Barreto, pai de Bruno Barreto, foi um dos grandes nomes do Cinema Novo, movimento marcado pelo realismo e pela crítica social durante a ditadura militar
O cineasta Luiz Carlos Barreto, morreu nesta quarta-feira (22) aos 98 anos. Considerado um dos grandes nomes da história do cinema brasileiro, Barreto construiu uma trajetória de mais de 60 anos dedicada ao audiovisual. Entre as obras que dirigiu ou produziu estão os campeões de bilheteria “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro” .
Barreto estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele tratava uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia.

Segundo Paula Barreto, filha do cineasta, a saúde do pai vinha se deteriorando desde 2024, quando ele sofreu uma queda durante uma viagem ao Ceará.
O velório será realizado nesta quinta-feira (23), às 11h, no Palácio da Cidade, em Botafogo. Após a cerimônia, o corpo será cremado no Memorial do Caju.
Produções com participação de Barreto revolucionaram a linguagem audiovisual do país. Entre elas, “Vidas Secas”, clássico dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, obra que deu início ao Cinema Novo.
Ao longo da carreira, esteve à frente de títulos históricos como “Garrincha, Alegria do Povo”, de Joaquim Pedro de Andrade; “Bye Bye Brasil”, de Cacá Diegues; e “Memórias do Cárcere”, adaptação da obra de Graciliano Ramos.
Seu maior sucesso de público como produtor foi “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, estrelado por Sônia Braga, produzido por Lucy Barreto e dirigido por Bruno Barreto. O filme bateu recordes de bilheteria e permaneceu por mais de 3 décadas como a produção brasileira mais vista nos cinemas.
Outro fenômeno foi “Menino do Rio”, que levou multidões às salas de exibição e ajudou a consolidar um novo modelo de filme voltado para o público jovem.




