Clima de guerra se instala com carros e ônibus incendiados em Brasília depois de prisão de líder indígena

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Polícia Militar foi chamada e reage há mais de uma hora, com bombas de gás e balas de borracha

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Confronto já dura mais de uma hora. Pedaços de pau também foram usados. A Polícia Militar do Distrito Federal foi chamada.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse: “Por enquanto estamos agindo com as forças policiais. Todas as nossas forças policiais (…) estão nas ruas”.

Tiros de borracha e bombas de efeito moral foram lançadas. Até a publicação desta reportagem a Polícia Federal não havia se manifestado.

Manifestantes contra a eleição e diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva se juntaram aos índios. Carros foram depredados na sede da PF. Ao menos um ônibus foi incendiado.

Ônibus incendiado em Brasília na noite desta segunda-feira (12). — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Ônibus incendiado em Brasília na noite desta segunda-feira (12). — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Mais vandalismo e carros incendiados

Policial reage contra bolsonaristas radicais que tentaram invadir prédio da PF em Brasília, na noite desta segunda-feira (12). — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Policial reage contra bolsonaristas radicais que tentaram invadir prédio da PF em Brasília, na noite desta segunda-feira (12). — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Após vandalizar carros no estacionamento da Polícia Federal, os radicais se dividiram e uma parte subiu pela Asa Norte, onde os atos de vandalismo continuam.

Bombeiros trabalham no combate às chamas de carro incendiado em Brasília, na noite desta segunda-feira (12). — Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
Bombeiros trabalham no combate às chamas de carro incendiado em Brasília, na noite desta segunda-feira (12). — Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

Um shopping fechou as portas. O grupo chegou a fechar uma via.

Pedaços de pedra, paus e galhos de árvores foram colocados para impedir o trânsito na W3 Norte.

Manifestantes bolsonaristas fecham via próxima à sede da Polícia Federal no DF — Foto:  Walter Rocha/TV Globo
Manifestantes fecham via próxima à sede da Polícia Federal no DF — Foto: Walter Rocha/TV Globo

Os atos começaram após um indígena identificado como José Acácio Tserere Xavante ter sido preso por participação em atos antidemocráticos nesta segunda. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão temporária, por 10 dias, do indígena.

A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e baseada, segundo o STF, na “suposta prática de condutas ilícitas em atos antidemocráticos”.

No pedido de prisão, segundo trechos divulgados pelo Supremo, a PGR afirma que o indígena vem usando de sua posição como líder do povo Xavante para arregimentar pessoas para o cometimento de crimes.

“A manifestação, em tese, criminosa e antidemocrática, revestiu-se do claro intuito de instigar a população a tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo a posse do presidente e do vice-presidente da República eleitos”, diz o documento da PGR.


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