Presidente da Conafer foi indiciado pela Polícia Federal no mês passado. Ele estava foragido desde novembro, suspeito de integrar um esquema de desvios no INSS
A Polícia Federal (PF) prendeu, na noite dessa quarta-feira (12), o presidente da Conafer, Carlos Lopes, que foi indiciado em julho no âmbito da Operação Sem Desconto. A investigação mira um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
A Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) é apontada pela PF como peça central em um esquema de filiações falsas e cobranças não autorizadas de beneficiários do INSS, movimentando milhões de forma irregular.
Segundo a PF, Carlos Lopes estava foragido desde novembro do ano passado. Ele se apresentou na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, e “será encaminhado ao sistema prisional após os procedimentos de praxe”.
No mês passado, a PF concluiu a primeira investigação da Operação Sem Desconto, quando foram indiciadas, ao todo, 48 pessoas.
Entre elas estão o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão, Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios da autarquia, André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca.
Na mesma ocasião, Carlos Roberto Ferreira Lopes foi indiciado. Ele é presidente da Conafer, instituição que foi o principal alvo do inquérito, e estava foragido desde novembro do ano passado, quando foi expedido um mandado de prisão contra ele.
Segundo a PF, os investigados falsificavam documentos como certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência para, assim, fraudar o INSS, recebendo benefícios assistenciais pagos a pessoas fictícias, criadas pelos membros do grupo com o uso dos documentos falsos.
Além da atuação na advocacia, Carlos Lopes é dono da empresa de gado Concepto Vet, que atua com serviços de inseminação de animais, venda de gado e consultorias pecuárias, e da empresa Jaguar Produtos Artesanais, um quiosque de artesanato indígena no Aeroporto Internacional de Brasília.




