Além de Ney Ferraz, um assessor comissionado da Secretaria de Economia do DF foi alvo de busca nesta quarta no Anexo do Palácio do Buriti
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), em ação conjunta com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagrou nesta quarta-feira (17) uma operação contra o ex-secretário de Economia Ney Ferraz, da gestão Ibaneis Rocha.
A Operação Black-Tie investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa envolvendo agentes públicos e particulares. Ney Ferraz é um dos alvos de mandado de busca e apreensão.
Além de Ney Ferraz, outro alvo da operação é o assessor comissionado da Secretaria de Economia Luiz Carlos de Sousa.
Após os órgãos de controle identificarem em fevereiro de 2025, movimentações financeiras e patrimoniais consideradas incompatíveis com a capacidade econômica formalmente declarada por alguns dos investigados, as investigações tiveram início.
Os investigadores aprofundaram as apurações e encontraram indícios da utilização de mecanismos destinados a ocultar a origem de recursos, dissimular patrimônio e viabilizar a atuação coordenada entre servidores e particulares para obtenção de vantagens indevidas.
Por determinação do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em imóveis localizados em Planaltina e no Noroeste, além de uma ordem judicial no Anexo do Palácio do Buriti. Também foram decretadas medidas patrimoniais para preservar ativos que possam ter ligação com os fatos investigados.

O nome da operação faz referência a um dos episódios que chamou a atenção dos investigadores no início das apurações: a compra de roupas de alto padrão mediante pagamentos em espécie.
Segundo a PCDF, essa circunstância, somada a outros elementos reunidos ao longo da investigação, contribuiu para o aprofundamento das suspeitas sobre a origem e a destinação dos recursos movimentados pelos investigados. O caso segue sob sigilo judicial.
Por meio de nota, a Secretaria de Economia disse que o mandado cumprido diz respeito a servidor da pasta vinculado à gestão anterior e ocorreu apenas na estação de trabalho dele.
“A ação foi restrita a estação de trabalho do servidor. A Secretaria aguarda o acesso a mais informações sobre o caso para adotar as providências administrativas cabíveis. A Pasta informa ainda que presta total colaboração às autoridades responsáveis pela investigação e se coloca à disposição para contribuir com o pleno esclarecimento dos fatos.”
Ney Ferraz pediu demissão em agosto do ano passado, após o Ministério Público questionar a permanência do então titular da pasta depois de condenação criminal por corrupção e lavagem de dinheiro em segunda instância, proferida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).







