Ministro russo more com tiro após ser demitido por Putin

Roman Starovoit foi tirado do cargo pelo ditador russo horas antes, nesta segunda-feira (7)

O ministro dos Transportes da Rússia, Roman Starovoit foi encontrado morto nesta segunda-feira (7), horas após ser demitido pelo ditador russo, Vladimir Putin.

Segundo o jornal “Izvestiya”, citando uma fonte anônima, ele atirou em si mesmo. Vários meios de comunicação russos citaram fontes policiais dizendo que uma pistola pertencente a ele foi encontrada ao lado de seu corpo.

Investigações preliminares realizadas pelo comitê investigativo oficial da Rússia dizem que essa é a principal hipótese. O comunicado divulgado à imprensa afirma que o corpo do ex-ministro foi achado em seu carro.

“Hoje, o corpo do ex-ministro dos Transportes da Federação Russa, Roman Starovoit, foi encontrado com um ferimento de bala em seu carro pessoal”, diz o texto.

Starovoit foi nomeado ministro dos Transportes em maio de 2024, após passar quase cinco anos como governador da região de Kursk, na fronteira com a Ucrânia.

O decreto de Putin não justificou a demissão de Roman Starovoit após apenas um ano no cargo. O Kremlin anunciou que Andrei Nikitin, segundo na hierarquia do ministério, foi nomeado ministro interino, publicando fotos dele apertando a mão de Putin na sede do governo russo.

Questionado sobre a saída repentina de Starovoit e a rápida nomeação de Nikitin, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse:

“No momento, na opinião do presidente, as qualidades profissionais e a experiência de Andrei Nikitin contribuirão melhor para garantir que esta agência, que o presidente descreveu como extremamente importante, cumpra suas tarefas e funções.”

Roman Starovoit, encontrado morto nesta segunda-feira (7)

Poucos meses após Starovoit deixar o cargo de governador de Kursk, tropas ucranianas cruzaram a fronteira. Algumas autoridades regionais foram posteriormente presas sob a acusação de abuso de poder e, em abril deste ano, o sucessor de Starovoit como governador, Alexei Smirnov, foi acusado de desvio de verbas destinadas à Defesa.


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