Reino Unido usa cigarros eletrônicos para reduzir tabagismo; veja como o assunto é tratado nos Eua e no Brasil

Viciados britânicos estão usando eletrônicos em estratégia de redução de danos para erradicar o tabagismo até 2030

O Reino Unido estabeleceu a meta de reduzir o número de fumantes em seu território para no máximo 5% até 2030.

Como um peça crucial dessa estratégia, o país escolheu adoção dos cigarros eletrônicos como um meio de redução de danos.

A meta pioneira e audaciosa tem entre as políticas públicas para atingir o objetivo uma, estratégia de incentivo à troca do uso do tabaco comum pelo uso de cigarros eletronicos.

O Ministério da Saúde do Reino Unido implementou um programa chamado Swap-to-Stop (Trocar para parar). O objetivo desse programa é distribuir um milhão de kits de cigarro eletrônico para adultos fumantes que desejam diminuir o consumo ou parar de fumar completamente.

A ideia da redução de danos apareceu pela primeira vez em 1926, na Inglaterra, por meio do Relatório Rolleston, elaborado por um grupo de médicos. Esse relatório defendia a ideia de que o melhor modo de tratar pacientes com dependência química era reduzindo o uso e com acompanhamento médico.

Essa visão foi contrária às propostas de abstinência que eram utilizadas na época, mas mostrou-se efetiva e vem sendo a base para as medidas de redução de danos discutidas em políticas públicas de saúde.

Esses vaporizadores foram escolhidos para esse propósito após uma extensa revisão científica encomendada pelo Departamento de Saúde Pública.

Os pesquisadores da King’s College London foram responsáveis pela revisão de mais de 400 estudos sobre o cigarro eletrônico.

Segundo a indústria produtora dos eletrônicos e insumos, esses resultados desse estudo apontaram que o cigarro eletrônico pode ser até 95% menos prejudicial do que o cigarro comum. Segundo esse entendimento, isso significaria que ele é 20 vezes menos prejudicial e que pode ser um ferramenta importante para a redução de riscos associados ao consumo de cigarros convencionais.

Já nos Estados Unidos, um estudo da ,,,, diz que as evidências indicam que há alterações agudas em diversas medidas hemodinâmicas, incluindo aumentos na pressão arterial e na frequência cardíaca, com o uso de cigarros eletrônicos contendo nicotina.

Os efeitos da vaporização de um cigarro eletrônico contendo nicotina ou de fumar um cigarro combustível resultaram em elevações semelhantes na velocidade da onda de pulso, sugerindo aumento da rigidez arterial. 

Estudos demonstraram pressão arterial mais baixa, frequência cardíaca mais baixa e marcadores de função vascular melhorada em usuários de cigarros combustíveis que mudam para eletrônicos.

Estudos que comparam eletrônicos que contêm nicotina com os sem nicotina sugerem que muitos dos efeitos vasculares agudos estão relacionados à exposição à nicotina. Mas foi demonstrado que o aerossol sem nicotina  afeta a função da barreira endotelial, postulada como sendo proveniente do constituinte do aerossol do cigarro eletrônico, acroleína.

Os estudos incluíram predominantemente usuários de cigarro eletrônico com histórico de uso de cigarros combustíveis. Um estudo com adultos jovens saudáveis ​​que nunca usaram cigarros combustíveis não observou qualquer alteração aguda na função endotelial.

Como é a lei e estudos no Brasil sobre o uso de cigarros eletrônicos?

Atualmente, a fabricação, importação e a comercialização desses produtos são proibidas no Brasil desde 2009, por determinação da Anvisa. Contudo, espera-se que a Agência retome a discussão sobre regulamentação ainda este ano.

Além disso, no dia 28 de setembro, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado realizou uma audiência pública sobre o tema. O debate se focou na necessidade de regulamentação deste mercado no país e no risco ocasionado pela falta de regras sanitárias.

Além disso, é fundamental lembrar que vaporizadores e produtos de tabaco aquecido são destinados a maiores de 18 anos e que eles não são isentos de riscos. A controversa redução de riscos de vaporizadores e produtos de tabaco aquecido é uma discussão aue está longe de uma definição científica. As evidências científicas mais recentes disponíveis são as norte-americanas e sugerem que haja a substituição completa do consumo de cigarros tradicionais pelos eletrônicos para quem jáé viciado e sugere que quem nãoé viciado, jamais prejudique sua saúde iniciando o uso dos cigarros eletrônicos que são altamente prejudiciais à saúde.


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