Incêndio atinge maior porta-aviões dos EUA em meio à guerra com o Irã

Dois marinheiros ficaram feridos, segundo as Forças Armadas

Um incêndio atingiu a lavanderia do porta-aviões nuclear USS Gerald R. Ford, o maior navio de guerra do mundo, enquanto a embarcação operava no Mar Vermelho em apoio à guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Dois marinheiros ficaram feridos, mas o governo norte-americano afirma que o episódio não tem relação com combates e que o navio permanece totalmente operacional.

Onde e como o incêndio começou

Segundo o Comando Central das Forças Navais dos EUA, o fogo teve início na lavanderia principal do Gerald R. Ford, uma área que abriga máquinas industriais responsáveis por processar toneladas de roupas e enxovais da tripulação de mais de 5 mil militares. A Marinha informou que o incêndio foi rapidamente contido por equipes de controle de avarias e não atingiu a casa de máquinas, nem sistemas de propulsão ou armamentos, afastando o risco de danos estruturais graves.

Os dois marinheiros feridos receberam atendimento médico a bordo e sofreram lesões consideradas leves, sem risco de morte, de acordo com o comunicado oficial. Ambos permanecem em condição estável.

O navio USS Gerald R. Ford Carrier, o porta-aviões mais moderno da frota da Marinha dos EUA, em imagem de arquivo. — Foto: Andrew Vaughan/The Canadian Press

O USS Gerald R. Ford é o maior, mais letal e adaptável porta-aviões do mundo, além de ser o mais moderno e tecnologicamente avançado dos EUA, segundo a Marinha americana.

Incluído ao arsenal americano em 2017, o porta-aviões tem capacidade para abrigar até 90 aeronaves entre caças e helicópteros.

Ele dispõe de uma pista para pousos e decolagens com área equivalente ao triplo do gramado do Maracanã.

Contexto: guerra com o Irã

O USS Gerald R. Ford é o mais moderno porta-aviões da frota americana e está desdobrado no Mar Vermelho e norte do Golfo de Áden como parte da Operação Epic Fury, nome dado à campanha de bombardeios dos EUA contra alvos no Irã iniciada em 28 de fevereiro pelo presidente Donald Trump.

A embarcação opera caças F/A-18 Super Hornet e outras aeronaves de apoio e é peça central da maior mobilização aérea e naval americana na região em décadas.

Governo nega ligação com o conflito

Em nota, o comando naval norte-americano enfatizou que o fogo foi um “incidente não relacionado a combate” e que não há qualquer indicação de ataque inimigo, sabotagem ou impacto de operações militares em curso. O governo busca, assim, afastar especulações de vulnerabilidade do porta-aviões em meio à escalada com o Irã, ressaltando que “não houve dano ao sistema de propulsão e o navio segue plenamente operacional”.

Histórico recente do porta-aviões

Antes de zarpar para o Oriente Médio, o Gerald R. Ford já vinha enfrentando questionamentos na imprensa americana por problemas técnicos, inclusive em sistemas de suporte como banheiros e equipamentos de bordo. Ainda assim, permanece como símbolo do poder naval dos EUA e seu envolvimento em um incidente de incêndio — ainda que restrito à lavanderia — ganha peso político por ocorrer justamente enquanto o país lidera ataques contra o Irã a partir da região.


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