Dopada com 5 drogas, jovem estuprada ficou em coma e tem grave dano cerebral

Maria Daniela Ferreira Alves, 19, segundo denúncia do MP-AL, foi sedada, espancada e estuprada no dia 6 de dezembro de 2024 em uma chácara na cidade de Coité do Nóia (AL).

A denúncia foi feita em fevereiro, mas está em segredo de justiça. O caso se tornou público após o pai da vítima gravar um vídeo e mandar em grupos do WhatsApp cobrando justiça pelo crime.

Após ouvir a vítima e testemunhas, o MP-AL denunciou Victor Bruno da Silva Santos, 18, pelo crime de estupro de vulnerável. Ele teve mandado de prisão preventiva expedido nesta pelo juiz Felipe Pacheco da Vara Única de Taquarana. Ele está sendo procurado pela Polícia Civil de Alagoas e já é tratado como foragido.

Maria Daniela está se recuperando em casa e com sequelas neurológicas após passar pelo pior momento da sua vida.

De acordo com relatório neurológico de 25 de janeiro, Maria Daniela sofreu diversas sequelas após o ocorrido. O código da CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) classificou como “lesão encefálica pela falta de oxigênio”.

A jovem ficou 19 dias internada no hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca, dos quais cinco em estado de coma.

Ela segue com o cérebro inchado e com vários vários pontos e edemas, além de um coágulo. Os movimentos das mãos dela ainda não voltaram, ela não consegue se alimentar só; ela também tem um tique de ficar com a boca mexendo, como se fosse rindo. Ela precisa de fisioterapeuta para começar a reabilitação desses movimentos.
Ilke Bento, advogado da família da vítima.


O audo pericial toxicológico, realizado pelo Instituto de criminalistica. aponta drogas e agressão sofrida.

Ela foi dopada com:

Diazepam
Fenitoína
Haloperidol
Nordiazepam
Prometazina.