Polícia Civil mira Abelha, chefe do CV na Região dos Lagos

Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, vive no Complexo do Alemão, reduto da facção criminosa, e é considerado foragido pela Justiça do RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira, (1º) uma operação para desarticular a estrutura do Comando Vermelho na Região dos Lagos, com foco em integrantes apontados como responsáveis por tráfico de drogas, ataques armados e expansão territorial da facção. O principal alvo da ação é Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, considerado uma das lideranças do grupo e foragido da Justiça fluminense.

Oito pessoas haviam sido presas durante o cumprimento dos mandados na manhãde hoje. As ações ocorreram em diferentes municípios do estado, com alvos em Armação dos Búzios, Cabo Frio, Belford Roxo e Nova Iguaçu.

Segundo a investigação, Abelha teria papel central na articulação criminosa ligada ao Comando Vermelho e manteria influência sobre áreas controladas pela facção no Complexo do Alemão e na Penha, de onde seriam coordenadas atividades ilícitas na Região dos Lagos. A polícia afirma ter reunido imagens e dados extraídos de celulares e contas de investigados que mostram homens armados, comércio de drogas, invasões de territórios rivais e montagem de barricadas para restringir a circulação de moradores.

A apuração também identificou um esquema de venda de drogas por aplicativos de mensagens. De acordo com os investigadores, usuários faziam pedidos, realizavam o pagamento e recebiam os entorpecentes no local combinado.

Abelha, nome usado por Wilton Carlos Rabello Quintanilha, já vinha sendo alvo de outras investigações. Em apurações anteriores, ele foi citado como integrante de peso da cúpula do Comando Vermelho e apareceu em denúncias relacionadas à sua saída do sistema penitenciário em 2021, quando deixou o presídio mesmo com mandado de prisão em aberto.

A operação desta quarta-feira reforça a ofensiva das forças de segurança contra a atuação do Comando Vermelho na Região dos Lagos, área que nos últimos meses tem sido alvo recorrente de investigações, prisões e denúncias envolvendo tráfico de drogas, associação criminosa e disputa por controle territorial.

A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio de equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da 126ª DP (Cabo Frio).