Por Victório Dell Pyrro
A decisão de levar apostas para dentro de uma prova destinada a professores expõe mais que uma irresponsabilidade pedagógica e um descolamento brutal da realidade brasileira por parte desse governo mambembe arrecadador de impostos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em vez de enfrentar o estrago social provocado pelas bets, o Estado aparelhado pelas bilionárias empresas de jogos de azar aparece como se estivesse normalizando um mecanismo que já arrasta famílias para o endividamento, a ansiedade financeira e a degradação doméstica, inclusive provocando suicídios.
A Defensoria Pública do Distrito Federal acionou hoje, quarta-feira (15) o Ministério da Educação (MEC) após identificar uma questão que sugere o uso de apostas como ferramenta pedagógica no ensino de matemática e ainda incentiva sua adoção entre os estudantes. Isso mesmo. O MEC de Lula quer que os professores usem as Bets para ensinar os pobres alunos sobre matemática. Como se o jogo de azar fosse algo matemático. Não é!
Aliás as programações desses jogos visam o lucro milionário dos donos dos sites e aplicativos de jogos. Alguns iludem os apostadores no início e depois os levam a bancarrota e endividamento.
A representação do MP pede a retirada do material, explicações sobre sua elaboração e medidas para impedir a repetição de conteúdo criminoso semelhante.
A Defensoria do DF identificou a questão de prova para professores que “sugere o uso de apostas como ferramenta pedagógica no ensino de matemática” para alunos do ensino médio e ainda “incentiva a utilização de apostas entre estudantes”.
Veja o absurdo proposto pelo MEC do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT):

Um ataque às famílias
Trata-se de um gesto maldoso, inescrupuloso -para dizer o mínimo- que fere a dignidade de milhares de famílias já atingidas pela explosão dos jogos online.
A escola, que deveria ser espaço de proteção, formação crítica e contenção de danos, não pode servir de vitrine para uma indústria que lucra com o vício, captura renda das camadas populares mais pobres e vende ilusão sob a linguagem da inovação. A cara do governo petista.
A questão ganha contornos ainda mais graves porque o país vive uma expansão acelerada da arrecadação sobre apostas online. A Receita Federal arrecadou R$ 5,89 bilhões com apostas online nos cinco primeiros meses de 2026, e o governo projeta mais R$ 850 milhões neste ano com o aumento da alíquota de 12% para 13%.
Governo e arrecadação
O problema central é político: o governo federal, sob Lula, tem tratado as bets como uma solução fiscal conveniente, mesmo diante dos danos sociais evidentes. A lógica arrecadatória e predatória prevalece sobre a proteção de crianças, jovens e famílias vulneráveis, como se o Estado pudesse compensar a destruição social com aumento de receita. Aliás, dinheiro que vai direto para bolsos de corruptos, criminosos comuns ou de alto poder como ministros governistas do STF envolvidos em escândalos até o pescoço com golpistas bilionários.
Há ainda projeções mais agressivas de ganho para os cofres públicos. Um estudo repercutido neste ano apontou que a carga sobre as bets pode subir para 42% até 2033, enquanto outra estimativa fala em arrecadação de R$ 4,4 bilhões com nova tributação de bets e fintechs em 2026, além de projeção de até R$ 18 bilhões entre 2026 e 2028 com aumento da taxação do setor.
O que está em jogo
A escola não pode ser convertida em instrumento de legitimação de um mercado podte, sujo que já está presente nas casas, nos celulares e no orçamento das famílias, muitas vezes como promessa falsa de renda rápida. Que usa figuras influenciadores na Internet como iscas que fingem ganhar dinheiro nos jogos. Esses mesmos que frequentam o Palácio do Planalto, beijam, se fotografam com Lula e o chamam de “Paínho”.

Quando um órgão público sugere apostas como ferramenta de ensino, o recado institucional é perverso: relativiza o risco, banaliza a dependência e enfraquece a prevenção.
A reação da Defensoria é correta e tardia ao mesmo tempo, porque o país já deveria ter estabelecido uma barreira ética clara contra qualquer naturalização das bets em qualquer ambiente. O mínimo agora é invalidar a questão, apurar responsabilidades e interromper a convivência indevida entre educação pública e marketing indireto do jogo.
Lula é mais que um desastre para a educação. É uma tragédia.




