Ministro do STF encontrou defensor à altura de seus duros que o chutaram de relatoria suspeita em escândalo bilionário
Por Victório Dell Pyrro
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, transformou-se no escudeiro oficial de Dias Toffoli no escândalo Banco Master, maior fraude financeira da história recente do Brasil, com bilhões desviados em lavagem de dinheiro e crime organizado. Em entrevista ao site Metrópoles nesta quinta (26/02/2026), o parlamentar paraibano minimizou as polêmicas, chamando de “exagero da mídia” as críticas à atuação suspeita do ministro do STF, que atuou como relator com decisões que cheiraram a blindagem: sigilo excessivo de provas, peritos escolhidos a dedo e retenção de materiais apreendidos pela PF.
Postura de Protetor: “Exagero” ou Encobrimento?
Motta, com a cara de pau de quem sabe que tem poder para engavetar CPIs, defendeu Toffoli como se o ministro fosse um santo imaculado: “Ele atendeu todos os pedidos da PF e MP com equilíbrio”. Equilíbrio? Enquanto PF achava mensagens de Vorcaro citando Toffoli no celular do banqueiro, e o ministro era sócio da Maridt, empresa que fez negócios com fundo ligado ao Master? Isso é equilíbrio ou conflito de interesses gritante, que já rendeu pedidos de suspeição e perplexidade na PGR? Motta prefere chamar de “exagero”, ignorando que Toffoli tem histórico polêmico desde o Mensalão, anulando condenações e suspendendo investigações.
O presidente da Câmara nem pisca para o óbvio: decisões de Toffoli geraram “insegurança jurídica”, como disse o criminalista Antônio Gonçalves, com o ministro virando investigador, promotor e juiz ao mesmo tempo. Nem mesmo as viagens de Toffoli com envolvidos no caso Master, nem o escandaloso resort Tayayá e deixam Motta enrubecido na hora de atacar parlamentares.
Ataque às CPIs: “Palanque Eleitoral” ou Medo da Verdade?
Pior: Motta vomitou veneno contra a CPI do Crime Organizado no Senado, que ousou convidar Toffoli e Moraes, quebrar sigilos da Maridt (irmãos do ministro) e investigar o rombo. “Querem fazer palanque eleitoral, CPI tem escopo fixo”, reclamou ele, como se desvios bilionários coubessem em caixinhas regimentais. Hipocrisia pura: na Câmara, Motta inventou uma “fila cronológica” de 15 CPIs antigas para enterrar o Master na 13ª posição, usando artifício regimental para travar o inquérito – STF já disse que instalação é obrigatória, mas quem liga?
Ele evita “desgaste político”, como sussurram fontes, porque Vorcaro tem tentáculos no Centrão, e Motta não quer cutucar onça com vara curta. Estratégia de adiamento eterno, enquanto aposentados do INSS choram bilhões roubados.
Consequências: Congresso Acovardado Frente ao STF
Essa “alergia a CPIs”, como batizou a Gazeta do Povo, revela um Legislativo acovardado, priorizando pautas como PL da Dosimetria para crime organizado em vez de fiscalizar o Judiciário inchado. Motta e Alcolumbre sepultam a CPMI do Master para não melindrar o STF, que “cumpre seu papel” – papel de quê, exatamente? De blindar aliados? Enquanto PF e MP suam na investigação, o presidente da Câmara prefere palestras sobre “resposta dura ao crime” sem mexer nos podres de Toffoli.
O Brasil merece mais que protetores de suspeitos; precisa de Câmara que investigue, não que obstrua. Motta, saia da concha – ou revele por que tanto zelo pelo Master?
A resposta pode ser porque há investigações envolvendo seu gabinete, família e emendas parlamentares em instâncias como MPF, PF e TCU. Nenhuma denúncia formal contra ele prosperou até agora no Supremo.
Veja a Lama de capivaras do defensor de Toffoli:
Rachadinha no Gabinete (MPF/PRDF, encaminhada ao STF)
A Procuradoria da República no DF abriu investigação preliminar em novembro de 2025 sobre suposta rachadinha no gabinete de Motta. A chefe de gabinete, Ivanadja Velloso Meira Lima, detinha procurações para movimentar salários de 10 assessores, com indícios de desvio de R$ 220 mil (2005-2009). Justiça Federal deu prosseguimento a ação de improbidade contra ela em dezembro de 2025; caso Motta seja implicado, vai ao STF.
Delação de Propina em Emendas (PF/STF)
Delação premiada de José Aloysio Machado da Costa Neto (2017, homologada em 2025) acusa Motta de receber 10% de propina (R$ 78 mil) em contrato de R$ 780 mil para recapeamento de ruas em Malta (PB), via emenda parlamentar. Encaminhada ao STF após sentença na Justiça Federal da PB, mas sem homologação ou denúncia até fevereiro de 2026.
Desvios em Obras com Emendas (PF/MPF/TCU)
Emendas de Motta financiaram obras investigadas:
- Operação Outline (2024): R$ 5 milhões para Alça Sudeste e Av. Manoel Mota em Patos (PB), com desvios; MPF move ação por corrupção contra prefeitura do pai de Motta (Nabor Wanderley), firmada dia antes da posse.
- UBSs em Patos (2015): Delator alega 20% desviados para campanha de Motta em 2014; enviado ao STF sem avanço.
Família Envolvida (Justiça Federal/TCU)
- Mãe (Ilanna Motta): Presa em 2016 na Operação Veiculação por fraudes em licitações.
- Avó: Processos por irregularidades.
- Pai: Investigado por corrupção em obras municipais.



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