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	<title>Arquivo de Showmício - BSB REVISTA</title>
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	<title>Arquivo de Showmício - BSB REVISTA</title>
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		<title>Caetano faz Showmício com dinheiro público do SESC que pode derrubar candidatura de Lula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 02:17:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Caetano veloso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Primeira-dama Janja participou do show em que cantor faz explicitamente o símbolo do ele pedindo voto no presidente em show pago com dinheiro do contribuinte. [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Primeira-dama Janja participou do show em que cantor faz explicitamente o símbolo do ele pedindo voto no presidente em show pago com dinheiro do contribuinte.</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Brasília</strong> – A celebração dos 80 anos do Sesc nacional, que reuniu cerca de 25 mil pessoas no Taguaparque, em Taguatinga, na noite de domingo (13), tornou-se alvo de análise sob a ótica da legislação eleitoral depois que <strong>Caetano Veloso manifestou, em três momentos, apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)</strong>. O artista, que se apresentou por cerca de uma hora e meia, foi ovacionado pelo público e, em passagens do espetáculo, disse frases como <strong>“bora Lula”</strong> e fez o gesto do “L”, enquanto parte da pla⁸teia entoava “olé, olá, Lula lá”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>primeira-dama Janja Lula da Silva</strong> esteve no evento, a convite do casal Caetano Veloso e Paula Lavigne, e foi recebida nos bastidores pelo presidente da Fecomércio do DF, José Aparecido Freire. Ela assistiu ao show de forma discreta, sem discursos ou manifestações públicas, e vestia camisa vermelha, assim como Caetano em parte da apresentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio reacendeu discussões sobre os limites entre <strong>liberdade de expressão de artistas</strong> e as <strong>vedações eleitorais a eventos financiados com recursos públicos ou parafiscais</strong>, como os do Sesc, entidade que integra o chamado “Sistema S”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que diz a lei eleitoral</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Lei nº 9.504/97 (Lei Eleitoral)</strong> e resoluções do <strong>TSE</strong> proíbem o <strong>uso promocional, em favor de candidatos, de eventos, bens ou serviços custeados pelo Poder Público ou por entidades com recursos públicos/parafiscais</strong>. O TSE já afirmou que <strong>“uso eleitoreiro de ação do Sesc é conduta vedada por lei”</strong>, tratando as entidades do Sistema S como <strong>paraestatais financiadas por contribuições compulsórias</strong>, sujeitas a essas regras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as condutas vedadas estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Fazer propaganda eleitoral em eventos financiados com recursos públicos/parafiscais</strong>;</li>



<li><strong>Usar estrutura, serviços ou ações de entidades como o Sesc para promoção de candidato</strong>;</li>



<li><strong>Realizar apresentação artística com finalidade de animar ato de campanha</strong> ou transformar evento cultural em palanque.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Que tipos de infrações podem estar em jogo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nas informações relatadas – frases de apoio a Lula, gesto do “L” e coro da plateia em evento do Sesc –, especialistas em direito eleitoral apontam que o caso pode ser examinado sob ao menos três ângulos:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Propaganda eleitoral vedada (extemporânea ou em local/condição proibida)</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>A legislação prevê <strong>multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil</strong>, ou o <strong>custo da propaganda, se maior</strong>, para quem divulgar propaganda fora das regras ou em evento com recursos públicos/parafiscais.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Conduta vedada a agente público e uso indevido de estrutura/evento</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>A prática de conduta vedada pode resultar em:
<ul class="wp-block-list">
<li><strong>suspensão do ato e de seus efeitos</strong>;</li>



<li><strong>multa</strong>;</li>



<li><strong>cassação do registro ou do diploma da candidatura beneficiada</strong>;</li>



<li>e, em casos graves, <strong>inelegibilidade por oito anos</strong>.</li>
</ul>
</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Abuso de poder político/econômico e uso de entidade paraestatal</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>Se ficar caracterizado que o show foi usado como <strong>instrumento de campanha</strong> com vantagem indevida (grande público, estrutura financiada por contribuição compulsória), a Justiça Eleitoral pode aplicar sanções mais severas, incluindo <strong>cassação de candidatura</strong> e <strong>inelegibilidade</strong>.</li>
</ul>
</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading">Quem poderia ser responsabilizado?</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Caetano Veloso</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Como artista que, no palco, <strong>fez manifestações com pedido implícito ou explícito de apoio a um candidato</strong>, Caetano pode ser enquadrado como <strong>responsável pela propaganda vedada</strong>. As sanções possíveis, caso a Justiça Eleitoral configure infração, incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Multa eleitoral</strong> (na faixa de <strong>R$ 5 mil a R$ 25 mil</strong>, ou o custo da propaganda, se maior);</li>



<li>Em tese, processos por <strong>propaganda vedada</strong> e, dependendo da interpretação, por <strong>abuso de poder</strong>, embora a jurisprudência costume focar as penalidades mais graves no <strong>candidato beneficiado</strong> e nos <strong>organizadores/agentes públicos</strong>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o risco mais imediato para o artista é uma <strong>representação no TSE/TRE</strong> pedindo multa e declaração de conduta vedada; a aplicação de inelegibilidade a artistas, sem vínculo formal com a campanha, é menos comum, mas tecnicamente discutível em cenários de abuso grave.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Dirigentes do Sesc e da Fecomércio/DF</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>gestores do Sesc-DF</strong> e o <strong>presidente da Fecomércio do DF</strong>, que receberam a primeira-dama e viabilizaram o evento, podem ser apontados como <strong>responsáveis pela realização do evento com recurso parafiscal</strong> onde ocorreu propaganda em favor de candidato. Para eles, as consequências potenciais são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Multa</strong> por permitir ou não coibir conduta vedada em evento financiado com contribuição compulsória;</li>



<li><strong>Processo administrativo e de prestação de contas</strong> perante o <strong>TCU</strong> e órgãos de controle interno do Sistema S, apurando se houve desvio de finalidade do recurso;</li>



<li>Em hipóteses mais graves, se ficar provado que o evento foi <strong>planejado como ato de campanha</strong>, pode haver representação por <strong>abuso de poder</strong> e até medidas de <strong>inelegibilidade</strong> caso se enquadrem como “agentes públicos” ou gestores de entidade paraestatal com uso indevido de recurso.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Lula e a campanha</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação eleitoral foca as penalidades mais duras no <strong>candidato beneficiado</strong> pela propaganda vedada. Se a Justiça Eleitoral entender que o show funcionou como <strong>ato de campanha disfarçado</strong>, Lula (como candidato à reeleição) e sua coligação podem enfrentar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Multa</strong> aplicada à candidatura e/ou ao partido/coligação;</li>



<li><strong>Cassação do registro ou do diploma</strong>, caso a infração seja considerada grave e haja nexo claro entre o evento e a estratégia de campanha;</li>



<li><strong>Inelegibilidade por oito anos</strong>, se configurado abuso de poder político ou econômico com uso de estrutura/entidade paraestatal em benefício da candidatura.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, não há decisão da Justiça Eleitoral sobre o caso; o que existe é um <strong>quadro típico de representação</strong>: qualquer partido, coligação, candidato ou o Ministério Público Eleitoral pode provocar o <strong>TRE-DF</strong> ou o <strong>TSE</strong> para apurar se houve <strong>propaganda vedada</strong> e <strong>uso indevido de evento do Sesc</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Liberdade de expressão x limites eleitorais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio também reabre o debate sobre onde termina a <strong>liberdade de expressão do artista</strong> e começa a <strong>propaganda eleitoral proibida</strong>. A legislação e o TSE distinguem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Manifestação de opinião</strong> (“apoio tal projeto”, “governo X fez isso”) – em geral tolerada como exercício de liberdade de expressão;</li>



<li><strong>Propaganda eleitoral propriamente dita</strong> (pedido de voto, associação clara do evento a uma candidatura, uso de slogan, símbolos ou gestos de campanha) – vedada, sobretudo em eventos com recursos públicos/parafiscais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do show no Taguaparque, a combinação de <strong>evento gratuito do Sesc</strong>, <strong>frases de apoio a Lula</strong> e <strong>presença da primeira-dama</strong> nos bastidores tende a ser lida por adversários como <strong>uso eleitoreiro de ação do Sesc</strong>, conduta que o próprio TSE já classificou como <strong>vedada por lei</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe agora à <strong>Justiça Eleitoral</strong>, se provocada, decidir se as falas de Caetano configuram apenas opinião política de um artista ou se caracterizam <strong>propaganda eleitoral vedada em evento com recurso parafiscal</strong>, e, nesse segundo caso, aplicar as sanções previstas em lei a artistas, gestores do Sesc/Fecomércio e, potencialmente, à candidatura beneficiada. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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