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	<title>Arquivo de Peso - BSB REVISTA</title>
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	<title>Arquivo de Peso - BSB REVISTA</title>
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		<title>Milei desvaloriza o Peso, reduz subsídios e suspende obras públicas da Argentina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Calango]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 00:34:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Milei desvaloriza o Peso, reduz subsídios e suspende obras públicas da Argentina </p>
<p>O post <a href="https://bsbrevista.com.br/2023/12/12/milei-desvaloriza-o-peso-reduz-subsidios-e-suspende-obras-publicas-da-argentina/">Milei desvaloriza o Peso, reduz subsídios e suspende obras públicas da Argentina</a> apareceu primeiro em <a href="https://bsbrevista.com.br">BSB REVISTA</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Ações são tdntativa de frear a hiperinflação de140%, e combater os níveis de pobreza, que já atingem 40% da população com apoio do Fundo Monetário Internacional que acredita que medidas ajudarão economia Argentina</strong></p>



<p>O presidente da Argentina, Javier Milei anunciou nesta terça-feira (12) seu primeiro pacote fiscal contra a crise econômica, uma das piores da história recente do país que mergulhou&nbsp;em um espiral de hiperinflação e aumento da pobreza.</p>



<p>o novo ministro da Economia, Luis Caputo, anunciou uma série de ajustes fiscais. O anúncio foi gravado previamente e foi ao ar com duas horas de atraso. Não houve espaço para perguntas de jornalistas.</p>



<p>Entre essas medidas, estão:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Cotação do peso em relação ao dólar vai valer 800 pesos; hoje cada dólar vale 365 pesos. Na prática, a medida desvaloriza o peso. Isso inclui um aumento provisório do imposto de importações (chamado de &#8220;Pais&#8221;, que incide sobre a compra de dólares) e dos impostos retidos na fonte sobre as exportações não agropecuárias.&nbsp;<strong>O que justificou o ministro:&nbsp;</strong>&#8220;Vamos ajustar a taxa de câmbio oficial para que os setores produtivos tenham os incentivos adequados para aumentar a produção&#8221;.&nbsp;<strong>Sobre o aumento no imposto das importações, ele disse:</strong>&nbsp;&#8220;Assim, beneficiamos os exportadores com um preço melhor e equiparamos a carga fiscal para todos os setores, deixando de discriminar o setor agropecuário&#8221;. </li>



<li>Suspender novas licitações de obras públicas e cancelar licitações de obras públicas que ainda não começaram.&nbsp;<strong>O que justificou o ministro:&nbsp;</strong>&#8220;Não há dinheiro para pagar mais obras públicas, que, como sabemos, muitas vezes terminam no bolso de políticos e empresários. As obras públicas têm sido desde sempre um dos focos de corrupção do estado e conosco isso termina. As obras de infraestrutura na Argentina serão realizadas pelo setor privado, já que o estado não tem dinheiro nem financiamento para executá-las&#8221;.</li>



<li>Reduzir subsídio à energia e aos transportes. Na prática, as contas de luz e gás aumentarão, assim como as tarifas de trens e ônibus em toda a região metropolitana de Buenos Aires.&nbsp;<strong>O que justificou o ministro:&nbsp;</strong>&#8220;Hoje o estado banca artificialmente preços baixíssimos de tarifas de energia e de transporte por meio de subsídios. A política sempre fez isso porque dessa forma engana as pessoas, fazendo-as acreditar que estão recebendo dinheiro extra. Mas os argentinos já devem ter percebido que esses subsídios não são gratuitos, uma vez que são pagos com inflação: o que te dão com o preço da fatura, te cobram com os aumentos no supermercado. E, com a inflação, são os pobres que acabaram financiamento os ricos. Além disso, o subsídio na região metropolitana são um ato de discriminação com as províncias do interior&#8221;. </li>



<li>Reduzir ao mínimo transferências às províncias.&nbsp;<strong>O que justificou o ministro:&nbsp;</strong>&#8220;É um recurso que lamentavelmente na nossa história recente foi usado como moeda de troca para mediar favores políticos&#8221;</li>



<li>Suspensão de publicidade do governo por um ano.&nbsp;<strong>O que justificou o ministro:&nbsp;</strong>&#8220;Em 2023, entre a Presidência e os ministérios, foram gastos 34 bilhões de pesos em publicidade. Não há dinheiro para despesas que não sejam estritamente necessárias, e muito menos para sustentar, com dinheiro dos contribuintes, os meios de comunicação que são criados apenas para elogiar as virtudes do governo em exercício&#8221;.</li>



<li>Não renovar contratos de trabalho com menos de um ano.&nbsp;<strong>O que justificou o ministro:&nbsp;</strong>&#8220;Uma prática comum na política é incorporar milhares de familiares e amigos antes de uma troca de governo para manter seus privilégios&#8221;.</li>



<li>Reduzir 106 para 54 o número de secretarias, e os ministérios de 18 para 9 (já anunciado).&nbsp;<strong>O que justifica o ministro:&nbsp;</strong>a ideia é reduzir o número de cargos comissionados.</li>



<li>Priorizar projetos sociais que não exigem intermediários e fortalecer programas como o que paga um auxílio a mães com filhos.&nbsp;<strong>O que justificou o ministro:&nbsp;</strong>&#8220;Devido a toda essa situação de emergência que vamos viver, o presidente nos pediu para focarmos fundamentalmente nas pessoas que podem sofrer mais com isso&#8221;.</li>



<li>Substituir o sistema de importações para um que não exigirá informações de licença prévia.&nbsp;<strong>O que justificou o ministro:&nbsp;</strong>&#8220;Encerra-se a discricionariedade e garante-se a transparência do processo de aprovação das importações. Ou seja, quem quiser importar poderá fazê-lo, ponto&#8221;. </li>
</ol>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Estamos na pior fase da nossa história&#8221;, disse o ministro, que disse que a Argentina gasta bem mais do que arrecada —o déficit fiscal. &#8220;Se seguir como estamos vamos ter hiperinflação.&#8221; A ideia, diz, é &#8220;neutralizar a crise&#8221;.</p>
</blockquote>



<p>O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou as medidas e as tratou como &#8220;audaciosas&#8221;.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Essas ações iniciais audaciosas têm como objetivo melhorar significativamente as finanças públicas de maneira a proteger os mais vulneráveis na sociedade e fortalecer o regime de câmbio. Sua implementação decisiva ajudará a estabilizar a economia e estabelecerá as bases para um crescimento mais sustentável liderado pelo setor privado&#8221;, informou o órgão em nota.</p>
</blockquote>



<p>Ariel Palacios comenta seu primeiro pacote fiscal para tentar conter a crise econômica na Argentina</p>



<p>A imprensa argentina especulava que o novo governo anunciaria não só o pacote, mas o plano de ajustes do governo.</p>



<p>A Argentina vive uma das piores crise econômicas de sua história recente Com 40% da população vivendo na pobreza e a inflação ultrapassado os 140% anuais. Milei tem dito que o&nbsp;<strong>corte dos gastos públicos será equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país</strong>.</p>



<p>Mais cedo, o porta-voz do governo argentino, Manuel Ardoni, já havia falado de &#8220;um forte corte fiscal&#8221;, com foco nas receitas sociais, e afirmou que o pacote desenhado por Caputo e Milei tem como objetivo &#8220;evitar uma catástrofe maior&#8221;.</p>



<p>&#8220;Entendemos que a situação é grave e somos conscientes que a situação pode ser pior&#8221;, declarou Adorni.</p>



<p>Pela manhã, o porta-voz também anunciou que, durante um ano, todos os pronunciamentos do governo à imprensa serão feitos por vídeos gravados, que serão exibidos a jornalistas em uma sala da Casa Rosada sem possibilidade de perguntas.</p>



<p>No domingo (10), logo após ser empossado ao cargo, Javier Milei assinou um decreto, o primeiro de sua gestão, reduzindo a nove o número de ministérios de seu país, a<strong>&nbsp;metade do que tinha seu antecessor</strong>, o ex-presidente Alberto Fernández.</p>



<p>O governo do ultraliberal terá, assim, as seguintes pastas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ministério de Interior;</li>



<li>Ministério de Relações Exteriores;</li>



<li>Ministério de Comercio Internacional e Culto;</li>



<li>Ministério da Defesa;</li>



<li>Ministério da Economia;</li>



<li>Ministério de Infraestrutura;</li>



<li>Ministério da Justiça;</li>



<li>Ministério de Segurança;</li>



<li>Ministério da Saúde e Capital Humano.</li>
</ul>



<p>Segundo Milei, a<strong>&nbsp;medida é a primeira para cortar gastos públicos</strong>, uma das bandeiras que ele levantou durante o discurso de posse.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Não existe solução sem atacar o déficit fiscal. A solução implica um ajuste no setor público, que cairá sobre o Estado, e não sobre o setor privado&#8221;, disse.</p>
</blockquote>



<p>Já na segunda-feira (11), em seu primeiro dia de trabalho à frente do país, Milei determinou o fim do home office no funcionalismo público e uma revisão nos cargos e contratos do governo.</p>



<p>Na reunião, que aconteceu na Casa Rosada, a sede do governo, Milei ordenou que os ministros adotem uma exigência de trabalho 100% presencial a todos os membros de suas pastas.</p>



<p>O presidente, segundo sua vice, Victoria Villaruel, também pediu um &#8220;inventário geral&#8221; de todos os funcionários públicos e cargos comissionados, além de um levantamento de todos os contratos vigentes nos ministérios.</p>



<p>Os anúncios geraram no país o temor de demissões e destituições em massa no funcionalismo público ao longo do dia, segundo a imprensa local.<a href=""></a><a href=""></a></p>
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