Explique-se Gonet: porque PGR não pediu prisão Imediata do perigoso Vorcaro?

Ministro André Mendonça deu puxão de orelha histórico na PGR

Por Victório Dell Pyrro

Paulo Gonet, atual Procurador-Geral da República indicado por Lula, tem muito a responder após o despacho fulminante de André Mendonça no STF: por que diabos não pediu prisão imediata de Daniel Vorcaro quando a PF já desenterrava mensagens macabras no celular do banqueiro, ordenando “dar um pau” em Lauro Jardim, “moer” sua empregada doméstica e quebrar dentes de opositores? Mendonça deu o grave puxão de orelha histórico, chamando de “inadmissível” a omissão do MPF. O questionando agora é se Gonet blindou o fraudador bilionário por meses, deixando jornalistas e críticos à mercê de um psicopata perigoso solto.

Gonet Blindou Vorcaro: PF Implorava, Ele Ignorou – Até R$ 2,2 Bi Ocultos

Mendonça escancarou no despacho: perícia da PF, quebrou o celular blindado de Vorcaro, revelando o grupo “A Turma” com ordens explícitas para assaltos forjados contra Lauro Jardim (O Globo), ameaça de “moer” a empregada do jornalista e espancamentos contra outros que denunciavam o rombo de bilhões de reais em títulos falsos do Master.

O Relatório bombástico enviado ao STF em 11/2/2026 pedia prisões por ameaça e corrupção – mas Gonet, sabendo de tudo, ficou de braços cruzados. Pior: solto após a primeira prisão (novembro 2025), Vorcaro ocultou R$ 2,2 bilhões em conta do pai (Henrique Moura Vorcaro) na ex-Reag (CBSF DTVM), lavanderia de criminosos do PCC, enquanto o FGC sangrava para cobrir prejuizo de vítimas. Resultado? Vorcaro livre articulava violência e mais fraudes.

O MPF falhou gravemente, não resta a menor dúvida diante da gravidade dos fatos. Mendonça mal pegou o processo e na fase 3 da Compliance Zero, prendeu Vorcaro, mas só agora, em 4/3. Onde estava o PGR?

Gonet e Toffoli: Dupla Protetora de Vorcaro – Omissões Gritantes

Não é descuido: Gonet enrolou como Toffoli no mesmo caso. Toffoli, ex-relator, impôs prazos absurdos à PF, designou peritos por conta própria (ignorando cúpula policial) e tentou desviar foco para “omissões do BC”, redigindo perguntas para sindicância interna – PF viu “afronta às prerrogativas”. Gonet, parceiro de Toffoli na trama, validou delações seletivas de Vorcaro, ignorou ameaças à empregada de Jardim e deixou R$ 2,2 bi evaporarem pós-soltura. A PF avisa suspeição e delegados ficaram perplexos com “cenário atípico”.

Gonet priorizou o quê? Acordos de delação, resort Tayayá de Toffoli? Ou medo de mexer em vespeiro? Resultado: além de aposentados lesados, jornalistas na mira e empregada ameaçada pagaram o preço da inação. O caso é gravíssimo para as Instituições e não pode passar em branco. Dino ainda por cima suspendeu as quebras na CPMI do INSS, STF atrapalha – e Gonet? Silêncio cúmplice.

PGR é mais um puxadinho desmascarado ou foi só incompetência criminal? Explique-se, Gonet: quantas vidas e bilhões arriscou por não algemar Vorcaro quando podia? Justiça tardia é injustiça. Brasil exige respostas.

Para quem tem dúvidas, segue um trecho mais direto do despacho de Mendonça que lamenta a postura da PGR diante de “robusto quadro fático-probatório” e que a demora revela-se “extremamente perigosa para a sociedade”.

Lamenta-se (i) porque, as evidências dos ilícitos e a urgência para adoção das medidas requeridas estão fartamente reveladas na representação da Polícia Federal e no curso desta decisão; conforme documentado nos autos, também (ii) porque se está diante da concreta possibilidade de se prevenir possíveis condutas ilícitas contra a integridade física e moral de cidadãos comuns, de jornalista e até mesmo de autoridades públicas; (iii) porque há indicativos de ter havido acesso indevido dos sistemas sigilosos da Polícia Federal, do próprio Ministério Público Federal e até mesmo de organismos internacionais como a Interpol. Portanto, se as medidas requeridas pela Polícia Federal não forem acolhidas, em caráter de urgência, pode-se colocar em risco a segurança e a própria vida de pessoas que se tornaram vítimas dos ilícitos apontados nestes autos, bem como dificultar, sobremaneira, a recuperação de ativos bilionários que foram desviados dos cofres públicos e de particulares atingidos pelos variados crimes contra o sistema financeiro nacional apurados nestes autos”, disse André Mendonça.