Por Victório Dell Pyrro
Ora, ora, veja só! O ministro Kassio Nunes Marques do Supremo Tribunal Federal, parece ser mais um a frequentar festinhas levado pelo esquema do golpista que deu o maior rombo no BRB e outras instituições.
O, digamos, “desatento” ministro viajou de Brasília a Maceió em um avião particular de uma empresa que administra bens do banqueiro Daniel Vorcaro, diz o Estadão. A viagem ocorreu em novembro do ano passado, já com o BRB cambaleando e teve como destino uma festa de aniversário na capital alagoana.
Ministros dessa estirpe povoam o STF. Eles fingem não saber que não se deve receber benefícios pessoais de criminosos. Se ele não sabia, é um desatento para dizer o mínimo. Alexandre de Moraes e Dias Toffoli já estão enredados até o pescoço no envolvimento com a quadrilha do golpista que até capangas para espancar desafetos.
Kassio Nunes Marques e sua esposa viajaram de Brasília a Maceió em um voo particular pago por uma advogada ligada ao Banco Master, em novembro de 2025. A viagem teve como destino uma festa de aniversário em caráter privado, acionando novamente o debate sobre proximidade entre magistrados da Corte e o universo financeiro envolvido no caso Banco Master.
O que revelam os registros
Segundo apuração do Estadão, a aeronave utilizada foi um jato executivo cuja operação está ligada a uma empresa que administra parte dos bens de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, hoje alvo de investigações por crimes financeiros. Registros de aeroportos indicam que Nunes Marques e a companheira embarcaram no terminal executivo de Brasília em horário coincidente com o da advogada Camilla Ewerton Ramos e de seu esposo, o desembargador Newton Ramos, colega antigo do ministro no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF‑1).
Quem pagou a viagem
Nunes Marques confirmou que a viagem foi a convite da advogada, que participava de seu círculo de amizades e teria arcado com os custos do voo. Em nota, o ministro afirmou que o deslocamento ocorreu em contexto privado, sem tratamento de temas institucionais ou oficiais, e que a organização do trajeto ficou sob responsabilidade da anfitriã, que contratou o voo de forma pessoal. A advogada, por sua vez, reiterou que a contratação foi feita em caráter particular, apenas para facilitar o deslocamento de amigos e convidados à celebração.
Relação com o universo Vorcaro e Banco Master
A aeronave pertence ou é operada por uma empresa associada à estrutura de gestão de bens de Daniel Vorcaro, que teve participação em sociedades que administram patrimônio ligado ao Banco Master. Embora o ministro negue qualquer relação direta com o empresário, o fato de usar um jato cuja estrutura de gestão está atrelada ao mesmo grupo envolvido em investigações reacende questionamentos sobre padrões de viagens de ministros em aviões de empresários ligados a processos que chegam ao STF. Ainda mais com crimes gigantescos e até com violência.
Contexto político e repercussão
O episódio ocorre em meio à exposição de outros ministros do STF que já foram vistos em voos executivos administrados por empresas de Vorcaro, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, cujas viagens também foram detalhadas por reportagens recentes. A proximidade com o universo financeiro do Banco Master, ainda em apuração pela Justiça, fortalece debates sobre limite ético entre magistrados e seus “amigos”, especialmente quando se trata de um órgão com competência para revisar, em última instância, processos que podem envolver esses mesmos atores.
Posição do ministro e questionamentos
Em sua justificativa, Nunes Marques reitera que a viagem não teve caráter institucional, nem envolveu discussão de processos ou decisões do STF, tratando‑se apenas de um compromisso social entre amigos. Muito adequado que um ministro do Supremo viaje em aviões cuja estrutura de gestão está ligada a empresários sob investigação, mesmo que o custo seja pago por terceiros, em nome de manter transparência e evitar qualquer suspeita de favorecimento, não é?.




