Operação mira investimentos realizados pela autarquia estadual em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Zona Cinzenta para apurar suspeitas de irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP).
A investigação mira a aplicação de R$ 400 milhões de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, operação considerada de alto risco.
O Banco Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez — a instituição não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento a clientes e investidores.
São quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara Federal do Amapá. A ação busca recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais capazes de esclarecer como foram aprovadas e executadas as aplicações financeiras.
Estão entre os alvos:
- Jocildo Silva Lemos – presidente da Instituição;
- Jackson Rubens de Oliveira membro do comitê de investimentos.
- José Milton Afonso Gonçalves – membro do comitê de investimentos.
As decisões que autorizaram os aportes no Banco Master foram tomadas em três reuniões do Comitê de Investimentos da Amprev, realizadas nos dias 12, 19 e 30 de julho de 2024.
Esta é a segunda previdência estadual a entrar na mira da Polícia Federal por aportes no Banco Master. Na última terça-feira (3), o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso temporariamente no âmbito da segunda fase da Operação Barco de Papel, que integra o conjunto de apurações relacionadas ao caso Banco Master.



