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Fachin cancela reunião para discutir Código de Ética do STF sob impasse sobre quórum e resistência interna

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou a reunião marcada para 12 de fevereiro, que discutiria o novo Código de Ética da Corte, sem definir nova data. O adiamento, comunicado aos colegas na quarta-feira (4), ocorre em meio a resistências internas e risco de falta de quórum, adiando o debate possivelmente para após o Carnaval.

A decisão atinge também o almoço informal que seria o primeiro da gestão Fachin, exposta como bandeira de “autocorreção” do tribunal na abertura do ano judiciário.

Motivos do cancelamento

Nos bastidores, a desistência reflete especulações sobre ausências de ministros, já que a participação em reuniões temáticas não é obrigatória. Ausências seriam vistas como esvaziamento político da iniciativa, forçando o recuo estratégico de Fachin para evitar desgaste precoce.

A assessoria do presidente atribui o adiamento a “ajustes na agenda”, mas fontes internas apontam tensão após falas de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em sessão recente, defendendo “autocontenção” em vez de novo código.

Resistência interna à proposta

A elaboração do Código, sob relatoria da ministra Cármen Lúcia, enfrenta oposição de ala ligada a Gilmar Mendes, que critica o projeto como “engessamento” da atuação dos ministros. Críticos veem regras rígidas como ameaça à independência judicial, preferindo limites da Lei Orgânica da Magistratura (Loman).

Fachin, que assumiu a presidência em setembro de 2025, prometeu equilíbrio institucional, reconhecendo o papel central do STF nas decisões do Estado. A ex-ministra Eliana Calmon, do STJ, considera o momento inoportuno para o debate, citando perda de credibilidade da Corte.

Linha do tempo do impasse

DataEvento
Set/2025Fachin assume presidência e sinaliza Código de Ética.
Jan/2026Abertura do ano judiciário: discurso por “autocorreção”.
Fev/4Moraes e Toffoli criticam novo regramento em sessão.
Fev/4Cancelamento comunicado aos ministros; sem nova data.

O STF não confirma remarcação imediata, priorizando julgamentos regulares.


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