Analistas acreditam que posicionamento dos Correios com suspensão de serviços pode obrigar a instalação imediata de CPI mista
Lideranças da oposição dão o primeiro passo para dar inicio aos trabalhos da CPMI dos Correios e do Postalis. As recentes informações de alterações em serviços noturnos dos Correios elevou a temperatura para a instalação da CPMI que pode atingir em cheio o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Comitê informal da CPMI que deve ser instalada quer fazer uma acareação com os dirigentes do Correios e do Postalis que ainda não encontraram saídas possíveis para a crise dos Correios.
Na Câmara e no Senado, líderes já colherram assinaturas para o pedido de abertura de uma CPI mista, já protocolado.
Apenas no ano passado, o prejuízo registrado pela empresa foi de 3,2 bilhões de reais.
O Comitê da CPMI é composto por indicados pela própria comissão de infraestrutura das duas casas Legislativas.
A situação ficou mais tensa depois que empresariado do transporte rodoviário iniciaram pressão sobre os parlamentares para resolverem a crise que se entende desde a posse do presidente Lula depois do processo de degradação das contas dos Correios.
As transportadoras terceirizadas dos Correios ameaçaram parar de entregar cargas por falta de pagamento. As empresas reivindicavam o pagamento de valores atrasados desde janeiro daquele ano.
Os constantes atrasos nos pagamentos para empresas terceirizadas de distribuição estão na mira dos parlamentares.
O empresários do setor de entregas nessa semana, ficaram de orelha em pé. Fontes internas dizem que os Correios pretendem suspender a logística de transporte noturno, degradando o serviiço já depalperado.
No dia 31 de fevereiro passado, as transportadoras terceirizadas que prestam serviços para os Correios anunciaram uma paralisação total a partir daquela terça-feira (1). Os Correios conseguiram colocar algumas contas em dia e a paralisação foi contornada.
Hoje, (16) a ameaça volta a rondar a distribuição noturna. Informações de dentro da empresa assustam os operadores do sistema que possuem frotas e funcionários em serviços noturnos. Esses transportadores já entraram em contato com os parlamentares que irão tocar a CPMI e a fogueira se reacendeu.
O movimento ocorre devido ao não pagamento dos serviços prestados nos meses de fevereiro e março.




