Gilmar e Gonet mentiram em ataque a Mendonça, revela investigação da PF que joga mais lama no STF e PGR atolados com Vorcaro

Por Victório Dell Pyrro

É muita desfaçatez, descaramento e falta de caráter gente com cargos e funções nas altas cortes nacionais mentir descaramento em defesa de criminosos e de suas relações com esses criminosos que corroem a economia nacional e esvaziam o bolso da gente.

A divulgação de imagens periciadas pela Polícia Federal desferiu um duro golpe na falsa narrativa pública sustentada pela cúpula do Ministério Público Federal e por ministros do Supremo Tribunal Federal, principalmente Gilmar Mendes. O contraste entre os discursos proferidos no plenário e a realidade dos fatos escancarou uma grave crise de credibilidade institucional.

O contraste entre discurso e imagem

No plenário do STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, declarou de forma categórica que não mantinha proximidade nem relacionamento pessoal com Daniel Vorcaro, limitando seus contatos a encontros estritamente formais e fortuitos com várias autoridades.

Entretanto, as mensagens extraídas do aparelho celular do banqueiro revelaram um registro bem diferente: Gonet aparece em uma confraternização descontraída em Londres, com charuto em punho e copos de uísque à mesa, sentado ao lado de Vorcaro e de advogados ligados ao Banco Master. O material, apreendido em investigações da PF, colocou sob forte escrutínio a veracidade das alegações feitas em sessão plenária.

A virulência no plenário e o ataque a Mendonça

A contradição ganha contornos ainda mais graves diante da agressividade com que a corte reagiu a qualquer questionamento sobre o caso. O ministro Gilmar Mendes partiu para a defesa enfática do PGR, acusando de “desfaçatez”, “leviandade” e métodos “policialescos” quem buscava apurar ou dar transparência às ligações entre o investigado e autoridades de Brasília.

O embate direcionou ataques virulentos contra o ministro André Mendonça, responsável por levantar o sigilo de investigações que envolviam o nome de integrantes da PGR. O bate-boca expôs a tentativa de blindagem corporativa e constrangimento a decisões judiciais que visavam unicamente a publicidade dos autos.

PersonagemPostura Pública no STFFato Revelado pela Investigação
Paulo GonetAfirmou inexistência de vínculo de proximidade e contatos breves/formaisFoto em confraternização privada em Londres degustando uísque e charuto ao lado de Vorcaro
Gilmar MendesClassificou suspeitas como difamação e atacou André Mendonça por dar publicidadeTentativa explícita de abafar evidências concretas obtidas pela Polícia Federal
André MendonçaDeterminou a publicidade e o levantamento de sigilo sobre as apuraçõesDecisão validada pelo interesse público diante da gravidade dos elementos apurados

O impacto na credibilidade da Justiça

A revelação da fotografia desmonta a tentativa de desqualificar a apuração jornalística e o trabalho da Polícia Federal rotulando-os como perseguição infundada. A desfaçatez da cena atinge diretamente o dever de transparência, imparcialidade e probidade que se exige da chefia da PGR e da mais alta corte do país.

Quando autoridades usam a tribuna do Supremo para negar vínculos que depois se comprovam em registros de celebrações e regalias, quem perde é a própria higidez do Estado de Direito. O episódio reforça a urgência de apurações rigorosas e independentes, imunes a pressões institucionais e alianças de bastidor.

Essa gentalha não pode permanecer impune. São uma quadrilha de bandidos tomando conta das instituições. São ladrões, são corruptos. São mentirosos. São descarados.