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	<title>Arquivo de liberdade de expressão - BSB REVISTA</title>
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	<title>Arquivo de liberdade de expressão - BSB REVISTA</title>
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		<title>Bolsonaro recebe comitiva da OEA e denuncia Moraes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 09:51:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre de Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsonaro]]></category>
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		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ex-presidente se reuniu com Pedro Vaca da OEA para dar seu relato sobre decisões do STF O ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniu com integrantes da Organização dos [...]</p>
<p>O post <a href="https://bsbrevista.com.br/2025/02/14/bolsonaro-recebe-comitiva-da-oea-e-denuncia-moraes/">Bolsonaro recebe comitiva da OEA e denuncia Moraes</a> apareceu primeiro em <a href="https://bsbrevista.com.br">BSB REVISTA</a>.</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Ex-presidente se reuniu com Pedro Vaca da OEA para dar seu relato sobre decisões do STF</h2>



<p>O ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniu com integrantes da Organização dos Estados Americanos, nessa quinta-feira (13), para dar seu relato sobre as ações do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente na validação de decisões de Alexandre de Moraes. </p>



<p>A comitiva da OEA procurou o ex-presidente, em Brasília, depois de ouvir tanto o ministro do STF e o presidente da Corte, Luis Roberto Barroso, quanto os críticos do Supremo  e dos magistrados.</p>



<p>“Conversamos por cerca de 50 minutos. Ele [Pedro Vaca Villarreal] se mostrou interessado no que eu falava e disse que vai fazer um relatório sincero sobre o que está acontecendo aqui no Brasil”, afirmou o ex-presidente. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="700" height="467" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/02/17395247225264518637555095082072.jpg" alt="" class="wp-image-26793" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/02/17395247225264518637555095082072.jpg 700w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/02/17395247225264518637555095082072-600x400.jpg 600w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pedro Vaca e Jair Bolsonaro se reuniram em Brasília </figcaption></figure>



<p>Pedro Vaca Villarreal é relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O colegiado faz parte da OEA, da qual o Brasil é membro junto com outros 33 países. A CIDH investiga denúncias de censura e arbitrariedades do judiciário brasileiro.</p>



<p>Bolsonaro reforçou sua tese de que Alexandre de Moraes ajustaria depoimentos, faria pesca probatória e prenderia suspeitos sem que haja denúncia formalizada. O ex-presidente argumentou que haveria “perseguição política” a opositores do governo, concretizada por meio de inquéritos no STF.</p>



<p>A visita da OEA ao Brasil renderá um relatório contundente sobre a atuação do STF. Um indicativo disso é de ordem econômica. O principal financiador da OEA é o governo dos Estados Unidos, comandado agora por Donald Trump, que tem Elon Musk ao seu lado.</p>



<p>Musk é inimigo declarado de Alexandre de Moraes, a quem chama de ditador. O empresário dono do X, antigo Twitter, e o estrategista de Trump,  Jason Miller, são alvos de decisões judiciais do magistrado brasileiro.</p>



<p>Trump já cortou trilhões de dólares que os EUA destinavam a ONGs e à USaid, agência que patrocina iniciativas no exterior. A cúpula da OEA sabe disso. E, até mesmo por instinto de sobrevivência, fará um relatório que não dê margem a interpretações de que atuou com negligência no caso.</p>



<p>Para este ano, a previsão é que os Estados Unidos contribuam com 52 milhões de dólares à Organização dos Estados Americanos. O valor corresponde à metade do arrecadado pela OEA junto a todos os outros países que integram o colegiado internacional.</p>



<p>Um outro termômetro do que está por vir pôde ser notado em entrevista concedida por Pedro Vaca Villarreal a Sam Pancher. Nela, o enviado da OEA disse ter ficado “impressionado” com o tom das acusações feitas por deputados, senadores e manifestantes críticos de Alexandre de Moraes.</p>



<p>“O tom dos relatórios é realmente impressionante. Temos que analisar isso com calma. Eles [STF] divulgaram um comunicado de imprensa sobre o encontro. Essa é a voz deles. Teremos a nossa mais tarde”, disse o representante da OEA.</p>



<p>Histórias de manifestantes presos no 8 de Janeiro chamaram a atenção de Pedro Vaca. Entre elas a de Cleriston Pereira da Cunha, “patriota” que morreu no presídio da Papuda após passar mal. Meses antes do óbito, o gabinete de Moraes ignorou pedidos médicos e um parecer da Procuradoria-Geral da República que solicitavam a soltura de Cleriston Cunha. Quem narrou o episódio para representantes da OEA foi Luiza Cunha, filha do falecido.</p>



<p>Antes de ouvir Bolsonaro, Vaca <a href="https://bsbrevista.com.br/2025/02/11/oposicao-denuncia-crimes-contra-liberdade-pelo-stf-a-oea/">ouviu os relatos de parlamentares no Congresso Nacional </a>depois de <a href="https://bsbrevista.com.br/2025/02/11/moraes-e-barroso-dizem-para-oea-que-nao-ha-censura-e-que-28-dos-1-900-investigados-do-8-1-ainda-estao-bloqueados/">ouvir primeiro o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e do ministro Alexandre de Moraes</a>.</p>
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		<title>Moraes e Barroso dizem para OEA que não há censura e que 28 dos 1.900 investigados do 8/1 ainda estão bloqueados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Calango]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2025 12:31:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Barroso]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[OEA]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Vaca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ministro e presidente do STF deram detalhes do processo em analise da situação da liberdade de expressão no país O relator especial para a liberdade [...]</p>
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<h6 class="wp-block-heading">Ministro e presidente do STF deram detalhes do processo em analise da situação da liberdade de expressão no país </h6>



<p>O relator especial para a liberdade de expressão da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) da OEA (Organização dos Estados Americanos), Pedro Vaca está no Brasil para “analisar a situação da liberdade de expressão no país”.</p>



<p>O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Roberto Barroso, e o ministro Alexandre de Moraes receberam nesta 2ª feira (10) Pedro Vaca, que ficará até 14 de fevereiro no Brasil. </p>



<p>Os processos decorrentes do 8 de Janeiro e o bloqueio de contas no X no Brasil foram pauta do encontro.</p>



<p>Moraes explicou a Vaca Villarreal os detalhes das investigações e o contexto que levou à suspensão da plataforma X, de Elon Musk, no Brasil. A decisão ocorreu após a empresa fechar sua representação legal no país, o que resultou no descumprimento da legislação brasileira, além de outras ordens do STF não cumpridas pela plataforma, que segundo Musk era obrigada a suspender perfis pelo STF.</p>



<p>Durante a reunião, o ministro do STF também disse que, nos últimos cinco anos, cerca de 120 perfis foram bloqueados no Brasil. Todos os casos, segundo Moraes, passaram pelo acompanhamento da defesa e da Procuradoria-Geral da República (PGR).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="467" src="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/02/17392768939227084051954548198925.jpg" alt="" class="wp-image-26669" srcset="https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/02/17392768939227084051954548198925.jpg 700w, https://bsbrevista.com.br/wp-content/uploads/2025/02/17392768939227084051954548198925-600x400.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pedro Vaca da OEA ouviu explicações de Barroso e Moraes do STF </figcaption></figure>



<p>Moraes disse que cerca de 70 recursos foram analisados em colegiado, o que, de acordo com ele, demonstra que não há uma política generalizada de bloqueio de perfis ou uma afronta à liberdade de expressão no país. </p>



<p>Segundo o STF, a reunião com o advogado da OEA teve o objetivo de esclarecer a situação e mostrar que as ações estão dentro dos parâmetros legais, sem afetar a liberdade de expressão de forma indiscriminada.</p>



<p>A visita de Pedro Vaca ao Brasil também gerou expectativa entre parlamentares e lideranças de oposiçãoao governode Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que veem a oportunidade de convencer a OEA de que não há mais democracia nem liberdade de expressão no país.</p>



<p> Os oposicionistas esperam que o advogado da OEA produza um relatório que critique as ações de Alexandre de Moraes, o apontado como um dos principais responsáveis por decisões que afetaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os presos e processados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.</p>



<p>O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, falou r sobre os ataques à democracia brasileira, incluindo a tentativa de golpe de Estado em janeiro. Ele não se referiu ao <a href="https://bsbrevista.com.br/2023/07/13/nos-derrotamos-o-bolsonarismo-diz-ministro-do-stf/">crime que cometeu ao participar de evento político-partidário e criticar adversário político</a>. Em 2023, Barroso celebrou em evento da esquerda, a derrota do bolsonarismo.</p>



<p><em>“Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, <strong>nós derrotamos o bolsonarismo</strong> para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”</em>, disse ele na época.</p>



<p>Segundo o artigo 39 da Lei 1079, que trata de crimes de responsabilidade dos ministros do Supremo, no inciso 3, é crime quando o ministro exerce atividade político-partidária.</p>



<p>Para a OEA, ontem, Barroso ressaltou a necessidade de atuação firme do STF diante da politização das Forças Armadas e de atos como os acampamentos bolsonaristas, que pediam um golpe intervenção militar e prisãode ministros do STF.</p>



<p>Pedro Vaca Villarreal ainda tem outros encontros agendados com jornalistas, organizações de Direitos Humanos e lideranças da sociedade civil.</p>



<p></p>



<p>.</p>
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		<title>TSE reprimiu liberdade de expressão sob comando de Moraes, afirma investigação de jornalista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2024 13:27:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[acusado de]]></category>
		<category><![CDATA[Denjnvia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalista]]></category>
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		<category><![CDATA[Michael]]></category>
		<category><![CDATA[Norte-americano]]></category>
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		<category><![CDATA[tse]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>TSE reprimiu liberdade de expressão sob comando de Moraes, afirma investigação de jornalista</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h6 class="wp-block-heading">Jornalista americano Michael Shellenberger fez várias publicações na rede social X e foi recompartilhada por páginas de brasileiros</h6>



<p>O jornalista norte-americano Michael Shellenberger fez uma extensa sequência de postagens na rede social X, que chamaram a atenção do mundo para o processo eleitoral no Brasil.</p>



<p>No antigo Twitter, Michael Shellenberger acusa o ministro fo Supremo Tribunal Federal  (STF), Alexandre de Moraes de cometer diversos crimes.</p>



<p>O jornalista aponta coações, além de promoção grave de censura em período eleitoral e pré-eleitoral que teriam mudado o resultado das eleições. </p>



<p>Segundo o jornalista, o TSE obrigou a rede social X a revelar ilegalmente, informações sigilosas e pessoais de usuários.</p>



<p>Michael Shellenberger cita um funcionário da plataforma que teria encaminhado relatórios informando ilegalidades. Em um deles, o funcionário do Twitter diz que: &#8220;<em><em>parece que o tribunal quer identificar contas de usuarios que</em> que teriam adicionado especificamente certos tipos de hashtags de tendência e também reduzir de alguma forma o engajamento de conteúdo específico na plataforma (ou seja, evitar que contas específicas fossem sugeridas a outras pessoas”.</em></p>



<p>Segundo o jornalista, Batista observou que<em> “o próprio presidente Bolsonaro e vários de seus apoiadores estão sendo investigados neste procedimento (15 contas do Twitter foram fornecidas até agora)”.</em></p>



<p>O jornalista destaca algumas supostas ações antidemocŕáticas de Alexandre de Moraes, como prender pessoas, sem julgamento, por postagens feitas nas redes sociais.</p>



<p>Leia a postagem do jornalista:</p>



<p>&#8220;<em><strong>Brasil está envolvido em uma ampla repressão à liberdade de expressão liderada por um juiz da Suprema Corte chamado Alexandre de Moraes.</strong></em></p>



<p><em>Moraes colocou pessoas na prisão sem julgamento por coisas que postaram nas redes sociais. Ele exigiu a remoção de usuários das plataformas de mídia social. E exigiu a censura de postagens específicas, sem dar aos usuários qualquer direito de &nbsp;relvrecurso ou mesmo o direito de ver as provas apresentadas contra eles.</em></p>



<p><em>Agora, os Arquivos do Twitter, divulgados aqui pela primeira vez, revelam que Moraes e o Tribunal Superior Eleitoral que ele controla estavam envolvidos em uma clara tentativa de minar a democracia no Brasil. Eles:</em></p>



<p><strong><em>exigiu ilegalmente que o Twitter revelasse detalhes pessoais sobre usuários do Twitter que usaram hashtags de que ele não gostou;</em></strong></p>



<p><strong><em>— exigiu acesso aos dados internos do Twitter, em violação da política do Twitter;</em></strong></p>



<p><strong><em>— procurou censurar, unilateralmente, postagens no Twitter de membros efetivos do Congresso brasileiro;</em></strong></p>



<p><strong><em>— procurou transformar as políticas de moderação de conteúdo do Twitter em uma arma contra os apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro.</em></strong></p>



<p><em>Os arquivos do Twitter mostram as origens da demanda do judiciário brasileiro por poderes de censura abrangente; o uso da censura pelo tribunal para interferência eleitoral antidemocrática; e o nascimento do <strong>Complexo Industrial da Censura no Brasil</strong>.</em></p>



<p><em>Apresentamos essas conclusões a Moraes, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nenhum respondeu.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>“Estamos resistindo aos pedidos”</strong></em></h3>



<p><em>Em 14 de fevereiro de 2020, o consultor jurídico do Twitter no Brasil, Rafael Batista, enviou um e-mail a seus colegas para descrever uma audiência no Congresso sobre “Desinformação e Fake News”.</em></p>



<p><em>Batista revelou que membros do Congresso brasileiro solicitaram ao Twitter o “conteúdo das mensagens trocadas por alguns usuários via DMs”, bem como registros de login — entre outras informações.</em></p>



<p><em>Batista disse: “<strong>Estamos… resistindo às solicitações</strong>”, que eram ilegais, “<strong>porque não atendem aos requisitos legais do Marco Civil [da lei brasileira da Internet] para divulgação de registros de usuários</strong>”.</em></p>



<p><em>Batista observou que alguns usuários conservadores do Twitter recorreram ao Supremo Tribunal&nbsp;<strong>“depois de saberem pela mídia que o Congresso estava tentando obter seus IPs e conteúdo de DM.</strong>&nbsp;Diante disso, o Supremo Tribunal Federal concedeu liminar suspendendo a exigência devido ao descumprimento dos requisitos legais.”</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>“Google, Facebook, Uber, WhatsApp e Instagram fornecem dados cadastrais e números de telefone sem ordem judicial”</em></strong></h3>



<p><em>Em 27 de janeiro de 2021, Batista enviou um e-mail a seus colegas sobre uma investigação policial contra ele por se recusar a fornecer dados pessoais de usuários do Twitter ao Ministério Público do Estado de São Paulo.</em></p>



<p><em>O Ministério Público alegou que a “atitude do Twitter é isolada, porque todas as outras grandes empresas de tecnologia como Google, Facebook, Uber, WhatsApp e Instagram fornecem dados cadastrais e números de telefone sem ordem judicial”.</em></p>



<p><em>Mas o Twitter “não tem [sic] obrigação afirmativa de coletar dados cadastrais”, explicou Batista ao promotor e “não há número de telefone associado à conta sob investigação”.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>“Esta é a primeira vez que uma investigação criminal foi aberta contra um funcionário”</em></strong></h3>



<p><em>Em 18 de fevereiro de 2021, Batista enviou novamente um e-mail a seus colegas para relatar seu depoimento. Ele disse ter dito ao promotor que “o Twitter opera no Brasil desde 2012 e esta é a primeira vez que uma investigação criminal real foi aberta contra um funcionário por suposto descumprimento de uma solicitação ou de uma ordem judicial”. Batista disse ter ressaltado que “Não há obrigação afirmativa no país de coleta e consequentemente fornecimento de ‘dados cadastrais’”. Além disso, a lei brasileira de privacidade na Internet, “Marco Civil… abrange apenas: “I – endereço físico; e II – qualificações pessoais: entendidas como nome completo, estado civil e profissão” — nenhuma delas coletada pelo Twitter.”</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>“Infelizmente estamos vivendo tempos estranhos no Brasil”</em></strong></h3>



<p><em>Um mês depois, em 18 de março, Batista enviou novamente um e-mail aos colegas, desta vez com “Ótimas notícias!” Um juiz rejeitou o pedido do Ministério Público de “informações privadas do utilizador na ausência de ordem judicial” e também “repreende o Ministério Público por forçar o cumprimento através de uma obrigação inexistente, sem clareza sobre o objetivo da investigação criminal e, o mais importante, reforçando que atos que procuram para identificar informações privadas e protegidas constitucionalmente requerem revisão judicial prévia.”</em></p>



<p><em>Ela acrescentou: “Infelizmente estamos vivendo tempos estranhos no Brasil. Estamos a assistir a uma tendência preocupante em termos de pedidos agressivos de aplicação da lei e de ordens judiciais que restringem os direitos fundamentais.”</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>“Uma atualização infeliz e surpreendente”</em></strong></h3>



<p><em>Então, no dia 30 de março, Batista enviou novamente um e-mail aos colegas com “Uma atualização infeliz e surpreendente”: o Ministério Público do Estado de São Paulo voltou ao ataque, “iniciando um processo criminal” e alegando “conflito de interesses/falta de imparcialidade do juiz.”</em></p>



<p><em>Uma semana depois, em 5 de abril de 2021, Batista enviou um e-mail a seus colegas para dizer: “Estou feliz em compartilhar que tivemos ótimas e aliviadoras notícias…. O tribunal criminal rejeitou preliminarmente as acusações contra mim principalmente porque não foi possível identificar qualquer elemento de crime na minha conduta.”</em></p>



<p><em>A decisão se deu porque o Twitter não coleta “dados cadastrais” de seus usuários e o Marco Civil “afirma claramente que o acesso a informações protegidas como e-mail – dados pessoais – só poderia ser feito mediante análise judicial específica”.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>Google cede às pressões</strong></em></h3>



<p><em>Em 31 de maio de 2021, Batista escreveu a seus colegas para lamentar que “o Google entregou ao Senado brasileiro pelo menos 200 gigs de vídeos que foram excluídos do YouTube por pessoas ligadas ao governo federal” conectados a uma investigação do Senado brasileiro sobre o governo federal e relacionados à COVID-19.</em></p>



<p><em>Batista chamou as ações do Google de “um precedente muito preocupante… que contradiz e enfraquece nossa postura em relação à privacidade, uma vez que sempre resistimos a solicitações de comissões do Congresso, mesmo quando envolvem apenas informações básicas de assinatura e IPs…”.</em></p>



<p><em>No mesmo e-mail, Batista observou que uma parlamentar chamada Gleisi Hoffmann, que preside o Partido dos Trabalhadores de Lula da Silva e que processou o Twitter por “ataques à sua honra”, buscando “dados privados e remoção de alguns Tweets”, havia finalmente desistido do processo.</em></p>



<p><em>Batista observou ainda que um tribunal de São Paulo exigiu que o Twitter “desmascarasse diversas contas do Twitter… relacionadas a críticas/supostas ofensas contra Fernando Capez, professor e político brasileiro, ex-deputado e atualmente secretário especial do Conselho do Consumidor de São Paulo. Agência de Proteção Civil” que foi “réu em processo criminal – recentemente Justiça Federal apreendeu milhões de reais de sua conta bancária e os Tweets estão relacionados a esses fatos. Portanto, iremos reagir contra esta ordem judicial…”</em></p>



<p><em>Em 11 de junho de 2021, Batista enviou um e-mail a seus colegas para dizer que o governo havia aberto uma investigação criminal contra o Twitter e que “as autoridades brasileiras estão buscando o nome e endereço do responsável pela condução do caso internamente no Twitter…”.</em></p>



<p><em>Batista tranquilizou os colegas: “Não entregaremos nenhum nome nesta fase…”</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>Um certo blogueiro de extrema-direita</em></strong></h3>



<p><em>Batista enviou um e-mail a seus colegas em 14 de junho de 2021, para dizer que “o Twitter recebeu no ano passado um ‘aviso de reclamação’, que agora foi transformado em uma investigação civil contra nós”.</em></p>



<p><em>Batista explicou que “a denúncia foi apresentada por Djamila Ribeiro, filósofa e jornalista brasileira após ofensas racistas/crimes de ódio dirigidas a ela (embora nenhum conteúdo específico tenha sido fornecido). Entre vários pedidos, ela busca: i) monitorar medidas de todos os trending topics para evitar conteúdos ofensivos especialmente contra mulheres negras; ii) divulgação de informações de usuários sem ordem judicial em crimes de motivação racial; iii) disparadores de mensagens regularmente informando as pessoas sobre os parâmetros éticos e legais de responsabilidade pelo que é publicado nas redes sociais; iv) mensagens/textos padronizados sobre tais parâmetros éticos e legais para novos usuários; v) pagamento de danos morais coletivos.”</em></p>



<p><em>Outro caso dizia respeito a “um blogueiro de “extrema-direita semelhante a Alex Jones” chamado Allan dos Santos. O Twitter queria suspender o usuário, explicou Batista, mas “o histórico de litígios do usuário para manter suas contas ativas… tememos que a confusão inerente às revisões internas [no Twitter] possa tornar difícil explicar a base de uma ação de suspensão. Portanto, concordamos em deixar o sistema de suspensão funcionar e agir quando for claro e inequívoco sobre a próxima violação de nossas regras, o que é apenas uma questão de tempo, considerando sua lista de violações e tweets recentes sobre questões do COVID /desinformação…”</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>Informações sobre o filho do presidente</em></strong></h3>



<p><em>Em 2 de julho de 2021, Batista informou sobre pedido de informações “relacionado a @CarlosBolsonaro (filho do presidente) – Recebemos ofício da Polícia Federal amparado por ordem judicial solicitando dados cadastrais de @CarlosBolsonaro. Portanto, estamos trabalhando em uma resposta onde responderemos da seguinte forma: (i) o Twitter não coleta dados cadastrais – que na definição BR se refere a dados pessoais como qualificação profissional, endereço e nome completo; (ii) não é possível fornecer dados relativos a um tweet específico – não há IP disponível; (iii) mesmo que fosse possível, o prazo legal de retenção de logs no BR é de 6 meses e já foi ultrapassado – os Tweets são de 2018; e (iv) o perfil  @CarlosBolsonaro é uma conta verificada.”</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>“Há um forte componente político nessa investigação”</strong></em></h3>



<p><em>Em 18 de agosto de 2021, Batista enviou um e-mail a seus colegas para dizer que o Tribunal Superior Eleitoral exigiu que as contas de “fortes apoiadores do presidente Bolsonaro” que “têm se envolvido constantemente em ataques coordenados contra membros do Supremo Tribunal Federal” e “Superior Eleitorais Tribunal… A ordem judicial está focada na desmonetização dessas contas – de diferentes plataformas…”</em></p>



<p><em>Estas exigências pareciam ter motivação política para atingir o sentimento pró-Bolsonaro.</em></p>



<p><em>“Mesmo que esta obrigação inicialmente não nos atinja, o tribunal também determinou que Twitter, YouTube, Twitch TV, Instagram e Facebook se abstenham de sugerir algoritmicamente perfis e vídeos de conteúdo político que desacreditem o sistema eleitoral (legitimidade das eleições) em associação com esses usuários/contas e também ii) identificar a origem de conteúdo específico (não recebemos nenhum URL de tweet específico).”</em></p>



<p><em>O chefe jurídico do Twitter, Diego de Lima Gualda, colega de Batista, respondeu dizendo: “Há um forte componente político nesta investigação e o tribunal está tentando pressionar para o cumprimento”.</em></p>



<p><em><strong>A escalada antidemocrática do TSE</strong></em></p>



<p><em>Dois dias depois, em 20 de agosto de 2021, Batista divulgou algumas notícias alarmantes sobre novas demandas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Batista relatou que “parece que o tribunal quer identificar contas de usuarios que teriam adicionado especificamente certos tipos de hashtags de tendência e também reduzir de alguma forma o engajamento de conteúdo específico na plataforma (ou seja, evitar que contas específicas fossem sugeridas a outras pessoas”.</em></p>



<p><em>Batista observou que “o próprio presidente Bolsonaro e vários de seus apoiadores estão sendo investigados neste procedimento (15 contas do Twitter foram fornecidas até agora)”.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>TSE exige censura global</em></strong></h3>



<p><em>O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil, controlado por Moraes, também exigiu que o Twitter revelasse as identidades dos usuários. Em 25 de outubro de 2021, o consultor jurídico sênior do Twitter, Rafael Batista, enviou um e-mail a seus colegas informando que o TSE estava “obrigando-nos a rastrear e desmascarar usuários que utilizassem hashtags específicas”.</em></p>



<p><em>O pedido do TSE era ilegal, observou Batista, e por isso o Twitter resistiria à ordem judicial. Batista disse que o Twitter “iria reagir” porque “não havia indícios de ilegalidade no uso de hashtags” e porque o TSE exigia “divulgação em massa e indiscriminada de dados privados de usuários, o que caracteriza violação de privacidade e demais garantias constitucionais”. direitos.”</em></p>



<p><em>Uma corte superior ordena que o Twitter “remova globalmente”, e não apenas no Brasil, “URLs específicos relacionados ao reclamante”.</em></p>



<p><em>O tribunal alegou que os brasileiros poderiam encontrar outras formas de ver o conteúdo, como por meio de uma VPN, que mascara a localização do usuário.</em></p>



<p><em>O tribunal também buscou conhecer a identidade de usuários que não estavam no Brasil.</em></p>



<p><em>Em outro caso, o Twitter estava “resistindo a uma liminar que concedia o fornecimento de dados (logs IP) para desmascarar 62 contas que retuitaram um conteúdo original ilegal…” Das 62 contas, “8 contas nem sequer estão localizadas no Brasil…”</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>Precognição de crimes</em></strong></h3>



<p><em>Em março de 2022, o Diretor Jurídico do Twitter para a América Latina disse que se encontrou com “o juiz”, referindo-se a Moraes. Ele disse que ficou surpreso ao encontrar ali a Polícia Federal e funcionários técnicos do tribunal trabalhando na investigação da hashtag.</em></p>



<p><em>O TSE pressionou por dados privados de usuários sob a justificativa de “circunstâncias excepcionais” e queria usar o Twitter como uma máquina de precognição de crimes para “antecipar possíveis atividades ilegais”.</em></p>



<p><em>Dois meses depois, Gualda disse que a Polícia Federal “está sob muita pressão do Tribunal Superior Eleitoral para fornecer resultados tangíveis para esta investigação (lembrando que neste procedimento a Polícia Federal está apoiando uma investigação que é conduzida pelo Tribunal Superior Eleitoral em si).”</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>A máquina de censura eleitoral</em></strong></h3>



<p><em>Antes das eleições presidenciais de 2022 no Brasil, o TSE fez exigências de censura para impedir que os cidadãos comentassem as políticas e procedimentos eleitorais.</em></p>



<p><em>Em 30 de março de 2022, um dia após a posse de Moraes como presidente do TSE, o TSE obrigou o Twitter que, no prazo de uma semana e sob ameaça de multa diária de R$ 50 mil (US$ 10 mil), fornecesse dados mensais sobre estatísticas e tendências para as hashtags #VotoImpressoNAO e #VotoDemocraticoAuditavel.</em></p>



<p><em>Além disso, o TSE exigiu informações de assinatura e endereços IP dos usuários que usaram a hashtag #VotoDemocraticoAuditavel em 2021. Os brasileiros queriam debater votos impressos para aprimorar suas urnas eletrônicas exclusivas, mas o TSE não gostou da causa popular e pressionou o Twitter a fornecer dados pessoais dos usuários.</em></p>



<p><em>Em e-mail enviado em novembro de 2022, um advogado do Twitter detalhou ações tomadas por Moraes e pelo TSE durante a disputa presidencial. O juiz não quis explicar por que ordenou que o Twitter removesse o pastor evangélico André Valadão (@andrevaladao) e sua conta sob multa pesada.</em></p>



<p><em>O Twitter “interpôs recurso contra a ordem”, ressaltando que não sabia por que estava sendo ordenado a fazê-lo, mas cumpriu. O TSE ameaçou o Twitter a cumprir “em 1 hora” sob uma multa horária de R$ 100 mil [US$ 20 mil] para censurar uma conta inativa por desinformação cometida em outro lugar.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>“O pedido é claramente abusivo”</strong></em></h3>



<p><em>O TSE também teve como alvo a deputada eleita Carla Zambelli (@Zambelli2210) e Marcel van Hattem(@marcelvanhattem) por suposta desinformação, ameaçando multa de R$ 150 mil (US$ 30 mil) se o Twitter não cumprisse dentro de 1 hora. O Twitter recuou. Entre outras objeções, argumentou que “não há razão para que este processo esteja sob sigilo judicial”.</em></p>



<p><em>Em 17 de agosto de 2022, um membro da equipe jurídica do Twitter enviou um e-mail aos grupos dizendo que o Twitter “recebeu uma nova ordem judicial” relativa a “uma investigação com o objetivo de identificar indivíduos/grupos por trás de uma potencial coordenação de esforços para atacar as instituições e o sistema eleitoral em diferentes plataformas. O próprio presidente Bolsonaro é investigado nesse processo…”</em></p>



<p><em>Ela acrescentou: “Recebemos vários pedidos incomuns provenientes desta investigação, o mais recente e relevante nos obrigando a fornecer uma quantidade indeterminada de dados de usuários com base em menções de hashtag. As hashtags dizem respeito a uma mobilização em torno das eleições – traduzidas aproximadamente como #VotoImpresso; #VotoDemocraticoAuditavel e #BarrosoNaPrisao – Barroso é o ex-presidente do TSE….De acordo com o relatório que temos atualmente, foram 182 tweets no período de interesse… Precisamos do conteúdo, identificadores de usuários e respectivos dados do BSI o mais rápido possível…”</em></p>



<p><em>“O pedido do TSE é claramente abusivo”, disse o advogado e jurista brasileiro Hugo Freitas &nbsp;(@hugofreitas_r), quando questionado sobre a situação. “Postar hashtags para promover mudanças legislativas é totalmente apropriado para uma democracia e não é crime previsto pela legislação brasileira.”</em></p>



<p><em>Apesar de a publicação de hashtags não violar nenhum estatuto legal específico, o Twitter cumpriu as exigências do tribunal para evitar multas substanciais.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>O Complexo Industrial da Censura</strong></em></h3>



<p><em>O Supremo Tribunal do Brasil e o Twitter removeram o discurso político e penalizaram os usuários por debaterem políticas. Desta forma, o tribunal parece ter interferido numa importante eleição presidencial.</em></p>



<p><em>Hoje, o Complexo Industrial de Censura do Brasil exige que o Congresso aprove uma legislação de censura de “Fake News”. O projeto de lei manteria as empresas de mídia social como reféns se elas não cumprissem requisitos vagos de censura. O projeto de lei não define o que são “notícias falsas” ou “desinformação”.</em></p>



<p><em>O que o projeto de lei das Fake News faria é exigir que as plataformas de redes sociais paguem aos meios de comunicação pelo direito de distribuir o seu conteúdo. Esta é exatamente a mesma abordagem promovida pelos governos da Austrália e do Canadá.</em></p>



<p><em>Moraes, o TSE e o Supremo Tribunal Federal fizeram lobby abertamente pela legislação.</em></p>



<p><em>O público se revoltou contra o projeto de censura e o Congresso paralisou o projeto em maio de 2023.</em></p>



<p><em>Depois, em fevereiro deste ano, o TSE implementou unilateralmente a legislação, usurpando o papel do Congresso.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><em>TSE ataca o processo democrático</em></strong></h3>



<p><em>A censura do TSE é um ataque ao processo democrático. As eleições só poderão permanecer livres e justas se o público for capaz de debater e questionar as leis, sistemas e resultados eleitorais. Se alguma vez houver fraude eleitoral no Brasil, ninguém poderá falar sobre isso, se Moraes conseguir o que quer.</em></p>



<p><em>Durante séculos, os candidatos reclamaram que as eleições foram roubadas. Hillary Clinton afirmou isso em 2016, Stacey Abrams afirmou isso em 2018, o presidente Donald Trump afirmou isso em 2020 e o presidente Jair Bolsonaro afirmou isso em 2022.</em></p>



<p><em>Moraes quer tornar tal discurso ilegal e punir as plataformas de redes sociais que não o censuram.</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><em><strong>O resgate da liberdade</strong></em></h3>



<p><em>Dois juristas, Hugo Freitas e André Marsiglia, propuseram recentemente uma nova legislação sobre liberdade de expressão com o objetivo de elevar as proteções à liberdade de expressão no Brasil ao mesmo padrão elevado que é mantido nos Estados Unidos. </em></p>



<p><em>O projeto é uma “Declaração dos Direitos de Liberdade de Expressão no Brasil”. O projeto de lei busca proclamar uma Declaração dos Direitos de Liberdade de Expressão no Brasil, que, se promulgada, alinharia aproximadamente a lei brasileira com a dos Estados Unidos a esse respeito. Propõe revogar a criminalização da expressão em todos os casos, exceto nos mais extremos, como ameaças verdadeiras ou incitação a ações ilícitas iminentes. Em contrapartida, condutas como a blasfêmia, o desprezo pela autoridade ou certas formas de discurso de ódio e desinformação deixariam de ser criminalizadas. </em></p>



<p><em>A proteção do discurso político é especialmente enfatizada. Em casos de responsabilidade civil, o projeto de lei procura reduzir a discricionariedade judicial, estabelecendo padrões mais claros para avaliar se o discurso é protegido ou se constitui em conduta ilegal. </em></p>



<p><em>Em particular, o projeto de lei revoga disposições que têm sido utilizadas por procuradores e associações privadas para retaliar o discurso, reivindicando indenizações compensatórias, sob alegações como a de ter ofendido um número desconhecido de ouvintes ou manchado a reputação de amplas categorias de pessoas.</em></p>



<p><em>Finalmente, o projeto de lei trata de formas mais modernas de censura direcionadas à Internet. Uma proibição geral é imposta à prática, agora frequente no Brasil, de o governo bloquear o acesso a contas específicas de mídia social em resposta a discursos. Formas mais sutis de censura na Internet também são abordadas. </em></p>



<p><em>O governo está proibido de censurar indiretamente o discurso sob o pretexto de moderação de conteúdo por plataformas privadas, seguindo os passos de recentes decisões judiciais nos EUA. O projeto de lei reafirma as disposições já em vigor na legislação brasileira que isentam as plataformas de mídia social da responsabilidade pela fala de seus usuários em resposta às tentativas do governo de revogar essas disposições, de modo a forçar as empresas de mídia social a censurar preventivamente de acordo com a vontade do governo.</em>&#8221; diz a enorme postagem reportagem do jornalista. </p>



<p>A postagem original você confere abaixo;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">TWITTER FILES &#8211; BRAZIL<br><br>Brazil is engaged in a sweeping crackdown on free speech led by a Supreme Court justice named Alexandre de Moraes.<br><br>De Moraes has thrown people in jail without trial for things they posted on social media. He has demanded the removal of users from social…</p>&mdash; Michael Shellenberger (@shellenberger) <a href="https://twitter.com/shellenberger/status/1775516415023251835?ref_src=twsrc%5Etfw">April 3, 2024</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<h6 class="wp-block-heading"> </h6>
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