A agente funerária Regina Célia Paschoal disse que levou um susto ao constatar os sinais vitais no bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, que havia sido dado como morto após uma parada cardiorrespiratória na Santa Casa de Rio Claro (SP).
Regina descreveu a situação como “um susto” e uma “emoção grande”. Ela contou que viu Noah se mexendo dentro de um saco, que é usado para colocar cadáveres e estava fechado com fitas. Logo em seguida ela decidiu abri-lo.
Asegundo a Santa Casa informou, não houve falha e todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos.
A agente funerária afirmou que em 17 anos de profissão nunca presenciou uma situação como essa. “Foi um susto, foi uma emoção grande de ver que a gente foi buscar um morto e estava vivo”, disse Regina.
O também agente funerário Matheus Batagello estava com Regina e foi o responsável por procurar uma enfermeira para verificar a situação. “Foi desesperador, mas com alívio, né?”.
Matheus disse que ficou em dúvida se poderia ser espasmo. “Eu falei [para as enfermeiras], ‘meu, eu preciso que vocês vão lá ver porque está mexendo e está dando um tipo um soluço, como se estivesse engasgado. Então eu preciso que vocês vão lá para ter certeza'”, relembrou.
A mãe Letícia Cristina da Cruz Santos relatou que ela e o marido presenciaram o ocorrido, chegando a ver o filho sem vida e com a coloração roxa.
“Nós [estamos] contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro que continua lutando para ficar bem. Cremos no nosso milagre por completo […] milagre não se explica, se vive”, disse ela.

Letícia contou que está em êxtase e anestesiada. “Às vezes eu acho que a gente está sonhando, não só eu, mas eu estava conversando com meu esposo agora há pouco lá dentro do hospital, olhando para ele [Noah] e ele ali se mexendo, batendo as perninhas, de olhos abertos. A gente fica maravilhado”.

Ela disse, ainda, que Noah foi bem atendido durante os 32 dias em que esteve internado na Santa Casa e que não houve negligência médica. “Eu vi, inclusive, a hora do acontecido, como a doutora ficou, o quanto ela lutou para tentar reanimar ele”.




