Exército de Israel descreve como “a maior onda de bombardeios” da guerra contra o grupo extremista libanês Hezbollah
Os ataques israelenses contra o Líbano nesta quarta-feira (8) deixaram 254 mortos e mais de 830 feridos, segundo balanço das autoridades do país.
O Exército de Israel descreveu como “a maior onda de bombardeios” da guerra contra o grupo extremista libanês Hezbollah. Eles ocorreram na capital, Beirute, e em outros locais, principalmente no sul do Líbano.
Segundo comunicado das Forças de Defesa israelenses, mais de 100 centros de comando e instalações militares terroristas foram alvo e um comandante importante do grupo foi morto.
“Este é o maior ataque realizado contra a infraestrutura do Hezbollah desde o início da Operação ‘Leão Rugindo’. A maior parte da infraestrutura atingida estava localizada no coração de áreas civis, como parte do que Israel descreve como o uso de civis libaneses como escudos humanos pelo Hezbollah (…) Continuaremos atingindo a organização terrorista e utilizaremos todas as oportunidades operacionais”, afirma a mensagem.
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Um homem caminha entre os escombros de um prédio no local de um ataque israelense em Tiro, Líbano, em 8 de abril de 2026 — Foto: Adnan Abidi/Reuters
Horas antes dos bombardeios, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia negado que o Líbano fizesse parte do acordo de cessar-fogo feito entre o Irã e os Estados Unidos, que prevê uma trégua de duas semanas.
A inclusão do país havia sido relatada pelo Paquistão, que mediou as negociações. No entanto, segundo o presidente dos EUA, a questão nunca fez parte do acordo.
“Israel apoia a decisão do presidente Trump de suspender os ataques contra o Irã por duas semanas, desde que o Irã abra imediatamente os estreitos e interrompa todos os ataques contra os EUA, Israel e países da região. (…) O cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano”, afirmou o gabinete de Netanyahu em comunicado.
Segundo informações da mídia estatal iraniana, a Guarda Revolucionária prometeu “punir” Israel pelos “ataques ao Hezbollah que violaram a trégua”, e já estão “identificando alvos para responder aos ataques desta quarta”.
A ONU condenou “veementemente” os bombardeios e pediu que todas partes “recorram aos canais diplomáticos e cessem as hostilidades”, anunciou um porta-voz.
Em um comunicado, o Hezbollah afirmou que tem o “direito” de responder a Israel:
“Afirmamos que o sangue dos mártires e dos feridos não será derramado em vão e que os massacres de hoje, como todos os atos de agressão e crimes hediondos, confirmam nosso direito natural e legal de resistir à ocupação e responder à sua agressão”.



