disso, iniciantes chegavam a receber cerca de R$ 1.200 por mês,&nbsp;<strong>abaixo do salário mínimo, e parte da remuneração era descontada para cobrir despesas</strong>&nbsp;como moradia, alimentação e passagens, reforçando o endividamento.</p>



<p>Por outro lado, peças das marcas são vendidas por valores muito superiores no varejo.&nbsp;Uma jaqueta da Anne Fernandes pode custar quase R$ 10,7 mil, enquanto itens da Lore chegam a cerca de R$ 6,5 mil.</p>



<p>De acordo com a fiscalização, as marcas exerciam controle direto sobre a produção, definindo modelos, preços, prazos e padrões de qualidade, o que mantinha as oficinas em situação de dependência econômica.</p>



<p>Os auditores apontam ainda que&nbsp;<strong>as empresas tinham conhecimento das condições precárias e não adotaram medidas para regularizar a situação</strong>.</p>



<p>Nos dois casos, as oficinas funcionavam como estruturas informais, apesar de vinculadas às marcas por meio de ordens de serviço.&nbsp;Para os fiscais, há indícios de terceirização irregular e uso de empresas de fachada.</p>



<p><em>As investigações indicam ainda um padrão recorrente no setor de confecção: a exploração de mão de obra imigrante em condições degradantes, com moradia no próprio local de trabalho e ausência de direitos trabalhistas.</em></p>



<p>As empresas podem sofrer uma série de sanções. Entre elas estão o reconhecimento do vínculo empregatício com os trabalhadores resgatados, pagamento de verbas rescisórias – que, em um dos casos, ultrapassaram R$ 130 mil –, além de autos de infração e multas administrativas.</p>



<p>Os nomes das empresas também podem ser incluídos no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, <strong>conhecido como “lista suja”</strong>, a depender da tramitação administrativa do caso.</p>



<p>Além disso, podem responder por danos morais individuais e coletivos. Os relatórios apontam ainda a nulidade dos contratos de terceirização firmados com as oficinas e indicam que as empresas agiram com falhas na escolha e fiscalização dos fornecedores.</p>



<p></p>
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