Waldir Maranhão, ex-presidente da Câmara, filia-se ao PT em reviravolta política no Maranhão

São Luís – Waldir Maranhão Cardoso, ex-deputado federal pelo PP do Maranhão e figura marcante no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), anunciou sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), retornando às fileiras políticas em um movimento surpreendente após anos de idas e vindas partidárias. A decisão confirmada reacende chances do PT do Maranhão conquistar uma cadeira na Câmara em 2026.

Trajetória de Altos e Baixos

Veterinário, professor e ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Waldir Maranhão (PP-MA na época) assumiu a presidência interina da Câmara em maio de 2016, após o afastamento de Eduardo Cunha. Conhecido nacionalmente por tentar anular a sessão de votação e por consequência o impeachment de Dilma Rousseff – manobra que provocou crise institucional e o apelidou de “botão vermelho do PT” –, ele contrariou sua base partidária e foi perseguido em representações do DEM e PSD e de seu próprio partido à época.

Sua carreira incluiu filiações ao PSB (2007-2011), PP (até 2017), Avante (ex-PTdoB) e PSDB (2018), com tentativas frustradas de ingressar no PT em 2018. Na ocasião, protocolou pedido com “saudações petistas”, mas foi barrado por intervenção do então governador Flávio Dino (PCdoB), acusando-o de egoísmo político antes de pular para os tucanos.

Contexto da Filiação Atual

A filiação ao PT, listada na biografia oficial como sua afiliação vigente, ocorre em 2026 alinhada a seu histórico pró-Dilma durante o impeachment. Aos 70 anos, sem mandato desde 2019, Maranhão registrou candidatura a prefeito de São Luís em 2024, mas desistiu – sinal de rearticulação para 2026 no estado, bastião petista com Lula reeleito.

o anúncio da filiação de Waldir foi feito em vídeo com o atual ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. “Waldir é muito querido no Piauí, no Maranhão e no Brasil e nos nos orgulha muito por sua passagem como presidente da Câmara Federal e o presidente Lula tem um carinho todo especial pelo Waldir”, disse o ministro de Lula.

Analistas veem a jogada como estratégica: o PT busca ampliar bases no Nordeste, enquanto Maranhão reconecta-se ao partido que outrora elogiou como “militância necessária”.

Reações e Implicações

Para o eleitorado, é lembrete do “Waldir que se sacrificou contra o impeachment”, cuja manobra protelou o processo por dias, mantendo Dilma no poder.


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