Rafaela Costa da Silva, era casada com Igor Peretto, maa ficava com Mario Vitorino e transou com Marcelly Peretto momentos antes do crime. Igor Peretto, de 27 anos, morreu no apartamento da irmã Marcelly, em Praia Grande (SP)
Momentos antes do assassinato do irmão, Marcelly Peretto, irmã de Igor Peretto, o comerciante encontrado morto a facadas no apartamento dela em Praia Grande (SP), teve um envolvimento amoroso e sexual com a esposa dele, Rafaela Costa da Silva, no local do crime, segundo disse seu advogado.
Leandro Weissmann, advogado que representa Marcelly, disse que ela não participou do assassinato do irmão

Mesmo pai
Igor e Marcelly Peretto são irmãos do vereador Tiago Peretto (União Brasil), de São Vicente. Eles são filhos do mesmo pai, mas Marcelly é filha de uma mulher, o vereador de outra e Igor de uma terceira.
A Polícia Civil ainda não informou quem matou Igor, encontrado morto no sábado (31). O caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
O que se sabe é que, dentro do apartamento onde ocorreu o crime, estiveram Igor, Rafaela Costa (esposa de Igor), Marcelly (irmã de Igor) e Mario Vitorino (marido de Marcelly).
A Justiça de Praia Grande (SP) decretou a prisão temporária do cunhado, da esposa e da irmã de Igor. As duas se apresentaram na sexta-feira (6) e foram presas.
O advogado da irmã da vítima, Leandro Weissmann, disse que Marcelly e Rafaela tiveram um envolvimento amoroso no local antes da chegada de Igor e Mario ao apartamento.
De acordo com a Marcelly, elas estavam muito bêbadas e Rafaela já tinha investido algumas vezes para cima dela. Nesse dia, que ela estava muito bêbada, a Rafaela a agarrou […]. Deu um beijo e passou a mão no corpo dela”, explicou o defensor.
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As duas eram melhores amigas e aquela foi a primeira vez que em que se beijaram, Segundo Weissmann,. “A Marcelly sabia que a Rafaela se relacionava sim com outras mulheres, mas com ela foi a primeira vez”, afirmou o advogado de Marcelly.
Marcelo Cruz, advogado de Rafaela afirmou que ela “forneceu todas as informações necessárias à investigação. Ela, pelo que se verificou, não omitiu nada que tenha ocorrido, até mesmo sobre esse ponto”.
A defesa aguardará as provas periciais serem juntadas para solicitar o pedido de soltura da cliente disse o advogado. “Lembrando que Rafaela, além de se apresentar espontaneamente na delegacia, mesmo ciente que havia contra si uma ordem de prisão, forneceu voluntariamente seu aparelho celular e senhas para ser periciado”.
Prisões

Marcelly e a viúva Rafaela foram presas suspeitas de participação no crime. Já o cunhado de Igor, Mario Vitorino, está foragido desde terça-feira (3), quando teve a prisão temporária decretada pela Justiça.
De acordo com a defesa, Rafaela saiu do apartamento onde ocorreu o crime antes da chegada de Igor, pois ficou com medo da reação do companheiro que havia descoberto uma troca de mensagens entre ela e Mario.
Leandro Weissmann afirmou que o homicídio foi cometido por Mario, pois Marcelly estava em outro cômodo quando o irmão foi morto. Em seguida, ela saiu do imóvel e fugiu porque foi coagida pelo autor do crime.
Ambos os defensores disseram que colaboram com a polícia para esclarecimento do caso, que inocentará as clientes.

O caso
A síndica do prédio onde Marcelly mora contou aos policiais que tocou várias vezes a campainha do apartamento da irmã de Igor Peretto e bateu na porta, mas que não foi atendida.
A mulher resolveu olhar as câmeras de monitoramento do prédio e identificou que, por volta das 4h37, Marcelly Peretto chegou ao imóvel acompanhada da esposa de Igor, Rafaela Costa.
Por volta das 5h40, Mario e Igor chegaram ao local e solicitaram ao porteiro da noite autorização para entrada no condomínio, que teria sido negada. Os dois só acessaram o prédio após a liberação da irmã de Igor, a dona do apartamento.
Os policiais militares informaram à Polícia Civil que, com base nas informações, acreditarm que a vítima estava com a esposa dentro do apartamento. Com a ajuda de um chaveiro, solicitado pela síndica, a porta foi aberta e eles notaram sinais de sangue no corredor.
Assim que a porta do apartamento foi aberta, os policiais encontraram o corpo de Igor caído em um quarto, próximo da janela. O imóvel estava revirado, indicando que houve luta corporal, além de marcas de sangue, conforme informaram os agentes.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais revistaram o apartamento em busca da esposa de Igor, mas ela não foi encontrada.
Casais estavam dentro do apartamento onde Igor Peretto foi encontrado morto em Praia Grande (SP) — Foto: Yasmin Braga/g1 e Reprodução/Redes Sociais
Traição
Marcelo Cruz disse que, na noite do crime, Rafaela saiu do imóvel antes da chegada de Igor porque ficou com medo da reação do companheiro que havia descoberto um caso entre ela e Mario.
“Ela infelizmente confessa que houve um adultério, muito embora estivesse relativamente separada dele [Igor]. Mas o ponto principal é que, lamentavelmente, a vítima [Igor] pegou uma ligação que ela [Rafaela] tinha feito para o autor do crime [Mario] e, em face disso, desencadeou a confusão dentro da residência. Mas, ela não participou de nenhum ato dentro daquela residência”, explicou Marcelo Cruz.

Defesa de Marcelly
Marcelly prestou depoimento à polícia antes de se entregar. O advogado Felipe Pires de Campos, que representava Marcelly disse que ela contou aos policiais que Mario estava saindo com a esposa de Igor.
Ela não sabia da traição até o momento da briga, e reforçou que ela foi pressionada pelo marido a deixar o imóvel após ele cometer o crime. Ainda segundo o advogado, Marcelly e Mario são casados, mas já não moram mais no mesmo imóvel.
O advogado disse que, apesar de estar no imóvel, Marcelly não presenciou o irmão sendo morto, pois estava em um quarto lateral, e que teria sido deixada pelo marido em uma estrada após o crime.
Defesa da família de Igor
Após a prisão, Felipe Pires de Campos deixou de defender Marcelly e agora representa a família de Igor Peretto. Ele disse que os clientes estão mais conformados em saber que a justiça está sendo feita.
Ainda de acordo com Campos, a família espera que Mario se apresente à polícia para esclarecer o que ocorreu no dia em que Igor morreu. “É isso que a família quer descobrir o que realmente houve naquele dia e colocar um ponto final em todas essas discussões”.
Carro localizado

O carro utilizado por Mario foi localizado por policiais civis de Praia Grande perto de uma agência dos Correios em Pindamonhangaba. Após uma perícia, ele foi levado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande, na noite de quinta-feira (5).
As imagens mostram que o câmbio e o banco tinham marcas que, aparentemente, são de sangue. Uma garrafa com marcas parecidas também foi encontrada jogada no chão do veículo.




