Argentina classifica Comando Vermelho e PCC como terroristas

O Governo argentino incluiu o PCC e o Comando Vermelho no Registro de Pessoas e Entidades Vinculadas a Atos de Terrorismo (Repet), que é a lista oficial de grupos e indivíduos considerados ameaças à segurança nacional do país.


Segundo a ministra Bullrich, a decisão foi motivada pelo histórico de tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e ações violentas associadas a essas facções.
Atualmente, há 39 brasileiros presos em território argentino ligados a esses grupos, sendo cinco do Comando Vermelho e entre sete e oito do PCC.


A ministra garantiu que esses detentos estão isolados para impedir que tenham qualquer tipo de poder nas prisões argentinas, e que há um controle muito rigoroso sobre eles, identificados por suas tatuagens e rituais de iniciação característicos das facções.

Medidas de Segurança e Controle na Fronteira

  • Com a declaração das facções como organizações narcoterroristas, a Argentina reforçou a fiscalização nas fronteiras com o Brasil.
  • O governo autorizou o uso das Forças Armadas para evitar a entrada de criminosos no país.
  • Brasileiros que tentarem entrar na Argentina serão submetidos a um exame minucioso nas fronteiras, mesmo que não tenham antecedentes criminais, embora não haja restrições à entrada de turistas.
  • Apesar da escalada da violência no Rio de Janeiro, as autoridades argentinas afirmam que o PCC e o Comando Vermelho não possuem estrutura organizada e não representam uma ameaça imediata dentro da Argentina.

A decisão argentina acontece em um momento de forte pressão contra o crime organizado no Brasil, especialmente após a megaoperação policial contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro que resultou em mais de 120 mortos, 113 presos e 13 menores apreendidos, alémde uma cdntdna de fuzis e toneladas de drogas.

A ministra Bullrich criticou ainda o que chamou de “modelo de convivência com o narcotráfico” em presídios brasileiros e destacou que a abordagem argentina busca ampliar o controle estatal absoluto sobre esses grupos nas penitenciárias.

A inclusão do PCC e do CV no registro de terroristas da Argentina também pode abrir caminho para medidas internacionais mais duras contra essas facções, incluindo sanções e maior cooperação entre os países da América do Sul no combate ao narcotráfico e à violência associada a esses grupos.

A Argentina, sob o governo de Javier Milei, deu um passo significativo ao qualificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações narcoterroristas, reforçando a vigilância nas fronteiras e endurecendo o combate a essas facções, o que pode pressionar ainda mais o Brasil a enfrentar os desafios relacionados a essas organizações criminosas, incluindo a movimentação de Donald Trump contra os terroristas e traficantes.