No primeiro dia oficial da propaganda eleitoral, o presidente prometeu criar um Ministério da Segurança; o senador falou em combate a facções, corte de gastos e defesa de Jair Bolsonaro.
No primeiro dia oficial da campanha eleitoral de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro concentraram seus discursos em segurança pública, defesa de seus projetos políticos e ataques aos adversários. O presidente falou em ampliar a estrutura federal para enfrentar a violência, enquanto o senador prometeu endurecimento penal, corte de gastos e defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lula abriu a campanha em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, em um ato com aliados. No discurso, afirmou que não vai “parar de lutar” contra a volta da direita ao poder e disse que, se a PEC da Segurança Pública for aprovada, criará o Ministério da Segurança Pública para dividir responsabilidades com estados e municípios.
O presidente também buscou reforçar sua ligação com a origem sindical e popular com velhas ptomessas que sempre fez em todas as campanhas. Em seu discurso, se apresentou como “um peão” e afirmou conhecer “o coração e a mente” do povo brasileiro. Ao longo da fala, fez críticas à direita e associou adversários a políticas que, segundo ele, agravaram a violência e a crise no país, apesar de nos últimos 23 anos, o PT ter governado 17 anos ou 70% de todo período.
Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo e ato com apoiadores.
Flávio disse que o Brasil “perdeu a soberania” ao criticar a segurança pública e afirmou ser único capaz de “sentar com os Estados Unidos”.
Flávio Bolsonaro também criticou o Supremo Tribunal Federal e afirmou que a liberdade de imprensa está sob ameaça.
O senador afirmou também que recebeu mais de 1.800 ameaças de morte e disse que uma pessoa que planejava um atentado contra sua vida foi levada à delegacia pela Polícia do Senado.
Flávio prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas, caso seja eleito. Ele também falou em um “tesouraço” em gastos, burocracia, corrupção e cargos ocupados por petistas. Em outro momento, disse ser o único candidato capaz de negociar acordos comerciais com Estados Unidos, China, Israel, Oriente Médio, Índia e Argentina.
Os dois discursos colocaram a segurança pública no centro da largada eleitoral. Lula defendeu uma ampliação da estrutura federal para enfrentar o problema, enquanto Flávio propôs endurecimento penal e confronto direto com as facções criminosas. Em ambos os casos, o tom foi de mobilização da base e de enfrentamento político.
Flávio também dedicou boa parte da fala ao pai, Jair Bolsonaro, e à continuidade do projeto político da família. Lula, por sua vez, usou o simbolismo do ABC Paulista para marcar o início da campanha e reforçar sua trajetória como líder sindical e presidente em busca de novo mandato.




