A mensagem de áudio de Flavio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro para concluir o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro caiu como uma bomba festejada pela esquerda brasileira e deixou integrantes da campanha do Zero Um desanimada, em clima de fim de festa e até de derrota.
Mas um alento surgiu logo em seguida com a lembrança de que em relação a filmes sobre presidentes, Vorcaro não tinha restrições ideológicas.
Muita gente se lembrou que Daniel Vorcaro injetou recursos em duas outras películas de presidentes brasileiros:
#”963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, sobre a gestão de Michel Temer, dirigido por Bruno Barreto e que estreia no mês que vem. (Procurado, Elsinho Mouco, ex-assessor de Temer e produtor do documentário, nega que tenha pedido dinheiro a Vorcaro).
#Lula, um documentário dirigido em 2024 por Oliver Stone.
Não se sabe ainda em que condições esses recursos foram dados. A Secom da presidência correu para afirmar que não houve qualquer pedido, nem do presidente e nem do governo, para o financiamento do documentário “Lula”, de Oliver Stone).
No caso de Temer, o próprio homenageado no filme patrocinado por Vorcaro, em 2025 prestou serviços ao golpista do mercado financeiro. Atuou prestando serviços de mediação para tentar viabilizar uma transação criminosa entre o Master e o BRB. Recebeu R$ 10 milhões pelo serviço que aczbou quebrando o BRB.
Aliás, essa não é a primeira vez que empresas enroladas com a Justiça patrocinam filmes de políticos. No caso de Lula, é a segunda vez que isso acontece. O filme Lula, o filho do Brasil (2009), de Luiz Carlos Barreto, o Barretão, contou com apoio expressivo das empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, todas condenadas na Lava Jato, e até da Oi, que financiou a Gamecorp, empresa de Lulinha.
A arte no Brasil, acompanha a arte na política.




