Moraes: o lobista nada oculto, protagonista do combo Messias-Dosimetria

Por Victório Dell Pyrro

Nos porões regados a bebidas e charutos caros de Brasília, a derrota de Jorge Messias, o Bessias de recado criminoso de Dilma Roussef e Lula na indicação ao STF e a revisão das penas do 8 de Janeiro expõem um rearranjo de poder maus que nojento, com Alexandre de Moraes – o ministro lobista do Banco Master (segundo Malú Gaspar e outros tantos profissionais)– como o verdadeiro maestro da orquestração, abençoado por Davi Alcolumbre.

Enquanto segue impune em meio ao escândalo do banco ligado por R$129 milhões à sua esposa, Moraes manipula fios invisíveis para blindar-se, influenciando decisões no Congresso Nacional com a cumplicidade descarada do presidente do Senado.

Essa articulação revela alianças podres, interesses convergentes e um STF contaminado por jogadas de poder que traem a Justiça, rasgam a Constituição e afastam a sensação de estarmos em uma democracia.

A Dupla Inseparável: Alcolumbre e o Lobista do Master

Davi Alcolumbre e Alexandre de Moraes formam uma dupla irresponsável de longa data, jantando em intimidade com Daniel Vorcaro, o golpista que causou o maior rombo no mercado financeiro da história, tecendo tramas que transcendem o verniz e o óleo de peroba institucional.

Alcolumbre jamais ousaria aliviar as penas dos condenados do 8 de Janeiro sem o sinal verde do relator Moraes – ponto de honra do “herói anti-golpe” dos petistas até semanas atrás. Agora, com sua vulnerabilidade exposta pelo crime no Banco Master, Moraes recua estrategicamente, trocando concessões por silêncio: enterro da CPI e dosimetria em troca de sua impunidade. E a oposição cai de boca no acórdão para livrar o acusado de pressionar até o Banco Central para seu amigão Vorcaro quebrar o banco BRB.

O Escândalo Master: Catalisador da Vergonha

O caso do Banco Master – com contratos para lá de suspeitos envolvendo a esposa do ministro – inverteu o tabuleiro político, com André Mendonça sorteado como relator e ameaça real ao colega inimigo. Moraes, acuado, preferia Pacheco no STF, claro. O escândalo tornou urgente barrar Messias, que poderia ficar no STF do lado de Mendonça, contra Moraes. A negociação foi cínica: revés nas penas em troca de proteção ao lobista, isolando Mendonça em minoria e transformando rivais em aliados de ocasião – de Flávio Bolsonaro a “traidores” evangélicos.

Traidões e Alianças Invertidas

O Congresso exibiu seu mundo de cabeça para baixo: governo e Alexandre viram inimigos; Mendonça e Messias, aliados improváveis. A traição desfila sem pudor – evangélicos prometeramm votos a Messias e o degolaram, rendidos ao establishment. E ninguém está nem aí.

Votos contra Lula misturaram desafetos pessoais e convicção de sua fraqueza eleitoral, facilitada pelo centrão e STF que farejam derrota eleitoral em outubro.

Impunidade Consagrada: Moraes, o Intocável

Enquanto o Brasil clama por justiça no Master, Moraes segue intocável, assim como Toffoli e Gilmar Mendes, também apontados pelo relator da CPI do Crime Organizado como alvos de necessária investigação criminal. Com Alcolumbre como escudo no Congresso tudo acontece na cara de nóstodos. Esse “combo” não é só revés tático: é recuo humilhante do guardião da democracia, que abençoa seu próprio enfraquecimento para sobreviver. Isolamento de Mendonça, enterro de CPIs e dosimetria branda provam: o lobista dita regras, impune e blindado, enquanto a política imprevisível pode virar o jogo – mas, por ora, a vergonha reina soberana e quem ousa criticar continuará sendo perseguido no STF, em nome da democracia.


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