Padrasto que matou enteado de 8 anos é executado a tiros em ambulância em SP

Na tarde de sábado ( 2 ), Luan Henrique Silva de Almeida, de 31 anos, conhecido como “Fuzil”, foi morto a tiros dentro de uma ambulância em Praia Grande, litoral sul de São Paulo. Ele era o principal suspeito de espancar até a morte seu enteado, Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, na sexta-feira anterior em Cubatão. O crime contra a criança gerou comoção e mobilizou investigações da Polícia Civil.

Linha do tempo dos crimes

Sexta-feira, 1º de maio de 2026 (tarde, por volta das 15h): A mãe de Arthur saiu de casa no bairro Pilões, em Cubatão, para fazer os cílios em um salão de beleza próximo. A criança estava bem ao partir, segundo seu depoimento à polícia. Luan ficou sozinho com o menino em casa.

Por volta das 17h: Luan chegou ao salão desesperado, carregando Arthur desacordado nos ombros, e gritou para a mãe ir ao hospital imediatamente. Câmeras do condomínio registraram Luan saindo do apartamento com a criança nos ombros, inerte.

Luan Henrique Silva De Almeida foi morto após ser acusado de matar o enteado, de 8 anos — Foto: Reprodução

17h30: Luan levou a mãe e Arthur à UPA do Jardim Casqueiro, em Cubatão. A criança chegou em parada cardiorrespiratória, com morte confirmada logo após. Exame médico revelou lesões graves: marcas de unhas no pescoço e lábio superior, hematomas e equimoses no abdômen, tórax, dorso, pernas e nádegas – compatíveis com maus-tratos e espancamento prolongado.

Após 18h: Luan disse que ia buscar documentos de Arthur, entregou-os à tia da criança no hospital e fugiu. A mãe, inicialmente, mentiu à polícia dizendo que cochilou em casa e acordou com o filho caído no banheiro. Depois, corrigiu: confirmou estar no salão e que Luan a buscou. O depoimento da dona do salão corroborou a versão final.

Depoimentos e investigação

A mãe prestou depoimento na Delegacia de Cubatão, mudando a narrativa após confrontada com provas. O caso foi registrado como homicídio qualificado contra menor de 14 anos. Conselho Tutelar e Polícia Civil apontaram Luan como autor das agressões, motivadas por maus-tratos recorrentes. Não há menção a sobrinho nos autos; foco é no enteado Arthur.

Assassinato do suspeito

Sábado, 2 de maio, por volta das 14h (bairro Ribeirópolis, Praia Grande): Luan foi localizado e atingido por tiro no braço, por autor desconhecido. Acionado, o Samu prestou socorro no local.

Durante o trajeto à UPA Samambaia: Um homem se aproximou da ambulância em movimento, forçou a porta traseira e efetuou múltiplos disparos contra Luan, que morreu no interior do veículo antes de chegar à unidade. O atirador fugiu a pé. A PM isolou a área; perícia confirmou execução.

Repercussão e mistérios

O duplo crime chocou Cubatão e Praia Grande, com vizinhos relatando histórico de violência doméstica na família. A mãe segue sob investigação por omissão. Autor dos tiros contra Luan permanece foragido; hipótese de vingança familiar é investigada. Polícia Civil de Santos-Região coordena as apurações.


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