Ibaneis demite Indicados de deputados que votaram contra PL BRB

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não deixou barato a traição de aliados após a aprovação apertada do PL de socorro ao Banco de Brasília: em edição extraordinária do Diário Oficial do DF publicada na noite de terça-feira 3), exonerou quatro cargos de confiança indicados por deputados da base que votaram contra o projeto.

Os deputados Thiago Manzoni e Rogério Morro da Cruz romperam com a base e votaram não no PL 2.175/2026, aprovado por 14 a 10 em dois turnos. Suas indicações caíram como dominós:

  • Marcos Araújo Pinto Teixeira (matrícula 23.876), Secretário de Estado de Projetos Especiais – indicado por Thiago Manzoni.
  • Roberto Medeiros Santos, Administrador Regional de São Sebastião – ligado a Manzoni.
  • Bruno Ericky Francisco Alvim de Oliveira, Administrador do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) – indicação de Rogério Morro da Cruz.
  • Allan Freire Barbosa da Silva, Diretor Presidente do Jardim Botânico de Brasília – também de Morro da Cruz.

João Cardoso (Avante), terceiro base que votou contra, mas teve cargos poupados até agora, mas pode ser o próximo na mira.

O PL autoriza empréstimo de até R$ 6,6 bilhões ao BRB via FGC, com nove imóveis públicos como garantia (Terracap, Novacap, CEB, Caesb), sanando rombo de R$ 8 bilhões no Banco Master. Servidores lotaram a galeria vaiando opositores, e uma reunião secreta na segunda-feira com presidente Nelson Souza angariou os 14 votos favoráveis. Manzoni criticou falta de documentos: “Não sou obrigado a acreditar sem garantias”; Morro da Cruz viu “cheque em branco” à LRF.

Ibaneis foi rápido e agiu “Sem dó nem piedade”, segundo observadores do jogo político. Exonerações saíram horas após a votação nominal, sinalizando que traição tem custo imediato.

As demissões atingem áreas sensíveis como projetos especiais e administrações regionais, enfraquecendo os deputados na reeleição. Manzoni e Morro da Cruz prometem judicializar o resultado da votação.

O BRB comemora alívio, mas ainda enfrenta CPI pedida por Dayse Amarílio.

Em Brasília, política não é para amadores.


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