Apesar de todas as provas, Arruda diz que nada encontraram nas investigações que o condenaram por corrupção

Por Victório Dell Pyrro

Com a cara lisa, como bem disse o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, sobre ele mesmo, faltou com a verdade em diversos pontos da sabatina promovida pelo Correio Braziliense nesta terça-feira (11).

Arruda desfilou um monte de falas inverídicas, à começar por afirmar falsamente que a Justiça teria confirmado que suas condenações e prisão por corrupção por ter sido filmado recebendo propina e outras mais, teriam sido armação. Ora, ora, que conversa fiada para enganar o eleitor. Ainda bem que ele disse que estava lá, com a cara lisa.

A verdade é que Arruda foi o primeiro governador preso no Brasil durante seu mandato. Condenado seis vezes em segunda instância por corrupção. Fraudou até painel de votações no Senado. Teve dois mandatos interrompidos. Mentiu, desmentiu, chorou, pediu perdão e foi flagrado novamente filmado recebendo sacola de dinheiro roubado do povo de Brasília. E tenta por a culpa só em seus comparsas, quando no assalto ao DF, ele mesmo era o líder da quadrilha.

Arruda também imputou à atual governadora Celina Leão o escândalo de corrupção do Master. Coisa que todos sabem que Celina tinha zero ingerência sobre o BRB e tantas outras áreas do governo de Ibaneis Rocha.

Arruda não sabe que o governo atual criou o programa de acolhimento compulsório.

A Política Distrital que regulamenta a internação involuntária/humanizada para a população em situação de rua no Distrito Federal foi criada e sancionada por Celina pela Lei nº 7.923 em 17 de julho de 2026.

O Governo do Distrito Federal mapeou quase 500 pontos de concentração de pessoas em situação de rua na capital e Cerca de 247 locais já passaram por fiscalização e abordagem direta das equipes integradas de saúde e assistência social.

Ele fez contas erradas propositadamente ao acusar a governadora de manter 1300 comissionados, afirmando que com o dinheiro daria para contratar 1000 médicos. Ora, ora, a média desses servidores é de R$ 6.486,08 por mês.

Arruda, mesmo tendo sido governador não sabe que dos dos 17.773 cargos comissionados existentes hoje, 8.574 (48,24%) são ocupados por servidores efetivos que já recebem salário base do cargo concursado, recebendo apenas a diferença do cargo comissionado. Ou seja, quase a metade é de concursados que exercem cargos comissionados.

Considerando que o DF tem uma das maiores médias salariais para médicos no Brasil, acima da média nacional de R$ 9.095,68 e com os dados disponibilizados do ano passado. A média salarial dos médicos é de R$ R$ 16.900.

A conta falsa de Arruda não bate: se 1300 servidores que recebem R$ 6.486,08 custam 8.431.904,00 por mês, se fossem todos demitidos, como o governo pagaria R$ 16.900.000,00 para os mil médicos? Faltariam aí, R$ 8,4 milhões por mês. É muita mentira para enrolar o brasiliense.

Disse que está fazendo campanha sem dinheiro, mas alugou casa no Lago Sul, área mais cara de Brasília, só para ser o seu QG de campanha. Já circulam cabos eleitorais pela cidade vestindo camista de Arruda, já circulam carros com adesivos, faixas e tudo grátis? Dinheiro vem de onde? do céu? Ou será de amigos, como os sítio e o triplex de Lula?