Arruda é condenado pela 6ª vez

TJDFT determinou que Arruda e outros quatro paguem, cada um, R$ 1 milhão

A 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou no dia 3 de junho o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) e mais quatro comparsas por improbidade administrativa. Ésta é a sexta condenação de Arruda em 2ª instância.

Os desembargadores acolheram recurso do Ministério Público e aumentaram para R$ 1 milhão o valor da multa que cada um terá de pagar por danos morais. Em primeira instância, a multa tinha sido fixada em R$ 257 mil. Arruda foi condenado, neste caso, à perda dos direitos políticos por 12 anos.

O processo é decorrente da Operação Caixa de Pandora, que já gerou cinco condenações em 2ª instância ao ex-governador. O valor que ele deve devolver ao erário, segundo os processos, chega a R$ 600 milhões.

Inelegível, Arruda tenta viabilizar candidatura em 2026 com base nas mais recentes alterações da Lei da Ficha Limpa, que estão em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento já teve dois votos contra a flexibilização e foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, em 28 de maio.

No julgamento no TJDFT, além de Arruda, foram condenados o ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel, o delator Durval Barbosa Rodrigues, o empresário José Celso Valadares Gontijo e a empresa Call Tecnologia e Serviços Ltda.