Caiado anuncia Kassab como vice em chapa pura à Presidência

Chapa ‘puro sangue’ é estratégia do PSD de olho na eleição para o Congresso. Avaliação é que a dupla oferece palanque neutro para candidatos que queiram ‘fugir’ da polarização

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado anunciou nesta quarta-feira (1º), em Brasília, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente em sua chapa à Presidência da República.

O movimento consolida uma aliança interna no partido e antecipa a montagem de uma candidatura que será oficializada a 20 dias do início das convenções partidárias, marcadas para o próximo dia 20.

A escolha de Kassab como vice tem um peso político que vai além da composição formal da chapa. Ao trazer o dirigente nacional do PSD para a disputa, Caiado amplia o protagonismo da sigla na corrida presidencial e tenta compensar a dificuldade enfrentada para atrair outra legenda para a coligação.

A decisão também transforma a candidatura em uma chapa integralmente do partido, em uma estratégia pensada para reduzir resistências e ampliar o alcance político da campanha.

Mesmo na condição de vice, Kassab seguirá à frente do PSD e terá papel central na articulação eleitoral. Caberá a ele conduzir a construção de alianças nos estados em apoio à candidatura de Caiado, enquanto o partido tenta organizar palanques regionais capazes de fortalecer a chapa presidencial e preservar a unidade interna da sigla.

A movimentação também dialoga com um cálculo mais amplo do PSD para as eleições de outubro.

A avaliação dentro do partido é de que uma chapa “puro sangue” pode funcionar como plataforma neutra para candidatos ao Congresso que desejem se afastar da polarização nacional.

Nesse desenho, a candidatura presidencial de Caiado serviria não apenas como projeto de disputa ao Palácio do Planalto, mas também como instrumento para dar capilaridade às campanhas proporcionais da legenda.
Para Caiado, a presença de Kassab na chapa representa um gesto de peso político e organizacional.

Para o PSD, significa assumir de forma mais direta sua participação na disputa presidencial, apostando em uma composição que combina comando partidário, articulação regional e uma tentativa de reposicionamento da sigla no cenário nacional.