A Polícia Federal prendeu, neste sábado (16), o especialista em tecnologia e hacker Victor Lima Sedlmaier no aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele estava foragido desde a decretação de sua prisão preventiva na 6ª fase da Operação Compliance Zero, que mira a organização criminosa ligada ao ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, ex‑controlador do Banco Master.
Quem é Victor Lima Sedlmaier
Victor Lima é apontado pela PF como operador auxiliar do “braço digital” do esquema do Master, vinculado ao grupo conhecido como “Os Meninos”. Esse núcleo era responsável por ataques cibernéticos, derrubada de perfis de redes sociais, acesso indevido a sistemas e monitoramento virtual de pessoas. Além da atuação tecnológica, as investigações indicam que ele também atuava na gestão de recursos ligados à organização, com indícios de que drogarias em seu nome teriam sido utilizadas como canal para recebimento de valores.
Como ocorreu a prisão em Dubai
A PF localizou Victor em Dubai após monitorar sua possível fuga e obter a concessão de um mandado de prisão internacional. Ele foi detido no aeroporto local e está em fase de organização para a extradição ou retorno ao Brasil, com desembarque previsto no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A prisão reforça o alcance externo da operação contra o grupo do Master, que já contabiliza várias prisões e mandados cumpridos no território nacional.
Impacto na operação contra o Master
Com a prisão de Victor, a PF consolida o cerco sobre o núcleo hacker ligado ao Banco Master, após já ter prendido outros integrantes como David Henrique Alves, apontado como líder da célula “Os Meninos”, e Rodrigo Pimenta Campos. A Operação Compliance Zero permanece voltada para crimes de ameaça, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos e monitoramento ilegal, com agentes públicos e civis ainda constando como foragidos nas investigações.
As investigações apontam que Victor atuava ao lado de David Henrique Alves e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos no braço tecnológico do esquema. O grupo estaria subordinado a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, preso em fase anterior da operação e morto enquanto estava detido.
Na decisão que autorizou as novas prisões, o ministro do STF André Mendonça afirmou haver indícios de destruição de provas, ameaça a testemunhas e risco concreto de fuga dos investigados. O ministro também citou a existência de uma “organização criminosa sofisticada”, com núcleos financeiro, policial-informacional e tecnológico.







