Enquanto a Câmara aprova endurecimento real contra facções, Lula — descondenado pelo tapetão do STF — acusa deputados de “facilitarem a vida de criminosos”
Por Victório Dell Pyrro
A aprovação do projeto de lei antifacção pela Câmara, duramente necessário frente à expansão brutal das organizações criminosas e ao domínio do crime em territórios inteiros do país, escancarou não apenas a luta entre Legislativo e Executivo, mas também um episódio alarmante de distorção ética: Luiz Inácio Lula da Silva, beneficiário da leniência (só para amigos) do Supremo Tribunal Federal — um tribunal que virou sede informal dos amigos dos amigos de meu pai, suas esposa e filhos advogados inexperntes e ricos — decidiu atacar parlamentares acusando-os de “facilitar a vida de criminosos”. Isso vindo de um ex-detento, tornado, por artimanha jurídica e anulações “técnicas”, ao arrepio da Constituição “higienicamente inocente” para fins eleitorais e institucionais.
É espantoso — mas não surpreendente. Lula, absolvido não por ausência de provas, mas por nulidades processuais claramente inventadas e de uma suspeitíssima suspeição do juiz Sergio Moro, investe publicamente contra um texto que endurece penas, amplia bloqueios patrimoniais, diminui brechas jurídicas e transfere para fundos estaduais ativos apreendidos de facções.
O projeto, aprovado por 370 a 110 votos, foi alvo de críticas do governo petista, que tentou esvaziá-lo após ver seu texto original substituído por uma versão mais firme e menos “negociadora” com direitos dos criminosos.
“O texto aprovado enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica”, disse um tresloucado Lula em suas redes sociais, ecoando a cantilena de ministros como Fernando Haddad, que falou abertamente em “expedientes frágeis” e repetindo a narrativa do PT e bancada governista: “trocar o certo pelo duvidoso só favorece quem quer escapar da lei” — verdadeira aula invertida em lógica política quando dita por quem teve as próprias condenações anuladas e jamais enfrentou novo julgamento por seus crimes.
A reação, vinda de um descondenado pelo “tapetão” dos amigos do STF, afronta a sociedade: foi o mesmo STF que retirou Moro dos autos, ignorou décadas de jurisprudência sobre execução em segunda instância e preferiu proteger o presidenciável aliado do establishment a defender a moralidade e a impunidade zero frente ao crime institucionalizado.
O líder petista fala em “enfraquecimento do combate ao crime”, mas quem mais enfraqueceu a justiça brasileira, senão ele próprio e sua entourage, apoiada por uma Corte no mínimo complacente que anulou condenações por tecnicalidades fajutas, permitiu prescrição e devolveu ao país o discurso da “injustiça” contra o então condenado que virou vítima?
O editorial é claro: ao tentar sabotar o endurecimento real contra criminosos, Lula e seu governo mostram novamente que sua prioridade jamais será o combate às quadrilhas, e sim a perpetuação do velho embate amigo-inimigo, onde a lei só vale para o adversário político. A crítica do ex-detento “descondenado” é afronta, cinismo e insulto à inteligência do cidadão brasileiro.
A sociedade, parte que ainda considera-se sã, assiste — entre indignada e resignada — à tentativa porca de reescritura da história não só da corrupção, mas do próprio combate ao crime organizado.
Lula, longe de defender segurança jurídica ou justiça social, parece mirar apenas a preservação dos próprios interesses e dos “amigos dos amigos do meu pai” de MarcelosOdebrechts que se multiplicam novamente, enquanto o Congresso, apesar de tudo, avança rumo a um marco civilizatório concreto, na contramão do negacionismo rasteiro que impera nos palácios do Planalto.




