Procurador-geral afirmou que proposta não apresentou informações inéditas
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pela defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
A decisão de Gonet foi encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta quinta-feira (25).
Gonet afirmou que a proposta apresentada pelo ex-dirigente do BRB não atende requisitos e a classificou como de “reduzida utilidade e débil eficácia potencial”.
Segundo o procurador-geral, a colaboração premiada deve trazer elementos úteis às investigações e contribuir, de forma efetiva, para a descoberta de provas.
“Os tópicos eleitos pelo proponente, ainda que trazidos de forma superficial (dada a ausência de termo de confidencialidade), já permitem a conclusão sobre a ausência de ineditismo, na sua parte mais expressiva”, escreveu o procurador-geral.
Para o procurador-geral, não há “sinalização mínima do potencial de ressarcimento da pretendida colaboração”, nem elementos que a diferenciem dos resultados já alcançados pelas autoridades na busca patrimonial. A Polícia Federal ainda não se posicionou sobre a proposta de Paulo Henrique.
O ex-dirigente aparece nas investigações desde a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado. A apuração envolve a tentativa de compra do Master pelo BRB e irregularidades financeiras. Costa foi preso. A suspeita envolve a ocultação de seis imóveis que ele teria recebido como propina do Master. As quatro unidades em São Paulo e as duas em Brasília somaram R$ 146,5 milhões. Do total, cerca de R$ 74,6 milhões teriam sido pagos.






