Catarina Kasten saiu de casa por volta das 7h para aula de natação na sexta-feira, segundo a Polícia Militar. Companheiro acionou as autoridades após a vítima não voltar para casa no horário habitual.
Catarina Kasten, de 31 anos, foi encontrada morta na trilha da Praia do Matadeiro, em Florianópolis, na tarde de sexta-feira, 21 de novembro de 2025. Ela havia saído de casa por volta das 7h para uma aula de natação, segundo informou a Polícia Militar, mas não chegou ao destino nem retornou no horário habitual. O companheiro da vítima acionou as autoridades após perceber seu desaparecimento.
Catarina era estudante do Programa de Pós-Graduação em Inglês: Estudos Linguísticos e Literários da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e também professora da língua inglesa. Formada em Letras em Inglês em 2022, Catarina era uma aluna querida da UFSC, que se manifestou com pesar e indignação sobre seu falecimento.
A universidade lamentou a morte e repudiou qualquer forma de violência contra mulheres. Um ato público foi promovido no sábado (22) em memória da pesquisadora próximo à trilha onde ela foi achada.
A manifestação também pediu mais segurança para mulheres em Florianópolis.
“A Universidade junta esforços com todos os que buscam trabalhar para que tais acontecimentos não se repitam, fazendo coro à indignação da comunidade universitária e, ao mesmo tempo, se solidarizando com os amigos e os familiares de Catarina neste momento de dor”, disse a UFSC.
As buscas mobilizaram a Polícia Militar, guarnições do Tático e a comunidade local. Pertences da vítima foram encontrados na trilha de acesso à praia, o que indicou o local onde ela foi encontrada. O corpo foi achado em uma área de difícil acesso, entre pedras e galhos, com sinais de violência. Segundo a polícia, Catarina foi vítima de violência sexual, e a causa provável da morte seria estrangulamento, aguardando a confirmação da perícia oficial.
O suspeito do crime é Giovane Correa Mayer, de 21 anos, natural de Viamão, no Rio Grande do Sul, que morava em Florianópolis há três meses. Ele foi preso em flagrante e confessou o estupro e o assassinato de Catarina. A prisão preventiva dele foi decretada em audiência de custódia. O crime é investigado como feminicídio pela Polícia Civil.
A indignação e o luto tomaram a comunidade local, com amigos, parentes e moradores realizando manifestações e atos públicos em memória de Catarina, pedindo também mais segurança para as mulheres em Florianópolis.




