Evangélicos não querem Lula em templos, nem na presidência de novo

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Imagens do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva em centros de umbanda e em meio a oferendas estão circulando com críticas ferrenhas nas redes sociais de evangélicos e católicos carismáticos.

O presidente da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), pastor José Wellington Bezerra da Costa Júnior, é uma das lideranças evangélicas que dizem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve ser recebido nas igrejas.

José Wellington é ligado ao ministério Belém, um dos maiores do ramo assembleiano.

“O inferno não tem como entrar em lugar santo. Aqui é lugar santo”, disse, em referência ao PT e a Lula.

“É bom que nos conscientizemos disso. Você, pastor, vai ser procurado sorrateiramente, dizendo que é só uma visita. É um laço do Diabo!”, prosseguiu em culto realizado na cidade de São Paulo no último fim de semana.

A CGADB é o maior grupo entre os que reúnem templos das Assembleias de Deus, que têm, em geral, um comando descentralizado. Mas não é unanimidade. O pastor Silas Malafaia, apoiador de Bolsonaro, por exemplo, é rompido com o grupo. Ele comanda o ministério Vitória em Cristo, que também é ligado às Assembleias, mas não à Convenção.

No mesmo evento, o pai de Wellington Junior, o igualmente pastor José Wellington Bezerra da Costa, mencionou a frase de Lula, de que o aborto deveria ser tratado como questão de saúde pública, não moral, para atacar o candidato.

“Por incrível que pareça, nós temos alguns poucos pastores que militam nesse partido. Meus irmãos, há poucos dias ouvimos o discurso do candidato que disse publicamente que era a favor do aborto”, disse.

O vídeo foi publicado nas redes sociais do líder da bancada evangélica, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Ele também é pastor e afirma que “Lula é um erro que o Brasil nãopode cometer novamente”.

Nas redes sociais imagens comparam a fé de Lula e do presidente Jair Bolsonaro.

No dia 10 de março, a ex-senadora Marina Silva disse à BBC que a esquerda brasileira e evangélicos passaram por ‘estranhamento’.

“Não é só o evangélico, mas também há uma parte do eleitorado católico carismático que apoia o presidente Bolsonaro”.

A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade, ficou conhecida nas últimas três décadas, principalmente, por sua militância na área ambiental. Mas desde 2014, durante as eleições presidenciais, ela passou a ser conhecida, também, por sua fé. Ela foi alvo de ataques da campanha da petista Dilma Rousseff focados no fato de ser evangélica.

ANGRA DOS REIS EM GRANDE ESTILO. VOCÊ MERECE.