CPMI quebra sigilo bancário de Lulinha

Colegiado também aprovou a convocação do ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), Gustavo Marques Gaspar, em condição de testemunha

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS deu um passo importante nesta quinta-feira (26). O colegiado aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma sessão, os parlamentares convocaram Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, para depor como testemunha.

Essas decisões agitam as investigações sobre desvios bilionários em benefícios previdenciários, que já viraram o centro das atenções em Brasília.

Origem da CPMI e o Escopo das Fraudes

Tudo começou em agosto de 2025, quando a CPMI do INSS foi instalada para destrinchar um rombo estimado em R$ 6 bilhões por ano. O foco recai sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões, orquestrados por associações, sindicatos e lobistas como Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O relator, deputado Alfredo Gaspar, da União por Alagoas, vasculha fraudes desde 2019. Já passaram pela sabatina servidores públicos, ex-dirigentes do instituto e empresários inconfessáveis. A comissão acumulou mais de 300 requerimentos aprovados, de convocações de ex-presidentes do INSS a ramificações com o escândalo do Banco Master.

Lulinha no Centro do Fogo Cruzado

A quebra de sigilo de Lulinha surgiu de um requerimento direto do relator. Ela se baseia em escutas da Polícia Federal na Operação Sem Desconto. Um ex-funcionário chamado Edson Claro teria afirmado que o filho de Lula recebia uma mesada de R$ 300 mil direto das mãos de Camilo. Mensagens trocadas entre o lobista e a empresária Roberta Luchsinger falam em repasse de R$ 300 mil para o filho do rapaz, uma referência velada ao herdeiro presidencial. Suspeita-se que Lulinha atue como sócio oculto em negócios de cannabis medicinal, bancados por esses desvios. Viagens em comum entre os envolvidos só reforçam os indícios. Agora a CPMI vai fuçar extratos bancários, declarações de Imposto de Renda e contratos para mapear qualquer movimentação fora do comum.

O presidente Lula já se manifestou com uma frase cortante. Ele disse que, se algo for comprovado, o filho vai pagar o preço. Vale lembrar que o irmão de Lulinha, Frei Chico, preside o Sindnapi, um sindicato que viu seus repasses explodir em 564% entre 2020 e 2024.

O Ex-Assessor de Weverton na Mira

Não parou por aí. A convocação de Gustavo Marques Gaspar como testemunha veio após tentativas frustradas em setembro de 2025, quando a base governista barrou o pedido. Ex-assessor do senador Weverton Rocha, Gaspar tem laços com um haras da família do deputado Juscelino Filho, da União do Maranhão, que é amigo próximo de Rocha. Ele também aparece ligado à Orleans Viagens, empresa que bancou passagens para a Contag, outra entidade sob suspeita na trama dos desvios. O objetivo é claro. Querem que ele esclareça as conexões políticas que regam esse esquema.

A sessão ainda liberou quebras de sigilo de um ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e de presidentes de bancos. Convocações como a de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Master, completam o cardápio.

Tensões Políticas e o Caminho Adiante

Com a base do governo tentando conter os arroubos da oposição, a reunião votou 87 requerimentos de uma vez. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, impôs ordem para priorizar deliberações. As oitivas seguem firmes, e o relatório final deve sair em março de 2026. A ligação com o Banco Master sugere que os tentáculos dessa história vão muito além das aposentadorias lesadas. O que vem por aí pode abalar ainda mais o tabuleiro político em ano de eleições.


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