Caso brutal de policial penal encontrada morta em casa marca Patos, no Sertão da Paraíba. Muro da residência estava pichado com ‘X9’ e ‘CV’, e o principal suspeito, o marido, foi preso em Caetés, Pernambuco
A policial penal Edivânia da Silva, lotada na Penitenciária Feminina de Patos, no Sertão da Paraíba, foi encontrada morta na manhã do sábado, 8 de novembro de 2025, em sua residência no bairro Santo Antônio. O caso chamou a atenção das autoridades e da população pelo fato do muro da casa estar pichado com as palavras “X9” e “CV”, siglas que fazem referência, respectivamente, a “informante” e à facção criminosa Comando Vermelho.
O corpo de Edivânia foi encontrado por familiares, que sentiram falta de contato e decidiram ir até a residência. Ao chegar, notaram a porta aberta e a policial penal caída ao lado da cama, ainda usando farda. Não havia sinais evidentes de arrombamento, e o cachorro da família não apresentou comportamento suspeito, o que inicialmente direcionou a investigação para uma possível autoria de alguém próximo à vítima
A Polícia Civil da Paraíba informou que o principal suspeito do crime é o próprio marido, de 38 anos, que fugiu logo após o ocorrido. Ele foi localizado e preso no município de Caetés, em Pernambuco, durante a tarde do mesmo dia. A operação contou com apoio de policiais dos dois estados.
Muro pichado com recado do crime
Segundo os laudos preliminares da investigação, as inscrições “X9” e “CV” podem ter sido utilizadas para simular execução por ordem do Comando Vermelho ou para intimidar testemunhas e desviar o foco da polícia, mas até o momento não há provas diretas de envolvimento de facções criminosas. A hipótese predominante é a de feminicídio, motivado por razões pessoais, envolvendo o marido, que teria tentado encobrir o crime com as pichações.
Edivânia da Silva era considerada uma funcionária dedicada na Penitenciária Feminina de Patos. Sua morte causou comoção entre colegas e levantou debates sobre segurança de policiais penais na Paraíba. O sindicato da categoria e o Governo do Estado divulgaram notas de pesar e cobram investigação rigorosa do caso.
O marido foi encaminhado para a delegacia da cidade para prestar depoimento e responder ao inquérito. Familiares da vítima também serão ouvidos nos próximos dias.
A Polícia ainda apura se Edivânia estava sofrendo ameaças por conta do trabalho na prisão, já que o uso de símbolos do crime organizado levantou suspeitas sobre represálias. No entanto, com o avanço da apuração, o envolvimento pessoal do marido permanece como principal linha investigativa. O caso segue sob sigilo e novas informações serão divulgadas conforme a Polícia Civil avance nas investigações.




