Vistos podem ser cassados e restrições financeiras também podem ocorrer, segundo filho de Jair Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) afirmou para colegas parlamentares que os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos‑PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), “podem ter seus vistos cassados” pelos Estados Unidos, caso não aceitem pautar discussões como o projeto de anistia e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Eduardo afirmou ter encaminhado relatórios diretamente ao ex‑presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio, pleiteando sanções como restrições bancárias e bloqueio de ativos, o que vai além da proibição de entrada no território americano .
Ele ressaltou que, se Motta e Alcolumbre não pautarem o impeachment de Moraes ou a lei da anistia, estarão “no radar das autoridades americanas”.
Líderes de partidos de esquerda reagiram criticando a tentativa de submeter decisões do Congresso a pressões externas e alertando para os riscos de institucionalizar influência estrangeira sobre o Legislativo .
Sanções dos EUA: o que já ocorreu e o que está em discussão
Em julho, os EUA já revogaram vistos de ingresso de ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, e de autoridades ligadas à Procuradoria-Geral da República, com base na Lei Magnitsky — mecanismo que permite sanções contra quem viola direitos humanos e perturba processos democráticos.
Essas sanções secundárias incluem proibição de transações financeiras e congelamento de ativos. Segundo apurações, a extensão de tais medidas a líderes do Congresso exigiria evidências de que eles colaboram com a censura ou obstruem investigações no Brasil ao não reagirem ao que os EUA aponta contra Moraes e o STF.
Fontes em Brasília e Washington indicam que parte do núcleo bolsonarista estaria fazendo lobby ativo para que Motta e Alcolumbre sejam incluídos na lista de oficiais alvo de sanções secundárias da Magnitsky .
Análise política e riscos
Instituições diplomáticas brasileiras e parlamentares governistas consideram que tais medidas representam interferência direta nos Poderes e ameaçam a soberania nacional, aumentando a pressão interna por uma resposta política ou legal contra Eduardo Bolsonaro.
Se a ameaça se concretizar, Motta e Alcolumbre podem de fato ter os vistos cancelados nos EUA até o final desta semana.




