O advogado Kiko Caputo, que disputou o Governo do Distrito Federal pelo Novo, anunciou nesta quarta-feira (7) apoio à candidatura da governadora Celina Leão (PP) no segundo turno.
O acordo foi firmado durante reunião no escritório de Kiko, com a presença do delegado Rafael Sampaio, candidato a vice na chapa do Novo, e do advogado Gustavo Rocha, vice de Celina.
Kiko terminou o primeiro turno em quarto lugar, com 72.148 votos, o equivalente a 4,36%. Celina obteve 49,93% dos votos e não venceu a eleição por uma diferença de apenas 168 votos.
Apoio condicionado a compromissos
O apoio foi firmado com base em uma carta de compromissos assinada por Celina. O documento reúne propostas defendidas por Kiko e Rafael Sampaio durante a campanha e, segundo o Novo, funciona como uma condição para a aliança.
Entre os principais compromissos estão:
- Combate à corrupção, ao desperdício e ao uso indevido de recursos públicos.
- Transparência em contratos, gastos, investimentos, metas e resultados.
- Responsabilidade fiscal e melhoria da eficiência administrativa.
- Escolha de equipes com base em critérios técnicos.
- Redução das filas na saúde e fortalecimento da atenção básica.
- Avaliação da construção de hospitais em Ceilândia, Guará e São Sebastião, além do Hospital do Câncer no SAIN.
- Melhoria da alfabetização, da educação infantil, do ensino integral e da formação profissional.
- Integração das forças de segurança, uso de inteligência e combate ao crime organizado.
- Aperfeiçoamento do transporte público, com estudos para expansão do metrô, do BRT e do trem entre Brasília e Luziânia.
- Incentivo ao empreendedorismo, ao crédito e às micro e pequenas empresas.
- Desenvolvimento equilibrado das regiões administrativas.
- Digitalização dos serviços públicos e redução da burocracia.
Novo rejeita apoio ao PT
Na mensagem dirigida aos eleitores, Kiko afirmou que o Novo não apoiaria o candidato do PT no segundo turno. Ele classificou o partido como representante de um modelo de “inchaço do Estado, retrocesso econômico e práticas” incompatíveis com os princípios da legenda.
O ex-candidato, no entanto, ressaltou que o apoio a Celina não representa um “cheque em branco”. Segundo ele, a decisão está condicionada ao cumprimento das propostas assinadas pela governadora.
Kiko também declarou que a aliança não envolve negociação de cargos ou privilégios. A intenção, afirmou, é estabelecer compromissos formais para uma eventual nova gestão de Celina.
Com o acordo, o Novo tenta manter uma posição de oposição ao PT e, ao mesmo tempo, influenciar o programa de governo da candidata que liderou o primeiro turno. Celina terá agora de buscar os votos dos demais candidatos para superar a diferença mínima que a impediu de vencer a eleição na primeira etapa.




