Novo inquérito identificou relação ilegal de Lulinha com empresário do setor de tecnologia e Dataprev
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (31) uma nova investigação da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por eventual tráfico de influência na Dataprev, empresa pública responsável pela gestão de dados sociais do governo federal, em especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na quinta-feira (30), Mendonça já havia autorizado a abertura de outro inquérito para investigar Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro foi sorteado para ser o relator da investigação.
Na investigação tornada pública na quinta, a Polícia Federal pediu ao STF a abertura de um inquérito para apurar se Lulinha cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção ao atuar para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes em negócios com o Ministério da Saúde e no gabinete presidencial.
O novo inquérito identificou indícios de irregularidades na relação de Lulinha com o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT.
A empresa teria buscado negócios na Dataprev, companhia de tecnologia do governo federal, e em outros órgãos. A investigação suspeita de que Lulinha tenha recebido ao menos uma viagem em troca de negócios na gestão federal.
O caso de Lulinha está com Andre Mendonça após sorteio no STF. Como a Polícia Federal não pediu que os novos inquéritos fossem distribuídos ao magistrado, os processos foram submetidos ao sorteio entre os ministros.
Apesar disso, o sistema de distribuição da Corte sorteou novamente Mendonça como relator.
A PF ainda pediu um terceiro inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente, mas a solicitação ainda deve ser distribuída no STF.
Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é apontado como um dos principais responsáveis por desvios de aposentadorias e pensões, conforme as investigações da PF na Operação Sem Desconto.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha, chamou a decisão de “lamentável” e afirmou que não há nenhum fato que justifique a abertura do inquérito.




