Conselheira de Itaipu diz que Israel “não merece ser um Estado”

Nomeada por Lula, Gleide Andrade também escreveu que Israel é ‘vergonha para a humanidade’. Israelitas reagiram com nota de repúdio ao antissemitismo

A secretária Nacional de Planejamento e Finanças (tesoureira) do PT, Gleide Andrade chamou Israel de “assassino” e “vergonha para a humanidade” e disse que o país “não merece ser um Estado“ em postagens nas suas redes sociais.

A tesoureira foi nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em junho para o conselho de Itaipu, no qual recebe R$ 37 mil mensais, fora os benefícios para ir a uma reunião a cada dois meses.

“Intolerância, covardia e execução do povo palestino. O Estado de Israel é uma vergonha para a humanidade, quem mata criança não merece respeito, não merece ser um Estado”, escreveu Gleide no X.

Em outra mensagem, a tesoureira comentou a participação do Brasil na Cúpula da Paz no Oriente Médio com a frase: “Basta deste genocídio. É um crime tantas crianças palestinas mortas e órfãs. Basta do Estado de Israel, assassino!”.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, (23), a Confederação Israelita do Brasil (Conib) chamou as postagens de Gleide Andrade de antissemitas e que esse tipo de discurso não pode ter lugar no Brasil. “Não se pode tolerar esse tipo de discurso, ainda mais vindo de pessoa em tão alta posição oficial”, diz a nota da Conib. “Causa espanto também não haver em sua fala menção alguma ao pior ataque contra os judeus desde o Holocausto, executado pelo grupo terrorista Hamas, que resultou na morte de 1.400 pessoas, estupros em massa de mulheres indefesas, morte de dezenas de crianças e bebês, e o sequestro de mais de 200 pessoas, de mais de 20 nacionalidades”, acrescenta o comunicado.

A petista não possui nenhuma manifestação nas redes sociais dela contra os estupros de mulheres e os assassinatos de bebês, crianças e meninas com autismo e paralisia cerebral, israelenses, pelos terroristas do Hamas.

A Itaipu possui um Conselho de Administração composto por doze conselheiros, seis brasileiros e seis paraguaios, e dois representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, um de cada país.

O Conselho de Administração reúne-se a cada dois meses ou em convocação extraordinária.